O repórter Zema Ribeiro, Pedro Alexandre Sanches e Otávio Costa em São Luís do Maranhão, base de atuação de Zema para o FAROFAFÁ

Quando sou eventualmente convidado a falar para turmas de estudantes de jornalismo geralmente respondo com “jornalismo cultural” à pergunta sobre o que me levou ao jornalismo cultural.

Houve um tempo em que a curadoria de conteúdos (para usar uma expressão da moda) era feita por humanos, com quem o leitor/ouvinte estabelecia alguma espécie de relação: fosse apenas de confiança, acreditando na opinião emitida por um crítico acerca de determinada obra, fosse de correspondência, na época em que era preciso ir até os correios postar uma carta endereçada à redação.

A ideia aqui não é soar saudosista, embora muita coisa tenha mudado nestes últimos 15 anos, desde a inauguração do FAROFAFÁ — de que passei a assíduo colaborador desde setembro de 2015, quando estreei com uma entrevista com a cantora e compositora (e atriz e bailarina) pernambucana Flaira Ferro, por ocasião do lançamento de seu álbum de estreia. Muita coisa rolou desde então.

O mundo gira, comprovando que a Terra é mesmo redonda, ao contrário do que pregam alguns bebedores de detergente (sigo preferindo cerveja), e calhou de eu, leitor de alguns dos maiores jornalistas culturais do Brasil, vir a ser seu colega de redação, anos depois. Baita honra, enorme responsabilidade e gratidão.

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Direto de São Luís do Maranhão, onde nasci, cresci, vivo e amo, tornei-me editor correspondente, ampli(fic)ando a cobertura, a diversidade e o alcance do Farofafá, em uma via de mão dupla: a partir daqui o Nordeste se insere em um radar de difusão cultural se não inédito, no mínimo inusitado: estamos falando de um site com compromisso real com seus leitores, a partir da qualidade de sua produção, sem patrocinadores até aqui (você pode ajudar a mudar essa realidade!).

A preocupação com a qualidade é tanta que eu mesmo, às vezes, me pego pensando em crivos, após escrever algo: antes de postar, penso se “isto é farofafável”. Piadas internas à parte, devo dizer de minha alegria e orgulho em aprender todos os dias com este dream team do jornalismo cultural brasileiro.

15 anos não são 15 dias, no entanto ainda há muito a percorrer. Em tempos de domínio de inteligências artificiais, robôs e algoritmos, seguimos acreditando na importância do jornalismo — e particularmente do jornalismo cultural — honesto, bem feito, servido com o tempero da cumplicidade do leitor interessado e inteligente. Sigamos juntos!

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