A descoberta do rock é uma experiência libertadora. Não é por acaso que, pra grande maioria, aconteça na adolescência. O rock é uma espécie de mecanismo que destrava as amarras do superego, construído ao longo de qualquer infância mais ou menos normal. E existe algo de solitário neste desbravo: na casa, ninguém mais; na rua, ninguém mais; na escola, quase ninguém mais.

Me lembro com detalhes do primeiro CD do Guns n’ Roses que veio parar em casa, no alto da Vila Osório. Certamente os vizinhos também. Era inexplicável o sentimento de uma audição que, pela primeira vez, parecia fazer algum sentido. Nunca havia gostado de música até então. Nunca. Appetite for Destruction é uma surra num saco de pancadas. E talvez eu continuasse não gostando exatamente da música, mas da surra. E ela era muito boa.

Aos poucos, a vivência solitária do rock é substituída pela identidade que ele oferece como poucas outras inscrições. Cresce o cabelo, preteia o guarda-roupas e o discurso afina tanto quanto a voz de Paul McCartney. Não demora muito para que a inserção no seleto grupo de adoradores do rock esteja condicionada a uma série de rejeições.

Verdade seja dita, essa regra que vale para toda identidade: para ficar dentro, você precisa estar fora de uma porção de outras. Por exemplo: não basta ser palmeirense, é preciso odiar o Corinthians para fazer parte da comunidade de palmeirenses no mundo. Da mesma forma, para ser roqueiro mesmo é preciso rejeitar o que os outros gêneros têm a oferecer.

Mas existe algo de perturbador nisso, levando em consideração o que significou o rock pra história do Ocidente na última metade de século. O rock n’ roll nunca teve nada de refinado. Aliás, quando tentou isso, nos apresentou barbáries como o metal melódico, por exemplo. Nos anos 1950, os acordes de Chuck Berry eram rápidos, desleixados, e o que chamava atenção não era a perfeição na execução das notas, tampouco o alto grau de complexidade nos arranjos, mas aquele espasmo de libertação que o rock pode causar como poucas experiências. O conteúdo das letras? Mulheres, bebidas e, claro, o próprio rock’ roll.

Na mesma década, um bom menino, de origem cristã, encantou o mundo com passos rápidos no palco e um penteado inconfundível. Elvis Presley levou milhares de fãs ao delírio enquanto transformava o rock num fenômeno mundial. Ele também não estava discutindo as novas tendências da Escola de Annales, na França, ou as implicações do pós-estruturalismo no mundo contemporâneo.

Nos anos 60, os Beatles levaram o gênero ao auge com uma verdadeira revolução no mercado fonográfico: meninos do subúrbio de Liverpool que se tornaram famosos tocando coisas simples que todo mundo gostaria de ouvir. Hoje é praticamente impossível apontar alguém que 1) não goste de Beatles ou 2) não tenha suas composições influenciadas, de alguma forma, por eles.

Apesar do sucesso, levou um tempo (e há quem diga que até hoje funciona assim) pro rock sair da clandestinidade que o assolou. Quando o Kiss veio ao Brasil pela primeira vez, em 1983, a comunidade cristã abraçou o estádio do Maracanã em protesto pela presença dos “Cavaleiros a Serviço de Satã”, como eram conhecidos pelos mais conservadores nos EUA.

Woodstock foi considerada uma experiência lastimável de degradação moral e consumo indiscriminado de drogas. Jimi Hendrix foi um dos porta-vozes desta geração com um estilo único de tocar: liberdade na montagem dos acordes, uma agressividade nunca vista nos arranjos e um tapa na cara no conservadorismo consumista do american way of life – e isso nunca de maneira direta. John Lennon dormiu com a mulher numa vitrine para protestar contra a lógica brutal da Guerra do Vietnã.

50 anos depois de uma porção de lutas pela diversidade, hoje me surpreende o fato de que parte da comunidade do rock esteja a frente de bandeiras nem tão progressistas assim. Chamo esse fenômeno de “Metal Sheherazade”.

Ela apareceu há cerca de três anos. Foi ovacionada depois de um comentário estridente na TV Tambaú sobre o Carnaval na Paraíba. Rachel Sheherazade foi rapidamente transformada em ídolo por escancarar as máximas do pensamento reacionário do tempo presente sobre o Bolsa-Família, a dignidade humana dos presidiários e, claro, os rolezinhos.

Quando foi notícia a aprovação de uma candidata com projeto sobre Valesca Popozuda, no mestrado em cultura e territorialidade da Universidade Federal Fluminense, comentou – já no SBT:

“É, as universidades se popularizaram e, com elas, os temas das teses de mestrado. No projeto intitulado ‘My Pussy é Poder’, o funk carioca, que fere os meus ouvidos de morte, é descrito como manifestação cultural. Pior é que ele é, pois se cultura é tudo que o povo produz, do luxo ao lixo, funk é tão cultura quanto bossa nova. Sinal dos tempos, né? A tese da estudante Mariana Gomes abordou também a possível relação entre as divas do funk, do naipe de Valesca Popozuda e Tati Quebra-Barraco, e o feminismo. Parece até piada. Com letras impronunciáveis para o horário, e que mostram a mulher como objeto sexual, as funkeiras estão anos-luz aquém do feminismo. O projeto se propõe a estudar tudo isso a fundo. Mas será que o assunto tem profundidade pra tanto?”.

Deixando de lado o fato de que no mestrado não se apresenta tese, mas dissertação, Sheherazade não está sozinha. Reproduz um discurso nada entalado nas gargantas de uma classe média que entende tanto de música quanto de cultura ou do mundo acadêmico. Aquela que gosta de sertanejo, mas – grife-se – o de raiz. Aquela que aprecia o funk, mas o James Brown.

Ontem, foi frisson no Twitter a série de comentários da usuária “Annie Hall” sobre os shoppings como palco pra bailes funks. Tudo começou depois de uma postagem de Pedro Sanches que dizia o seguinte: “‘Shopping não é lugar de baile funk’ = shopping é lugar de comprar mooooooito e sair calado.”

Pronto, Annie Hall foi pra cima com toda a sua bagagem intelectual. Entre outras argumentações, disse que bailes funk são umas das coisas mais grotescas que já viu, que deveriam ser feitos em clubes e não em shoppings. E mais: “Não é música pq só tem ritmo, a dança é horrível e as letras, bem, não existem”. Não demorou muito e, claro, “ah sim, o funk do James Brown e do ParliamentFunkadelic (são geniais)… pq o que fazem aqui é um LIXO”. “Bom, aquilo não é música, só isso. Não existem notas musicais, nem na horizontal, nem na vertical.. #UF (unfollow) e boa esfregação no baile.”

Flavia Penido entrou na discussão e trouxe algumas informações que não deveriam ser tanta novidade assim: diziam a mesma coisa do samba (esse que hoje é glorificado como antítese do pagode) e do maxixe, tanto que, como lembrou, “a polícia PRENDIA quem tocava samba. Tinha músico que andava com salvo conduto”.

Irritada, Annie Hall encerrou a conversa com uma autoridade acadêmica invejável.

Captura de Tela 2014-01-23 às 17.57.30

Confira a discussão toda aqui

Para acabar com quaisquer dúvidas, aqui temos um dos maiores sucessos de James Brown (a “antítese” do funk carioca), o clássico “Sex Machine”:

Fellas, I’m ready to get up and do my thing (yeah go ahead!)
I wanta get into it, man, you know (go ahead!)
Like a, like a sex machine, man (yeah go ahead!)
Movin’ and doin’ it, you know
Can I count it off? (go ahead)
One, two, three, four!
Get up (get on up)
Stay on the scene, (get on up), like a sex machine (get on up)
Get up (get on up)
Stay on the scene, (get on up), like a sex machine (get on up)
Wait a minute!
Shake your arm, then use your form
Stay on the scene like a sex machine
You got to have the feeling sure as you’re born
Get it together, right on, right on
Get up (get on up)
Hah!
Get up (get on up)
You said, you said you got the
You said the feeling
You said the feeling you got to get
You give me the fever ‘n’ a cold sweat
The way I like, it is the way it is
I got mine ‘n’ don’t worry ‘bout his
Get up (get on up)
Stay on the scene, (get on up), like a sex machine (get on up)
Get up (get on up)
Bobby! Should I take ‘em to the bridge? (go ahead!)
Take ‘em on to the bridge! (take em to the bridge!)
Should I take ‘em to the bridge? (yeah!)
Take ‘em to the bridge? (go ahead!)
Hit me now!
Come on!
Stay on the scene, like a sex machine!
The way I like it is, is the way it is
I got mine, (dig it!), he got his
Stay on the scene, like a lovin’ machine
Stay on the scene
I wanna count it off one more time now (go ahead!)
You wanna hear it like it did on the top fellas? (yeah!)
Hear it like it did on the top? (yeah!)
Hit it now!
Get on up (get on up)
Get up (get on up)
Get up (get on up)
Get on up (get on up)
Stay on the scene, (get on up), like a lovin’ machine (get on up)
Get up (get on up)
Taste (get on up)
Bein’ (get on up)
Get up (get on up)
Stay on the scene, (get on up), like a sex machine (get on up)
You gotta have the feelin (get on up)
Sure as you’re born (get on up)
Get it together, right on, right on
Right on, right on (right on, right on)
Get up (get on up)
And then, shake your money maker
Shake your money maker (6x)
Get up (get on up)
Huh!
Get up (get on up)
Can we hit it like we did one more time, from the top?
Can we hit like that one more time
(One more time!)
One more time!
Let’s hit it and quit! (go ahead!)
Can we hit it and quit? (yeah!)
Hit it!

