
A sensação é a de ter uma casa própria aconchegante para morar, para voltar todos os dias depois de horas e horas de luta na rua. Manter um site no ar por longos 15 anos é coisa que a gente nem consegue acreditar direito. Tudo começou em 2011, quando os blogs ainda eram a moda e as redes sociais não tinham tomado a tração que têm hoje, a ponto de assassinar nossa vida virtual fora dos formatos controlados a mão de ferro pelas big techs (hello, Google!).
FAROFAFÁ nasceu em 13 de maio de 2011, muito pelo estímulo do comparsa Eduardo Nunomura (como ele já contou aqui), que se empolgava com a ideia da criação de um “site do PAS” ou algo parecido. Com o apoio valioso dos queridos Guto Ruocco e Juliana Amaral, começamos a colocar a ideia em pé. Conversa vai, conversa vem, foi nascendo o projeto de jornalismo cultural popular brasileiro que receberia no nome FAROFAFÁ, em tributo simultâneo e cruzado ao hit popde Mauro Celso em 1975 e à musa Fafá de Belém.
FAROFAFÁ queria ser de Belém, do Pará, do interior paulista (onde nasceu e morreu o breve Mauro Celso), do Paranapanema, do Paraná, da Paraíba, do Brasil. Queria, como uma farofa bem feita à qual cada um acrescenta os ingredientes de sua preferência, formar um painel jornalístico democrático e sem preconceitos (ou pelo menos driblando os próprios preconceitos) sobre a música e a cultura do Brasil (embora sem se deter apenas a elas).
Era um momento de muitas transformações sociais e culturais, quando muito se falava sobre ascensão da “nova classe C”, tecnobrega, funk carioca, redes sociais, pirataria, mp3, sertanejo universitário – sobre tudo que mais adiante desaguaria (não raro com a força de uma barragem rompida em Brumadinho) em streaming, panelaço, golpe de Estado, influenciadores digitais, escalada neofascista, inteligência artificial etc. etc. etc.
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QUERO APOIARParceiro desde o primeiro momento, Jotabê Medeiros lembra que se engajou efetivamente um pouco mais adiante, e o fez trazendo, entre inúmeras qualidades, uma cobertura intensiva sobre política cultural que estava na semente de FAROFAFÁ, mas não tinha germinado até então. Um pouco mais à frente, tivemos a alegria de receber a companhia de Zema Ribeiro, diretamente do Maranhão, enriquecendo nosso projeto com uma abordagem nordestina (ou melhor, não-sudestina) que dez entre dez veículos localizados no chamado eixo Rio-São Paulo se recusam a incorporar ainda em 2026.
Com tão pouca gente e tão poucos recursos, acumulamos nestes 15 anos mais de 5.000 textos publicados, nossos e de um elenco formidável de colaboradores, todos engajados (para nosso orgulho e desconforto) de modo 100% diletante. Mais de 150 autores diferentes já assinaram textos em FAROFAFÁ, inclusive Acauam Oliveira, Alexandre Negreiros, Arrigo Barnabé, Bernardo Gutierrez, Bia Abramo, Cilmara Bedaque, Dafne Sampaio, Danilo Cymrot, Dewis Caldas, Djuena Tikuna, Duanne Ribeiro, Emicida, Fabiana Moraes, Fabio Maleronka, Fabrício Noronha, Felipe Julian, Fernando Sato, Ferréz, Flávia Penido, Fred di Giacomo, Guilherme Arantes, Gustavo Alonso, Ivana Bentes e Eryk Rocha, Jean Mafra, Jorge Alfredo Guimarães, Juliana Gusman, Juvenal Pereira, Katarina Peixoto, Leonardo de Marchi, Leoni, Lino Bocchini, Madê Corrêa, Marcelo Fróes, Márcia Bechara, Michelli Oliveira, Murilo Cleto, Naruna Costa, Olívia Bandeira e Oona Costa, Paulo Noviello, Pena Schmidt, Ramon Nunes Mello, Renata Rocha, Roberson Miguel, Regert Neto, Renan Inquérito, Renata Hummel, Renato Barreiros, Rodrigo de Araujo, Rodrigo Savazoni, Rodrigo Teixeira, Serena Assumpção, Sergio J Dias, Silvia Vieira, Tim Rescala, Timoteo Timpin Pinto, Ulysses Dutra, Vladimir Cunha, Yuri de Castro…

Temos deixado nossas digitais num cardápio variado de assuntos culturais, dos rolezinhos de 2014 ao show de Madonnaem Copacabana em 2024, dos lamentos pelas mortes de Elza Soares, Lô Borges, Rita Lee, João Gilberto, Jards Macalé, Angela Ro Ro, Paulo Diniz (o inspirador do primeiro logotipo de FAROFAFÁ), Belchior, Cassiano, Nana Caymmi, Sergio Mendes, Vange Leonel, Letieres Leite (etc.) à celebração da vida e da potência artística de Luli & Lucina, Joyce Moreno, Raul Seixas, Baby do Brasil, Maria Alcina, Gang do Eletro (que protagonizou os primeiros textos da história de FAROFAFÁ), Catto, Criolo, Emicida, Linn da Quebrada, Getúlio Abelha, MC Cabelinho, Anitta (etc.), e assim por diante [apenas para citar alguns textos deste autor].
Mais recentemente, abrimos nossas asas para receber Haroldo Ceravolo Sereza, que, embora não seja fundador de FAROFAFÁ, nunca esteve distante de nós, nenhum minuto sequer. Ele é um jornalista e especialista na cobertura literária que também edita livros ao lado de Joana Monteleone na Alameda Editorial, e vem ajudando a demarcar um momento de novo fôlego e fogo – cujo reflexo tem aparecido nas postagens diárias que ocupam o site e as redes sociais de FAROFAFÁ neste primeiro semestre de 2026 – entre outras novidades que estão a caminho.

Rever a história de FAROFAFÁ provoca um sentimento duplo, de que fizemos muito e de que podemos fazer muito muito muito mais. Para essa segunda parte da equação, será fundamental de agora em diante o comprometimento, a solidariedade e o engajamento de você que está nos lendo e/ou que tem nos lido desde priscas eras. Além do botão “Apoie agora” que se destaca no topo de nossa homepage e de nossas postagens, iniciamos neste 13 de maio de 2026 uma campanha via Vakinha, que convidamos você a conhecer e participar, com o agradecimento antecipado por sua presença no passado, no presente e no futuro de FAROFAFÁ. Seu engajamento se converterá em mais e mais novas reportagens, entrevistas, análises, críticas sobre o que há de mais pulsante na cultura brasileira de ontem, de hoje e de sempre. Que venham os próximos 15 anos!