 
Qual a diferença entre o conteúdo das letras de James Brown e de MC Dandara? Pouca. Acontece que um deles caiu nas graças da crítica especializada do centro tempos depois e foi imortalizado pelas amarras do chamado “bom gosto”. Aliás, Woody Allen (Annie Hall) tem o que de refinado nos seus filmes? Gosto muito da obra do cineasta norte-americano, mas dá pra chamá-lo de gênio?

James Brown é bom demais. Mas o argumento de que é bom porque sua música e sua letra irrompem as barreiras da trivialidade e encontram com o sublime é mais do que desonesto. É imbecil. São os mesmos “bons costumes” de hoje que ontem nos colocaram atrás das grades.

Me choca que parte das pedras atiradas contra o funk repouse justamente onde mais se receberam apedrejamentos. A experiência libertadora individual do rock parece ter encurtado o caminho rumo à direita e o que se conquistou nos anos 1960 para o centro hoje é negado para as margens. Lobão e Roger estão aí pra mostrar que a liberdade de manifestação tem lugar, e muito bem marcado.

A libertação pessoal de Ted Nugent também parece não ter sido o suficiente para que o guitarrista norte-americano aprendesse alguma coisa sobre discriminação. Abrindo show pro Kiss, chegou a dizer que imigrantes que não falam inglês deveriam ir embora dos EUA. Em 2003, adjetivou com as piores qualidades negros e asiáticos.

Durante o último Rock in Rio, Rachel Sheherazade perdeu a compostura e os bons costumes durante o show do Iron Maiden. Foi à loucura ao som de “The Evil That Men Do”. Tem razão, é uma puta – desculpa – música.

Por um rock mais Hendrix e menos Sheherazade.

(Murilo Cleto, 26 anos, é coordenador municipal de Cultura de Itararé (SP), professor de história e mídias e história contemporânea nas Faculdades Integradas de Itararé, guitarrista, violonista, gaitista e vocalista. O texto “Metal Sheherazade” foi publicado originalmente no blog Desafinado – Amigos de Quinta.)

189 COMENTÁRIOS

    • Gente ignorante sempre perturba, Annie Hall. Se você, do alto do seu mestrado em história, ainda ataca movimentos populares com tanta veemência e repugnância, tenho medo do que ainda está por vir. Acho que você está precisando de leitura, vá ler sobre o conceito de indústria cultural da Escola de Frankfurt, tenho certeza que você pensará duas vezes antes de jogar pedras em outras formas de manifestação. Não é porque você gosta de alguma coisa que a torna melhor do que outra.

    • Você não perturba ninguém, Annie. Só é uma mocinha grosseira, que manda as pessoas calarem a boca quando lhe contrariam. Típico dessa onde “neocon” abominável que se deitou sobre o nosso país. Deixa eu te avisar algo: Mestrado não serve pra dar carteirada em ninguém, minha jovem. Aliás, mestrado em história é um tanto vago. Que área especificamente lhe dá autoridade intelectual pra falar os absurdos que disse? É sério que você conseguiu passar pela prova teórica? De um historiador para outra. Dizer que a comparação entre o Funk presente e o samba no passado é anacrônica é má-fé ou ignorância. A História não é feita apenas de rupturas, mas também de permanências e elas podem – devem – ser levadas em conta pelos historiadores. A perseguição ao Funk, seus espaços e seus fãs se assemelha sim, em causas e consequências às perseguições sofridas no começo do séx. XX pelos sambistas. Em comum, e que dá o tom da permanência, a classe social, as raízes étnicas e a identidade cultural tanto daqueles que produzem quanto daqueles que perseguem. O Apartheid social é um dos principais semióforos da sociedade brasileira. E dá pra ver de que lado você está.

      https://www.youtube.com/watch?v=HxXm4A3IKW8

      Para que discutir com madame?

      Madame diz que a raça não melhora
      Que a vida piora por causa do samba,
      Madame diz o que samba tem pecado
      Que o samba é coitado e devia acabar,
      Madame diz que o samba tem cachaça, mistura de raça mistura de cor,
      Madame diz que o samba democrata, é música barata sem nenhum valor,
      Vamos acabar com o samba, madame não gosta que ninguém sambe
      Vive dizendo que samba é vexame
      Pra que discutir com madame.

      No carnaval que vem também concorro
      Meu bloco de morro vai cantar ópera
      E na Avenida entre mil apertos
      Vocês vão ver gente cantando concerto
      Madame tem um parafuso a menos
      Só fala veneno meu Deus que horror
      O samba brasileiro democrata
      Brasileiro na batata é que tem valor.”

      E se acha que as letras de FUNK não tem conteúdo, só mostra que você fala mal de algo que não conhece. Escuta isso que você muda de Idéia:

      https://www.youtube.com/watch?v=fWmjnhEl4qA

      Valeu e saudações

  1. Sei que não foi intencional, mas me sinto na obrigação de comentar que o slutshaming do trocadilho no final do texto foi desnecessário.

    Fora isso, excelente texto!

    Fui um adolescente ’’do metal’’, vivenciei e, infelizmente, contribuí pra exatamente isso que o texto trata.

    • Olá, vigkk. Obrigado pelo alerta, mas o final não se trata de slutshaming, pelo contrário. Como chamam o funk de “música de puta”, fiz a inversão pra dizer que aquela era uma “puta música” do Iron Maiden. O pedido de desculpas, a seguir, refere-se à minha ausência de “refinação”, pelo jeito tão léxica quanto musical.

      Abraços,
      Murilo

  2. Só achei que Metal Melódico foi um péssimo exemplo de “rock refinado”. Como se esquecer do marcante Rock Progressivo, que foi muito popular na década de setenta e revelou grandiosas bandas como Yes, Genesis, King Crimson, Jethro Tull e muitas outras? O Rock é um gênero extremamente diversificado.

  3. Muito bom!
    Por muito tempo usei esse argumento da letra mas na real tem muita letra ruim no rock também. Mas o que inporta não é isso.
    É a sonoridade que me agrada e a forma de abordar os temas como: sexo, drogas, rebeldia e tudo mais que o Rock’n’roll fala!

  4. Cara, não é bem assim. Longe de mim defender a Sherazade aí (eventualmente, posso concordar com uma coisa ou outra e isso vale tanto pra esquerda quanto pra direita. Radicalizar pra um lado é burrice). No caso do “funk” (até hoje não sei porque inventaram de chamar esse negócio de funk – aqui no Brasil), a questão das letras é subjetiva. Claro que vc pegou o pior exemplo possível (Sex Machine – normalmente, a mais citada quando se faz essa comparação), mas o que pega, realmente, é a pobreza musical do funk nacional. O Led Zeppelin (a maior banda de rock que já existiu), tinha algumas letras bastante tolas (e outras excelentes), mas tinham uma potência rítmica e sonora jamais igualada, coisa de gênio, mesmo. O Rock é, provavelmente, o único estilo que pode mesclar-se com a música erudita sem se tornar vergonhoso. Ouvir a versão de Kashmir do Unledded (Page, Plant e mais um monte de gente) com uma orquestra acompanhando é uma experiência única. As viagens do Yes (Gates of Delirium, Tales of the Topographic Ocean, Close to the Edge…), o Dark Side of the Moon (um dos 10 melhores discos da história da música). Eventualmente, essas e outras grandes bandas escreveram letras ruins, mas compensavam com sobras no som. Os grandes funkeiros (James Brown, Parliament, Chic…)eram assim. Sly Stone já escrevia letras belíssimas e não fazia só funk. O Electric Boys, banda sueca excelente, mesclava rock com funk de forma magistral (Funk’o Metal Carpet Ride é genial). Já o nosso “glorioso” funk carece de tudo, letra, música, afinação…e aí eu sou obrigado a concordar a com dona Shera, quando ela diz que “ouvir funk fere seus ouvidos de morte”. Não há preconceito, não. Se a galera dos morros e da periferia carioca fizer música de verdade, em qualquer estilo, e me agradar, vou ouvir e aplaudir da mesma forma que faço com os gigantes dos anos 70, que eu cresci ouvindo.

    • Assim como eu você deve está cansado de esquerdices esquisofrênicas e de direitices insanas. Este texto consegue ser tão preconceituoso e canalha quanto aquilo que condena. Acho que o autor não entende bem de música. Mesmo porque, no heavy metal, melódico pode ser caracterizado simplesmente como um som que tem “letra”, diferenciando do que tem o som da voz grave como se o cantor estivesse arrotando. O Power Metal, ou mais conhecido como metal melódico, citado como barbárie no texto que paradoxalmente condena o preconceito a um determinado estilo de música, foi apenas o nome dado a junção do peso do metal com letras por vezes suaves e se contrapondo ao peso do som e a velocidade das guitarras e teclados. Se foi algum modismo da área ou se foi uma evolução em nada se compara ao lixo musical conhecido no Brasil como Funk. Malditos sectaristas, adoram falar sobre o que não entendem, contanto que posem de intelectuais. O que esses esquerdopatas politicamente corretos precisam é de uma bandeira ou de um algoz, e quando acham fazem todo o estardalhaço possível. A vítima desta vez foi a Annie Hall. E nada como incluir como tempero a já tão badalada Sheherazade. O caso do garoto Kaíque foi um exemplo da bandeira do movimento. Homicídio por razões homofóbicas, logicamente. Comprovado o suicídio agora Kaíque foi rebaixado à condição de cadáver comum, e ninguém mais vai se interessar pelo seu caso.
      Vamos começar a dizer que funk é lindo para não ser a próxima vítima dessa raça!!
      Parabéns pela resposta honesta e sensata.

      • Na mosca. O Metal tem milhões de vezes mais cultura que a porcaria carioca (funk de favela) e o Brasil ainda tem o Angra como representante do estilo, mesclando MPB com rock pesadíssimo e música clássica. Mas os sectaristas gostam de posar de sabichões, caindo no lugar comum politicamente correto de elogiar bandas comuns como Beatles e atacar outras como o Metallica só para fica bem na fita. É excesso de marxismo…

    • Parabéns pela sua colocação. mesmo sem ser músico nem historiador da mesma curto algumas bandas que citou e outras servem de dica.

      penso exatamente a mesma coisa. A música e aquilo que ela nos provoca é subjetivo e só vc mesmo pode dizer se uma música é boa para vc, no entanto existem algumas grandezas como ritmo, melodia, arranjos e versos podem ser mensurados para determinar o qual de qualidade musical de uma produção artística.

      Tentei explicar a minha irmã isso mas não obtive sucesso e acabei sendo taxado de preconceituoso, ao dizer que ambos são artistas, mas não se pode comprara a grandeza do trabalho de Caetano com a do Mr Catra

  5. “O rock n’ roll nunca teve nada de refinado. Aliás, quando tentou isso, nos apresentou barbáries como o metal melódico, por exemplo. ” – O que? Não entendi o exemplo. Metal Melódico é barbárie? Ahn?

    E quanto ao James Brown, ao invés de persuadir o leitor a acreditar na sua fala “olha, botei a letra aqui, se você não ler e não perceber que eu estou certo, problema seu”, que tal analisar nosso querido Brown liricamente e musicalmente? Que tal comparar os arranjos com o desarranjo do funk? Que tal inclusive entender o contexto da sexualização em James Brown e compará-lo com o o contexto de exploração sexual do funk (se é que você acha isso, se não, argumente o contrário.)
    Que tal comparar as rimas e o uso da fonética na música-exemplo com alguma coisa desse funk que é suposto aceitar como manifestação cultural.

    E outra: porque o pobre tem que ficar glorificando o funk, curtindo o funk o tempo inteiro e achando isso o máximo? Por que o pobre não pode aceitar ser enriquecido com séculos de música que temos? Por que mantê-los na marginalidade? Se o samba é o samba hoje é porque hoje ele é rico, de alma e poesia; é porque ele ainda fala do pobre, é porque ele consegue falar pro rico.

    Pelo visto você é músico. Porque não deixar de falar como um histérico e falar como músico?

    Você só tá defendendo o que é óbvio, defende a manutenção do que degrada. O objetivo do homem deve ser conservar bons valores e se enriquecer com o que é novo e bom. Do jeito que você fala, você quer mais é que o pobre fique lá no canto, com sua cultura, com sua putaria, com sua desgraça, com seu sonho de se alimentar com oakley e osklen.

    Você não quer levar nada ao pobre.

  6. apesar de ser de esquerda…esse texto lembra aqueles da direita que ficam
    “Comunistas maconheiros…fãs de mpb…e etc…”

    e bem desnecessário esse trocadilho no final…

    • Esse texto não tem nada de esquerda. Só pq deprecia a Sherazade não significa que tem conotação política. É um texto sem sentido, falando do gosto pessoal do autor. Se tivesse que enquadrar, falaria que era de direita só por ter uma parte em inglês.

  7. Não é precipitado afirmar que escutar rock pressupõe ser de esquerda?
    O rock tem sido usado pra expressar vários discursos, entre eles, um discurso conservador, machista e tudo mais. Faz muito tempo que ouvir rock ou usar drogas deixou de ser “progressista”.

  8. 26 anos, né? Você deve estar chateado porque o Justin Bieber foi preso. E claramente não faz a menor ideia do que tá falando. Tenho pena dos seus alunos. Vai se informar, moleque .

    • Cara, é engraçado como vocês da direita (ou seja lá o que vocês acham que é ser de direita) tem sempre a mesma porra de argumento. “Mama na tetas do Governo…”, “Esquerdista não sei o quê…” Galera reaça, pare um pouco de repetir o que vocês ouvem dos seus “mestres” e tentem ser mais originais no debate, pelo menos com algum argumento novo e mais profundo, por favor, cara… Antes de falar merda, vai ler um livro (que não seja do Olavo ou Pondé, de algum pensador sério, mesmo que um liberal ou neo-liberal) e entenda, tenha uma noção básica do que você está falando, saiba, antes de qualquer coisa, o que é direita e esquerda, por favor…
      Eu também curto Rock e metal, mas me dói muito lembrar de que eu já fui um imbecil como você… Mas quem sabe um dia você acorda e começa a pensar, não é?

      • Vocês adoram apontar os indivíduos mal educados, mas ninguém responde quando alguém quer um debate sério. É muito fácil ficar nessa briga infantil, apontando uns aos outros.

  9. Este texto consegue ser tão preconceituoso e canalha quanto aquilo que condena. Acho que o autor não entende bem de música. Mesmo porque, no heavy metal, melódico pode ser caracterizado simplesmente como um som que tem “letra”, diferenciando do que tem o som da voz grave como se o cantor estivesse arrotando. O Power Metal, ou mais conhecido como metal melódico, citado como barbárie no texto que paradoxalmente condena o preconceito a um determinado estilo de música, foi apenas o nome dado a junção do peso do metal com letras por vezes suaves e se contrapondo ao peso do som e a velocidade das guitarras e teclados. Se foi algum modismo da área ou se foi uma evolução em nada se compara ao lixo musical conhecido no Brasil como Funk. Malditos sectaristas, adoram falar sobre o que não entendem, contanto que posem de intelectuais. O que esses esquerdopatas politicamente corretos precisam é de uma bandeira ou de um algoz, e quando acham fazem todo o estardalhaço possível. A vítima desta vez foi a Annie Hall. E nada como incluir como tempero a já tão badalada Sheherazade. O caso do garoto Kaíque foi um exemplo da bandeira do movimento. Homicídio por razões homofóbicas, logicamente. Comprovado o suicídio agora Kaíque foi rebaixado à condição de cadáver comum, e ninguém mais vai se interessar pelo seu caso.
    Vamos começar a dizer que funk é lindo para não ser a próxima vítima dessa raça!!
    Você me lembra o Olavo de Carvalho, só que do outro lado.

  10. Eu, particularmente, não acho muito inteligente discutir gosto musical, por exemplo, eu não gosto de rock estrangeiro (pouquíssimas bandas me conquistaram e acreditem já tentei gostar), mas curto bastante música clássica, bossa nova, mpb, samba, reggae, muito menos comparar o funk de James Brown com o produzido aqui.
    Não entendi a indignação do autor com a jornalista, as opiniões dela são muito boas, mesmo não concordando com muitas. Cada um tem seu lado, gosto dela porque ela é bem coerente.

  11. Cara vc quer manter as coisas como estao nivelando-as por baixo. Triste isso! Vc nem falou sobre ter o ensino de musica nas escolas!!! Percebe aí q falta algo na sua argumentacao. Algo mais consistente, de verdade. Musica nas escolas, cara. Acorda!

  12. ouvir rock não tem nada a ver com ser progressista nem reacionário…o cara ouve rock porque curte rock…bem sem noção esse texto, nada a ver mesmo…altamente panfletário…

    • Não bebe Coca-Cola também? Nem come McDonald’s? Só não esqueça que o mundo é das multinacionais, inclusive o Guaraná Antarctica que você toma é de um grupo imperialista internacional. Parece coisa de adolescente universitário.

  13. Eu acho que o Woody Allen é um gênio sim, aprecie os bons filmes dele e ele até poderia fazer filme sobre a Tati Quebra-Barraco ( que por acaso é um nome que eu vou já ver no youtube, kkk) que ele faria um bom filme, o Woody Allen tem um perfil de sonhador, de criatividade e cómico ao mesmo tempo fora do normal e que marcou na época, tal e qual o James Brown ( O Marcelinho dizia que era só alegria não tinha pau!). Salve-se o facto de eu não descordar de você e dessa analogia, é facto que o Funk é Funk, tal e qual o do James Brown, e também considero que não se deve banalizar música pelo simples facto de se tornar popular, tradicional ou comercial. Este mundo e o outro está cheio de falsos moralismos, quem não gosta no Brasil ou na maior parte dos países de encher a cara e meter pá quebrá aí numa festa Funk, de pagode ou até numa rodinha de Samba…. Cumprimentos da Terrinha!

  14. Estou rindo até agora do “eu faço mestrado em história”. Pelo jeito está jogando dinheiro fora perdendo o tempo e não aprendendo nada.

    ps. Temos que olhar também o perfil de quem fazia música naquela época e quem faz agora. Hoje é porque é bonitinho ser artista.

  15. Então, as pessoas tem suas opiniões independente da classe social e orientação política. Eu tenho meu próprio gosto musical que engloba James Brown e passa a milhares de anos-luz do funk carioca. Isso não me faz hipócrita como eu senti que o texto sugestiona. Sou feminista e tento (de verdade) encontrar alguma ligação entre o feminismo e o funk carioca, além da liberdade de expressão das meninas. Além disso, quando vc usa uma parte do texto em língua estrangeira, peneirou pelo menos metade das pessoas que podem ler e compreender completamente seu texto.

    Esse texto, afinal, foi uma opinião pessoal, um “selfie”. Interessante a Carta Capital dar espaço para isso. Me deu a impressão que foi pelo título que tem o nome da Sherazade.

  16. Cara adoro o jargão contra o funk “não tem ritmo não é música” vou começar a usar a máxima parecida ai: sou músico então fica na sua, sei do que estou falando..

    Mas falando sério, a pouco tempo observei no filme “Azul é a cor mais forte” o mesmo argumento contra o Metal, ou seja, isso é jargão. Funk tem ritmo, tem melodia (mesmo que pouca as vezes) e outra, definir música por apenas melodia, harmonia e ritmo, é uma fórmula antiga bem eurocêntrica. Só ver as definições de Ligeti e Cage para a música, ou mesmo a definição oriental…

    quanto aos bons costumes, e esse espirito romantico exagerado que Hobsbawm fala que não tem porque existir hoje, eu fico com Abujanra: “Romântico tem que se f…”

  17. Acho que a diferença fundamental entre o funk e James Brown é musical, assim como a arte moderna não se libertta das cores, a música não se liberta de alguns componentes como duração, altura, intensidade, timbre e , na forma,melodia e harmonia. A música de James Brown tem melodia e harmonia, muitas vezes o funk trabalha com uma qualidade tão mínima na melodia que parece ser proposital a voz extremamente fora de qualquer tom. Há na música erudita, no jazz de vanguarda quem experimente por esses caminhos, mas é algo pensado, não creio que seja esse o caso do funk.Quanto as letras, sim, é o mesmo tema, Whole Lotta Love do Led Zeppelin tem uma letra bem nessa linha, Tema não é problema, modo sim, dá pra se escrever sobre assassinato como Dostoiévsky em Crime e Castigo ou como escreviam os redatores do Notícias Populares.

    • Se é para buscar definições rígidas, o funk é canção, e não música. O Luis Tatit já comprovou que a canção brasileira é toda baseada na entoação, na fala, e não na melodia – os momentos que invertem a equação são exceções, como a Bossa Nova. Isso explica a genialidade de tantos compositores populares que nunca estudaram música. Por isso, pra ele, a canção mais pura que existe é o rap. Ainda assim, mesmo que música seja isso que vc falou, qual o problema de se fazer outra coisa que não isso? Escapar das definições prévias não é justamente o que marca a genialidade e faz a arte avançar? Aliás, não foi esse o pressuposto de toda arte moderna, se libertar daquilo que se define enquanto arte? A grande revolução estética do mundo moderno é justamente a impossibilidade de definição prévia do que quer que seja o estético e a arte (o tal do regime estético das artes, do Rancière).

  18. Logo se vê o bom gosto do auto. Introduzido no Rock pelos Guns.
    Nada mais mercadológico, capitalista , estadunidense e ”progressista” que Axel, suas sunguinhas e suas baladinhas ”a la” November rain”.

    E por falar em Guns, será que o autor esteve naquela noite, de um certo festival, vestido de branco (como bom fã do Guns)?

    P.S. Faltou falar de Rock e progressismo. Deve ficar para a próxima.

  19. Prezado Murilo, obrigada pelo seu texto. Infelizmente, a carapuça me serviu. Eu me vejo na maior parte dos seus comentários e lamento ter contribuído para essa paranoia do “bom gosto” e de achar que bom é só o que EU aprecio, olhando de cima para baixo (ou mesmo desejando o extermínio de) toda manifestação contrária a isso. Mas nunca é tarde demais para mudar de atitude, não é mesmo? Da minha parte, garanto mais respeito e tolerância com as diferenças (básico, né?). Afinal, ninguém é igual a ninguém, minhas verdades são só minhas e o mundo vai muito além do meu quadrado.
    Abraço!

  20. Somente boas musicas sobreviverão ao tempo, hoje muitas ouvem Elvis duvido que daqui 20 alguém se lembre de Sr.Catra e C&A.
    No mais acredito que o autor do testo seja so mais um blogueiro patrocinado pelo estado para defender lixo cultural

    • Pois eu bato uma aposta com você, Gesse, que muito funk brasileiro vai entrar para a história. Voltamos a nos falar daqui a 40 anos? 😉

  21. Fui só eu ou outras pessoas também acharam que esse texto não faz sentido algum?
    Não tem a mínima coerência e sinceramente, não entendi…escreveram esse texto todo baseado numa discussão boba de twitter entre desconhecidos?
    Amigo, dizer que Woody Allen não é genial só mostra o quanto você não entende de cinema.
    E dizer que o bom de James Brown é a letra só mostra o quanto você não entende de música.
    Odeio a Sherazade e acho que o funk em geral é uma porcaria, mas tem seu valor como manifestação cultural. É reflexo de um grupo que apesar de ser maioria, é completamente marginalizado pela sociedade.
    Por hora me sinto naquele filme “idiocracia”.
    E só tem besteira nesse farofafa. Vai custar um “descurtir” na página da cc.

  22. Texto esdrúxulo, mal redigido, tendencioso.
    Na verdade ele segue a risca a tática leninista:

    “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz.”

  23. Murilo,

    1. Muito bacana seu depoimento sobre como começou a gostar de rock.
    2. Muito feio não deixar claro que você é comissionado numa prefeitura do PT.
    3. Muito frágil o argumento de que roqueiro tem de ser “progressista”.
    4. Muito picareta o PT querer tomar para si a bandeira progressista depois perder a da ética.
    5. Muito mais contra as estruturas de poder é o rock. Muito mais contestador, acima de tudo.
    6. Muito bobo usar o termo “comunidade do rock”, principalmente para um coordenador de cultura.
    7. Muito mais capitalista que qualquer outro “ista” é o rock. Porque também é mais libertário.

    Abs.

    Ps. mesmo assim, seu texto tem algumas coisas bacanas.

    • Felipe,

      Como editor do FAROFAFÁ, não vejo nenhum problema em publicar textos de funcionários de prefeituras de partidos quaisquer. Se não rolaram textos tucanos por aqui provavelmente é porque não topamos com nenhum que nos inspirou até agora… (Você sabe indicar algum? Não vale Reinaldo Azevedo, que é funcionário do José Serra lotado na Veja e na Folha de São Paulo e já tá muito manjado.)

  24. Sem querer entrar em vários méritos e deméritos, só um comentário, shop é lugar para passear, curtir, comprar, comer, paquerar, etc não para ouvir musica alta atrapalhando os outros, não importa se é música clássica, rock, funk, rap, etc, porra, eu curto X tipo de música e não fico forçando os outros a ouvirem a minhas músicas, só estou falando isso pq fico puto qdo estou no metro, praça de alimentação, etc e tem sempre aqueles xaropes com celular no talo ouvindo musica que ELE gosta sem se preocupar com as outras pessoas, para mim isso é chamar para briga, afinal, se ele não se preocupa com os outros pq eu vou me preocupar em não quebrar o nariz dele?

  25. Certamente o maior representante desse “metal shereazade” é você, Murilo Cleto, com seu fundamentalismo xiita, que fala mal do metal melódico porque não gosta/conhece, ou que pensa que quem escuta rock é obrigado a rejeitar todos os outros estilos musicais.

    Ou você pensa que todos os roqueiros são imaturos, ou você não sabe do que está falando.

  26. Já faz um bem tempo que digo que o pessoal que curte rock and roll atualmente, são os jovens mais intransigentes, alienados, conservadores e preconceituosos… Um estilo que como o texto retrata, teve seu auge (década de 70) baseado na contra cultura e no pensamento libertário, progressista, revolucionário, pacifista e multicultural… Hoje se tornou um estilo fechado, que isola os jovens em grupos normalmente aversos a pluralidade…
    Como todo texto da Carta Capital eu concordo com a maior parte dele, só acho desnecessário essa maldita necessidade de dividir tudo entre ‘direita’ e ‘esquerda’ ou pra mim ‘pseudo-direita’ e ‘pseudo-esquerda’…

    • o rock por si só é individualista: “faz o que tu queres, há de ser tudo da Lei”…
      o black sabbath não é socialista, o led zeppelin não é socialista, o pink floyd não é socialista.
      Não são “capitalistas”, mas também não são socialistas…
      Só sendo rock pra saber…

  27. Meu caro, uma pena alguém querer escrever sobre música popular com visões tão simplistas assim, como : “meninos do subúrbio de Liverpool que se tornaram famosos tocando coisas simples que todo mundo gostaria de ouvir. Hoje é praticamente impossível apontar alguém que 1) não goste de Beatles ou 2) não tenha suas composições influenciadas, de alguma forma, por eles.”. Não sei se vc sabe mas os críticos britânicos já no nascedouro do sucesso deles ressaltavam justamente as complexidades e surpresas, acordes inusitados, arranjos diferentes etc. Me pergunto se vc realmente os ouviu atentamente antes de escrever isso aí. Entre outras coisas. Gosto é gosto mas opinião se constrói com conhecimento que pelo visto você não se esforça muito em adquirir. A crítica demanda antes de tudo se evite a simplificação, nenhum gênero musical é a priori progressista ou conservador, e o rock não deve ser idealizado, tanto quanto o funk não deve ser demonizado. Defender a liberdade de expressão, inclusive na música, claro, ok, mas confundir isso com um relativismo abobalhado que inviabiliza os juízos de valor não cola. Assim, o fato de se reconhecer que funk ou metal, ou qualquer gênero, são relevantes social e culturalmente, que compõem a identidade de um certo grupo, não excluí a possibilidade de criticá-los em termos estéticos, políticos, etc. Através de uma crítica bem formada os públicos se mexem, as cabeças se abrem, os indivíduos se transformam. Sem defender a moça equivocada e justamente espinafrada, acho um erro descartar e eventualmente desvalorizar a bagagem acadêmica. Quero mais que o funkeiro, o metaleiro, seja o que for, chegue um dia a ver criticamente esses gêneros que aprecia e possa compará-los com outros de forma inteligente, e expandir seus horizontes como ouvinte.

  28. De um lado, gente querendo matar funkeiro. Do outro, gente dizendo que falar mal de um estilo musical que eu não gosto é ser reacionário, segregador e filho de satã. Tá foda viver nesse Brasil hein.

    Qual o problema se o Joãozinho não considera Funk carioca música de verdade e fala mal? É direito dele, assim como o de falar o mesmo em relação ao Rock ou a música clássica se ele assim pensar e quiser. Isso não quer dizer que Joãozinho é racista, fascista ou elitista, isso só quer dizer que ele não gosta de Funk. Acho infantil e perda de tempo ficar falando mal de estilo musical ou do caralho a quatro na internet, bem como assumir que existe uma verdade absoluta e que A é melhor que B, mas tão misturando as coisas. Discutir política no Brasil tá se tornando esquizofrênico.

  29. Interessante o texto, concordo e discordo com muitas coisas, porém, oque mais me espanta é ler tudo isso e lembrar que você mesmo me apedrejou e declarou que eu e minhas bandas não tocaríamos mais nos festivais e eventos promovidos por sua coordenadoria dentro da cidade de Itararé, pelo simples fato de eu ter criticado a estrutura e os recursos oferecidos no ultimo “Campeonato de Skate e Bandas de Rock” de Itararé, sem ao menos eu ter citado seu nome ou defirido qualquer palavrão ou comentário de natureza ofensiva á sua pessoa. Me admira ler “comunidade do rock” neste texto e lembrar destas coisas.

      • “Sei que a internet é o palco principal da sua masculinidade.” Acha que comento aqui para exalar ofensas e te provocar? está redondamente enganado, aliás, até onde eu sei, suas “ameaças” direcionadas á mim foram deferidas via email para terceiros, pelo menos eu tenho a decência de vir aqui e falar diretamente e abertamente com você.

        Aguardo convites para sentarmos pessoalmente e revermos essa historia, achar aonde eu errei, e aonde você errou, e normalizarmos essa situação, só espero que não tenha que acontecer como foi com o coordenador da secretária do esporte…

  30. “entrei aqui” só para ver o que era o tal do metal sherazade… pensei cá: que novo metal é esse…

    olha, pro rockeiro comum, que leva sua vida de trabalho fora das redes sociais, uma cerveja depois do trampo, diversão e uns shows massa por aí, ninguém sabe quem eram essas sujeitas aí “Sherazade” nem a tal da Annie Hall…. descobri esses seres agora, por causa da coluna… senão iria continuar sem saber quem são por um bom tempo.
    Primeiro porque o rockeiro de verdade não vai perder seu tempo com o jornal do Sbt (ou o nacional, etc)… ao precisar de informação se vai direto à fonte. Outro que o rockeiro de verdade tá mais afim de trocar informações de rock, conhecer sons novos etc…

    Agora tem uma coisa: muitos e muitos rockeiros até respeitam o Elvis Presley, mas chegar a ser o “rei”? Tá longe… ele teria que quebrar muito copo para chegar aos pés dos bluesman da Louisiana ou do Michigan, ou do Reino Unido… Kiss meu amigo? Bom também, mas não para tanto… dá para ver que não é do meio do rock.

    Agora vá: quanto mais falam nessa moça do Sbt, Annie Hall, Mainardi, mais dão audiência para esses viventes…

  31. O artigo acima é bom pela discussão que gera, mas é importante salientar que ele incorre em alguns erros.
    No que tange à generalização da comunidade roqueira em debandar para a direita isso não é verdade pelo fato de Roger e Lobão estarem deste lado. Eles são falados a todo momento, pois o discurso deles era diferente anos atrás, inclusive em suas letras, portanto dizer que é notório essa tendência direitista no Rock não pode se sustentar.
    Lá fora é a mesma coisa. Se Ted Nugent fez o que fez com suas infelizes declarações isso não faz do público roqueiro um povo reacionário, mas, por outro lado, traz à tona outra característica (tanto lá como cá) da vertente do Rock: ser polêmico, não ter papas na língua, mesmo que isso passe dos limites, coisa que aconteceu com Nugent.
    Quanto ao ritmo tocado e cantado por James Brown não se pode acreditar que tenha dito que o cara não tenha sido gênio. Se suas letras não eram o supra-sumo a sonoridade se alinhava com a soul music e a aceleração criava o novo ritmo, seu arranjo aflorava uma possibilidade de dança que não havia até então e o carisma do fulano era absurdo.
    Dessa forma, não dá para comparar com o Funk carioca já que este é pautado e baseado em uma limitação de toques eletrônicos, um punhado de samples bem simples e um vocal sem nenhuma preparação ou preocupação rítmica. Mesmo assim, acredito ser uma forma de expressão de uma juventude que está perdida entre a impossibilidade de participar do consumismo exagerado dos mais abastados e a dificuldade em ser alguém, já que ter é mais importante.
    Finalmente, dizer que a fala da tal apresentadora do SBT é a voz de uma classe média também soa exagerado, já que eu só a conheço por conta de uma infeliz declaração sobre ateus tempos atrás, num discurso típico de religiosos proselitistas. Portanto, é mais pela polêmica do que pelo conteúdo que ela apareceu até então. Logo ela sai de cena, pois não tem um pingo da argumentação de um Paulo Francis, por exemplo.

  32. Interessante, falou-se tanto em seu texto sobre o desrespeito dos “metaleiros” ou em suas próprias palavras “Metal Sheherazade”

    Mas, excluiu meu comentário, que em momento algum foi ofensivo ou displicente, isso só prova que nosso amigo “Rafa” tem razão em seu comentário, sobre sua posição Lenista.
    Está de parabéns!

  33. Queria saber qual foi a criatura mística que veio à Terra e presentou esse pessoal com o dom de medir a qualidade de músicas. Não, espera, eles se baseiam em padrões feitos por outras pessoas? E nem chegam a cogitar que esses padrões podem ser meio tendenciosos?

  34. Kkkkk… texto muito tosco. Tentar comparar James Brown a Mc Catra e cia é algo tão ridículo que chega a dar dó. Não quero nem entrar no mérito das letras pq isto é óbvio demais para mim… digo isso estritamente do ponto de vista musical mesmo. Alguém que se diz “guitarrista”, “violonista”, “vocalista”, “gaitista” e o diabo a quatro, querer comparar um som monofônico sem melodia e harmonia com o som produzido por James Brown?! Esse cara deve ser guitarrista no Guitar Hero… kkkk

  35. Funk é musica de oprimido, rolezinho é movimento social….ok quando fores assaltado não reclama é um desfavorecido se empoderando encima do seu lombo, quando for violentado relaxa e goza, afinal esta sendo atribuído a você o papel de coadjuvante, como objeto libertador, para que o desajustado possa se realizar sexualmente !

  36. O texto até que é legal, mas para mim o autor comete o mesmo erro de todos que apenas apreciam música. Está muito comum a comparação entre o “funk” carioca e o funk de James Brown, tanto que o autor reproduz integralmente a letra da música Sex Machine do Brown. Esta música é utilizado por todo defensor do “funk” carioca pois sua letra é realmente simplista e apresenta ideias similares àquelas expostas no “funk” carioca. O problema é que a pessoa que apenas aprecia música não consegue ir além dessa análise.

    James Brown praticamente inventou um estilo musical, em que a letra não é necessariamente seu alicerce fundamental. No entanto, o ritmo, o groove, as melodias de metais, sim compõem o alicerce fundamental deste estilo. Essas características são fundamentais no funk.

    Isso simplesmente não existe no “funk” carioca. Até onde posso perceber, o alicerce do “funk” carioca é o “tchu tcha-tcha tchu tchu tcha” e as letras que exaltam ostentação e a atividade sexual.

    Dessa forma, não é possível comparar James Brown com Mc Catra. É comparar alhos com bugalhos.

    Um outro ponto importante em relação ao texto, é que ele fala que o rock nasceu com letras sobre mulher, álcool e o próprio rock. Aqui está um outro equívoco. Em sua fase inicial, por volta de 1950-60, o rock era quase que essencialmente blues. E as letras desses blues e dos rocks da época não se limitavam a falar de mulher, álcool e rock. Falavam de sofrimento, de trabalhos nos campos de algodão, de festas, de mulheres etc.

    Para mim, esse texto demonstra o pouco apreço que existe em relação à música aqui no Brasil. Um texto publicado na Carta Capital (ou blog da Carta Capital, tanto faz) faz uma análise rasa e incorreta sobre diferentes estilos musicais.

    Enfim, este é um desabafo de alguém que aprecia música, eventualmente toca música, e a utiliza como um meio de purificação mental.

    • depois desse comentário me lembrando dos trabalhos dos campos de algodão vou escutar um midnight special na versão do creedance pra abduzir disso tudo..
      Ah, informem ao tal do mc catra que o robert está esperando ele em alguma encruzilhada…vai que o tinhoso dá um jeito nessa, mas com certeza o mississipi não vai querê-lo depois

  37. Para se conhecer bem a história do Funk carioca precisamos retornar as periferias novaiorquinas aonde um novo gênero musical derivado da música eletrônica estaria surgindo: o Freestyle. O termo Freestyle que em inglês significa ”estilo livre”, foi um gênero musical que misturou vários outros ritmos como o Club, Dance Music, Blues, House Music, entre outros. Este gênero nasceu no fim dos anos 70 depois com a decadência da música Disco. Estes mesmo DJ’s que precursionaram a Disco music se decepcionaram com o ambiente degradante que os espaços das discotecas se tornaram. Mas, a partir dai, tudo estava se direcionando para novos estilos musicais, influenciado tanto no passado da Disco quanto no recém surgido Hip-Hop e na música eletrônica. Os DJ´s de Hip-Hop daquela época, então começaram a experimentar misturando várias músicas como Disco, Rock e Funk e adotando toda a tecnologia de ponta daquela época. Vários grupos dai então começam a surgir. Um momento crucial desda evolução e experimentos foi quando o New Wave abandona os instrumentos convencionais para eletrônico. Novos elementos musicais foram descobertos como bassline e sintetizadores que continua sendo usado popularmente até hoje. Neste grupo devemos destacar uma reconhecida banda alemã de musica eletrônica chamada Kraftwerk. Essa é apontada por muitos como a pioneira neste estilo. Todo esse avanço musical para a formação do Freestyle talvez não aconteceria sem essa importante banda alemã que fora a primeira a introduzir os vodecors (vozes robotizadas) e sampler. Podemos também citar outras bandas inglesas que fizeram esse intercambio instrumental como Ultravox, New Order e Depeche Mode Yazoo,The Assembly, Erasure, etc. Sem dúvida foram elas que influenciaram o subgênero da Disco para a nova formação do Freestyle. Mas nos anos 70 surge um importantíssimo cantor e ex-membro de gangues novaiorquina, tão Importantíssimo quanto aquelas, Afrikaa Baamtataa. Afrika Baamtataa marcou a história do Freestyle, do Hip-Hop e da dança quando refaz uma nova gravação sobre a canção Trans Europe Express do grupo Kraftwer porém com batidas mais acelerada combinando-a com breakbeats. Para muito foi a sua música Planet Rock o marco zero do Freestyle. Em novembro de 2004, a canção “Planet Rock” foi colocado na posição #240 na “Rolling Stone ‘s lista” das 500 melhores músicas de todos os tempos. Devido ao extremo sucesso da música, Bambaataa foi também colocado num lugar privilegiado como precursor do movimento Hip Hop e Freestyle. Arthur Baker, que ajudou a produzir Planet Rock, também ajudou a produzir a música do Planet Control “Play at your own risk”. Esta outra também foi de grande importância para a definição primordial do Freestyle. Com toda essa explosão de sucesso e aceitação do público, a música disco que até então tinha contribuído para a base do Freestyle e Hip-Hop fora sepultada de vez pelos Dj que começaram a se deleitarem nessa nova batida “pesada” e sincopada. E foram essas novas batidas pesadas instrumentalizadas e unindo aos sons eletrônicos dava início a era do jams, e daí veio a se popularizar o que se tornou o maior ícone no movimento deste estilo Preety Tony que deu a sua grande colaboração para a evolução até o Freestyle. Logo, o Freestyle começou a ser cantada por raps, caracterizando um tom mais romântico, expressivo, e letras recheada de verdadeiros poemas sentimentais em estilo supremo e inigualável. O freestyle se encaixou muito bem no mundo da dance music/eletronica e musica pop durante o meio dos anos 80, e nessa época surgiram vários artistas que levavam o freestyle a ser um dos rítmos mais tocados como: Exposé, Brenda K. Starr, Trinere, The Cover Girls, Information Society, Noel, Peter Fontaine, India e Stevie B.
    Andando um pouco mais no tempo, Figuras mais novas como Lil Suzy,George Lamond, Cynthia, Johnny O, Collage, Intonation, Lil Johana e outros se tornaram grandes estrelas dentro da comunidade do Freestyle.
    Esses Freestyle já possuíam um estilo de batidas ainda mais graves, mas a maioria com letras e levadas também românticas. Ficou conhecidos como New Shool(nova escola). No Brasil, o Miame Bass chega então ao Rio de janeiro em 1989, através do renomado DJ Malboro e junto com o tecladista Humberto Mello forma os maiores produtores deste gênero nos anos 90 . Em terras brasileiras, esse gênero foi chamado de funk melody, e, somente anos mais tarde, foi feita a diferenciação na qual artistas internacionais são chamados “artistas de freestyle” enquanto que os brasileiros são chamados “artistas de funk melody”. Algumas pessoas erroneamente pensam que esse gênero surgiu do funk da mistura do notável cantor, dançarino, produtor e compositor James Brown. O ritmo de James não é comum e nem envolve elementos do carioca (que é originário do miami bass). O primeiro funk melody brasileiro gravado foi “Melô do Amante”, por Guilherme Jardim, em 1990. Era uma versão da canção Just Another Lover, de Ray Guell, uma versão produzida por Malboro e Humberto Mello. Durante os anos 2000, o funk melody perdeu a popularidade, e os artistas começaram a procurar outros gêneros, como dance, r&b, pop, largando ou deixando em segundo plano o funk melody, mas, ainda, antes disso, o Funk sofreu muito com a repressão, proibição, preconceito, e descredenciado pela mídia, mesmo grandes nomes artísticos tendo gravado o gênero como Xuxa, Angélica, Latino, e outros. A perseguição e estigmatização do Funk era devido o fato dele ter se sub-dividido em dois sub-grupo de dentro do mesmo gênero, o dito ”proibidão”, que na mais era um relato do cotidiano da vida no tráfico de drogas nos morros cariocas e o outro que representava o seu caráter artístico. Também vale dizer que o Funk sempre foi inseparável das comunidades mais carentes do Rio de Janeiro, mesmo tendo posteriormente alcançado mais espaço midiático até chegar a nova onda do Funk ostentação produzido nas periferias paulista e apreciado por um publico bem mais gigantesco e diversificado. Mesmo sofrendo várias críticas, e muitas deles sem uma base de conhecimento sobre o gênero revelando apenas um mero preconceito musical, social até mesmo de raça. O Funk, não importa a época, é um projeto musical que chegou realmente pra ficar e evolui em público ainda mais, mesmo muitos desconhecendo a sua origem e arte.

  38. Não faz sentido ser contra o gênero Funk por mero e patético motivo racial ou até mesmo social, já que a música moderna tem a sua base tanto em memoráveis artistas negros e também na própria cultura negra. Os expoentes negros com a sua cultura trazida da áfrica revolucionaram a música negra tanto em tocar e dançar. E a prova disse é o vigoroso e sensual Blues que definitivamente sepultou a música clássica europeia, e depois do seu reinado no Delta do Mississippi a música expandiu para um outro universo musical dando todo o fundamento para o Rock, Jazz, Soul, Dance, Hip, Hop, Funk, Pop, Freestyle, e etc. Tudo isso é música negra como dizia Michael Jackson, nada mais nada menos do que o maior artista de todos os tempo tendo o seu álbum Thriller, o mais vendido da história da música até hoje. E ainda assim a música negra continua reinando com cantores como Beyonce, Rhianna, Jaz-o, etc. Enfim, o swing, a vigorosidade, a sensualidade, a energia musical, são coisas tais que devemos somente aos negros, pois sem eles a música talvez não seria tão interessante, já que até hoje não se falou mais no progresso da música europeia clássica.

  39. Tem umas pessoas aqui confundindo ROCK com PUNK ROCK. De todos os estilos de rock, os único scom tendências claramente esquerdistas são justamente o PUNK ROCK e seus inúmeros filhos.
    O HEAVY METAL e seus filhos tem tendências direitistas.
    O POP ROCK (Beatles e afins), BLUES ROCK, INDIE, etc são mais livres, e bem menos extremos quanto a visão política.
    Mas isso tudo é generalização de qualquer modo, já que existem bandas punk neo-nazistas, existem bandas de metal socialistas, etc.

    • Não eles nao tem tedencia nenhuma. São músicas, elas refletem o que o autor faz, se ele quiser botar ideologia, é ele, e não o estilo, mas vcs veem tudo como estilo.. faze o que.. punk era um tanto de filhinho de papai que gritava arnaquia sem nunca ler bakunin, apenas queria “aparecer” ter “atitude” 1 ano e 6 meses depois, boom, sumiu, virou pop rock de menininha. Dave mustane pode ser de direita, mas o resto do heavy metal pode ser o que cada um quiser ser

  40. O QUE OS BRANCOS DEVEM FAZER É TIRAR ESSAS MÃOS PORCAS DE CIMA DA MÚSICA NEGRA ! ! ! BASTOU ESSES PORCOS COLOCAREM AS MÃOS EM CIMA DA MÚSICA NEGRA QUE TROUXE PRECONCEITO, RACISMO, ARROGÂNCIA, PREPOTÊNCIA E MEDIOCRIDADE, POR ISSO ESTAMOS VIVENCIANDO ESTA DECADÊNCIA TANTO ARTÍSTICA, CULTURAL E TÉCNICA. BRANCOS NÃO SABEM TOCAR MÚSICA NEGRA ! A MÚSICA NEGRA NÃO FOI CRIADA PRA ELES E LOGO ELES NÃO POSSUEM O ”BLACK SPIRITUAL”, MAS O ”WITHE SPIRITUAL”. ENTÃO, FAVOR BRANCOS LARGAREM O ROCK, QUE SOMENTE MEIA DÚZIA SÃO BONS E OS RESTOS SÃO PORCARIAS COMO DEATH METAL, BLACK META, ETC… ENFIM, SEM CONTAR QUE AS MELHORES BRANDAS SÃO AQUELAS QUE JÁ POSSUI UMA PEGADA MAIS NA MÚSICA NEGRA COMO THE ROLLING STONES, AC/DC, BLACK SABBATH, LED ZEPPELIN, ETC, TODAS ESSAS FORAM INFLUENCIADA DIREITAMENTE PELO IMPERIOSO BLUES ! FODA-SE OS BRANQUELOS, VÃO CANTAR ÓPERA E DANÇAR A VALSA QUE ISSO QUE É COISA DE BRANCOS FAZEREM. E NÃO SE ESQUECEM QUE O FUNK JÁ FOI UMA MÚSICA NEGRA, HOJE S[O TEM BRANCOS DE CLASSE MÉDIA INFESTADO NESTE GÊNERO PRODUZINDO AQUILO DE MAIS POBRE ESTÁ NA ALMA DELES : A OSTENTAÇÃO, LUXÚRIA E FRIVOLIDADE ! FODA-SE OS BRANCOS ! VIVA O NACIONALISMO NEGRO !

    FAVOR PUBLICAR ESTE MEU COMENTÁRIO. EU NÃO FUI COVARDE PRA ESCREVÊ-LO, ENTÃO NÃO SEJA COVARDES DE NÃO PUBLICÁ-LO.

    • ” ENTÃO, FAVOR BRANCOS LARGAREM O ROCK, QUE SOMENTE MEIA DÚZIA SÃO BONS E OS RESTOS SÃO PORCARIAS COMO DEATH METAL, BLACK META, ETC… ENFIM, SEM CONTAR QUE AS MELHORES BRANDAS SÃO AQUELAS QUE JÁ POSSUI UMA PEGADA MAIS NA MÚSICA NEGRA COMO THE ROLLING STONES, AC/DC, BLACK SABBATH, LED ZEPPELIN, ETC, TODAS ESSAS FORAM INFLUENCIADA DIREITAMENTE PELO IMPERIOSO BLUES ! ”

      A QUESTÃO É QUE DEATH METAL E BLACK METAL NÃO TEM ABSOLUTAMENTE NADA A VER COM O ROCK ‘N ROLL COMUM. O BLACK SABBATH EMBORA TENHA MUITA INFLUENCIA DE BLUES CRIARAM ALGO TOTALMENTE NOVO PRA ÉPOCA, TOTALMENTE ORIGINAL QUE FOI O HEAVY/DOOM METAL. AO CONTRARIO DE VOCE EU REALMENTE NÃO ME IMPORTO COM RACISMO OU ANTI-RACISMO, ESSAS DUAS COISAS NÃO IMPORTAM PRA MIM. ENTAÕ NÃO VEJO PROBLEMA DE OUVIR BLACK SABBATH, EU ACHO QUE A MISTURA DO BLUES COM O ASPECTO EXTREMAMENTE OBSCURO DAS MUSICAS, CRIA UM CLIMA REALMENTE INTROSPECTIVO, DIFERENTE DO ROCK ‘N ROLL DE BANDAS COMO ROLLING STONES E AC/DC. O BLACK SABBATH ABRIU PORTAS PRA BANDAS COMO PENTAGRAM, CANDLEMASS E DEPOIS NOS ANOS 90 O CATHEDRAL. O DOOM METAL NADA TEM A VER COM O ROCK COMUM, UMA VEZ QUE O DOOM METAL É UM ESTILO TOTALMENTE INSTROPECTIVO, MISANTROPICO, E NÃO COMBINA COM ATITUDE ROCK ‘N ROLL SOCÍAVEL, E FOI ISSO QUE O BLACK SABBATH CRIOU. O AUGE DO ESTILO VEIO NOS ANOS 90 COM O FUNERAL DOOM METAL, BANDAS COMO THERGOTHON, FUNERAL(NOR) E UNHOLY(FIN). É UM ESTILO TOTALMENTE ANTI-ROCKSTAR, É UM ESTILO DE PURA INTROSPECÇÃO, MISANTROPIA, ISSO É O DOOM METAL.

      QUANTO AO DEATH METAL E O BLACK METAL, AO LONGO DOS ANOS 90, AS BANDAS DE THRASH, DEATH E BLACK METAL FORAM FICANDO TÃO EXTREMAS PASSANDO UMA ATMOSFERA DE TANTO ÓDIO E ESCURIDÃO QUE SIMPLESMENTE SE DISTANCIOU TOTALMENTE DO ROCK ‘N ROLL. METAL EXTREMO NÃO É ROCK, EU QUERO MAIS É QUE ESSE ESTILO DE VIDA ROCK ‘N ROLL SE FODA, UMA VEZ QUE OUÇO MÚSICA NA MINHA MISANTROPIA E NÃO TENHO VIDA SOCIAL, AMIGOS ETC EXISTE UM ABISMO ENTRE EU E A SOCIEDADE.

  41. Mas que lixo. Nunca li tanta bobagem e pasmaceira num post só.
    Jimi Hendrix é uma crítica ao American way of life conservador? “Só que de maneira não tão direta”?
    Quanta picaretagem. Vago na medida de sua mediocridade.
    E outra: desde quando o rock só é feito de esquerdinhas alienados? Se forem ver citações do Oasis, Guns n Roses, e muitos outros, vão ver que diacordam muito dos seus ideais “progressistas”.

    “If you go carrying pictures of Chairman Mao, you ain’t gonna make it with anyone anyhow”
    – John Lennon (suposto comunista de acordo com os mal-informados)

    • Não dá para generalizar muito, mas via de regra os roqueiros costumam ser de direita, inclusive os Beatles. Mas o John Lennon, acho que era justamente a exceção dos quatro. Depois de um tempo ele deu uma entrevista dizendo que tinha se arrependido dessa frase que você citou na música Revolution, e falou que ele queria, junto com Revolution9, fazer uma música revolucionária, mas acabou fazendo uma música anti-revolução.

      Mas depois ele lançou aquele álbum Sometime in New York City, em que as letras com certeza não agradavam a quem era de direita. Se bem que, mesmo assim, acho que o que ele fazia na prática era bem diferente do que ele pregava.

  42. Começa falando de metal, conheceu rock com Guns ‘n’ Roses, acha que o metal melódico é uma tentativa de refinamento no gênero e se acha inteligente o suficiente para comparar Chuck Berry com o funk.

    Acho que nunca li um texto tão ridículo querendo se passar por sério. Mas aí vi que o autor tem apenas 26 anos, menos que gÊneros do metal, como o Technical Death Metal, por exemplo, e seguiu apenas a cartilha da Cartê Capital, que é a Veja do PT.

  43. Olha, nao curti a matéria pelo segunte: pelo menos 3 gerações já foram influenciadas por bandas que nem sequer foram citadas no texto. Principalmente o heavy metal. Infelizmente a mídia desconhece demais esse estilo. Claro que já ‘velho’ eu vejo o quão ridículo era a minha atitude de odiar outros estilos musicais na época de adolescente. Mas é uma análise rasa demais vc achar que todo um estilo é ‘direitista’ por causa de fãs de internet adolescentes. O metal, principalmente depois dos anos 90, se ramificou tanto que é impossível vc tentar simplificar em um termo só. De toda a galera headbanger que eu conheço posso dizer que 50% é de esquerda e 50% de direita. A gente nao pode se deixar levar pela declaração de meia dúzia de adolescentes e de roqueiros decadentes.

    e quanto ao rock nao ser sofisticado musicalmente isso é uma piada de extremo mau gosto. sugiro pra quem acha isso (geralmente preso aos mesmos velhos nomes dos anos 60 e 70) que ouça van halen, deep purple, rainbow, symphony x, opeth, angra…

  44. Olha… eu n considero funk carioca musica e acho idiotice comparar esse lixo com samba pq os 2 foram marginalizados.
    Se vcs acham a tal da annie 1 babaca pq ela disse isso, acho q vcs são retardados.. n q eu conheça mts funks dessa nossa especial promissora geração + o q eu conheço me da náusea..
    fica minha opinião ae pra qm quiser ler =)

  45. A questão não são as letras, é a interpletação, o feeling, a melodia, a harmonia..

    É uma questão sim de bom gosto. O engraçado que vcs culpam o gosto, e matam a critica..

    Pq a culpa é da critica de não gostar ou gostar de algo?

    A arte pode mesmo fazer tudo? Pode fazer uma cadeira com uma negra como aquela mulher russa? Pode deixar um cachorro morrer de fome em nome da arte?

    Mas não, a culpa é do gosto pessoal, se vc não gosta de funk, é pq vc pratica injustiças e não pq prefere outra coisa..

  46. Parem de ver música como sociologia…

    A maioria dos ouvintes num ficam teorizando tudo, vendo luta de classes em tudo, apenas aperta o play, se gostou ouve, se não gostou, eh uma bosta. E pronto..

    Se pra fulano o funk é uma bosta e pra vc não, o que injustiças sociais tem haver com isso?

    Parece que o ser humano é uma máquina lógica, não tem individualismo nenhum de preferir A do que B

  47. O problema das desqualificações musicais do funk é que elas nunca são musicais. A única análise musical séria que eu vi de um funk até agora foi a do Tom Zé analisando “To ficando atoladinha”, relacionando a liberação da tonalidade Ocidental com a liberação do gozo feminino no refrão e a do Caetano no “Miami Maculele”. Análises, não injúrias elitistas ou glorificações antropológicas. E tanto quem condena como quem defende faria bem em abandonar a relação (especialmente semântica) do funk carioca com o funk do James Brown. A comparação muito mais produtiva e que deve ser feita é do funk com o rap, o que se ganha e se perde a partir dessa relação específica, de produções culturais que propõem um determinado conceito de periferia brasileira. A comparação da perseguição do funk com a do samba também só é valida até certo ponto – a perseguição de preto pobre e suas manifestações culturais, presentes nos dois casos. A partir daí, contudo, é preciso separar bem as coisas: o funk é, estruturalmente, quase a antítese do samba, em termos de construção de uma identidade de periferia. O funk, assim como o rap, não querem ser o novo samba, e sua perseguição, se continua sendo contra os mesmos excluídos desde o processo de colonização, agora é de outra ordem, e ainda perversa – basta ver os discursos de ódio dos comentários. O problema todo é que não se separa a crítica estética da social porque não se faz análise estética – e falar que o funk não é música porque não tem melodia ou porque é pobre nas letras não é análise estética, é o seu oposto, a glorificação de um modelo Ocidental em quem ninguém acredita mais (e que por isso mesmo ganha força ideológica).

  48. Não sei se alguém já pincelou este detalhe, mas “não misturar épocas e estilos” em um país que se faz (OXALÁ) pela diversidade, pela mistura, pelo molejo que dança entre os genomas, é quase impossível. É quase, o que não duvido ser a ratio mundi desses emissores de opinião, que só exista uma “raça”/”classe” a considerar.

  49. Desde quando roque pesado é movimento progressista? Apesar do punk, Ramones apoiava Reagan, olha a loucura que foi o movimento Inner Circle tocado pelo black metal na Península Escandinava. Até escrever letra em apoio à Guerra no Iraque o Megadeath escreveu.

  50. O Gun´s sempre foi uma merda mercadológica e o que vc descreve no início do seu texto é uma inserção num grupo específico de consumidores de música. Elvis é o melhor exemplo de conservadorismo em termo de música pop, porra, Beatles também, quando caiu a ficha pro Lennon ele saiu fora, e logo depois foi morto… o rock é só o que é mesmo, música. Boa ou ruim, goste ou não, algumas dizem alguma coisa de relevante, mas a maioria não diz nada que seja muito além de um discurso adolescente. Se algum dia cair na sua mão um texto do Adorno sobre industria cultural… leia e então você nascerá!!!! hehehe

  51. Só acho o seguinte: quem acha que o funk é “ruim” deveria dar um jeito de fazê-lo ficar “bom”… Ah, é, esqueci de uma velha frase: quem sabe, faz, e quem não sabe, critica!

    E mais: Se o funk (e o pobre que o escuta, por extensão) tivesse seu próprio espaço, ele não precisaria ver a invasão do espaço alheio como única opção… Mas o que se vê destinado ao pobre é o que se viu a PM de SP fazer na Cracolândia, é o que se viu a PM do RJ fazer nos bairros próximos ao Maracanã, é o que se vê a PM de todos os estados fazerem nos morros desde a abolição da escravatura: transformar pretos em bandidos, e depois colocar a culpa de tudo no governo anterior…

    Chutar mendigo no saco quando ele tá no chão é fácil, difícil mesmo é dar abrigo, banho, comida, roupa e trabalho, para que ele deixe de ser mendigo…

  52. Eu só vejo a revista que é o braço político do PT tentando ganhar a confiança do povo carioca. O resto não passa de meio de manipulação, afinal a comentarista pode até errar em alguns comentários, mas, é feliz na maioria deles.

    • Cê tá falando que a Cheirazade acerta na maioria das vezes? Aff… hauahauh.

      Olha onde chegou a nossa direita. Tem como ídolo a Raquel Cheirazade ahuahuaha

  53. Concordo com o autor do texto, porém discordo que gostar de James Brown e música caipira de raiz é uma atitude elitista. Comparar o que a banda BJ´s fazia nos shows do pai do Funk com as “melodias” de duas notas do funk carioca ou comparar essas duplas sertanejas movidas a jabaculê com o que fazia Tonico e Tinoco ou Tião Carreiro e Pardinho é forçar demais a amizade!

    • Concordo, velho.

      O cara não entende que o problema não é o tamborzão carioca em si, e sim chamar de funk.

      Aí esse mesmo cara fica revoltado porque o norte americano chama mambo de samba

  54. Não tenho nada contra os ritmos e suas diversidades, agora, o que não pode haver é um grupo se impor em detrimento de outro. Quem gosta dessa porcaria de funk, procure pessoas e grupos que gostem disso. Mas não. tem que invadir os shoppings e obrigar todos a ouvirem; é como esses carros de som que passam pelas ruas tocando sei-lá o que, a uma altura absurda.

  55. Rock precisa ser posicionado “geograficamente”? Eu já achei que sim, na idiotia dos meus 26 anos, coisa que ficou há décadas para trás. O autor do texto está na média do “fenômeno”.

  56. Eu li a frase: “A descoberta do rock é uma experiência libertadora” e meio veio a mente logo algo que escrevi quando – na mesma semana – os U2 e os Rolling Stones se apresentaram no Brasil. Não acredito muito nessa experiência libertadora, pois o rock-and-roll do final dos anos 60 já não existe mais. Hendrix morreu, Joplin morreu e quem ainda está vivo ficou comedido. Uma libertação, pero no mucho. Vai o texto:

    —————————————
    Jagger x Bono – Capitalismo e responsabilidade social.
    Flávio Domingues
    Engenheiro Civil e Produtor Cultural

    Demorei a publicar esse texto sobre dois shows das mega de bandas britânicas que aconteceram aqui no Brasil porque fiquei receoso por conta das reações dos meus amigos apaixonados pelo Rolling Stones… e olha que são muitos. Dirão eles que vejo política em tudo, que acredito em conspiração universal. Mas resolvi arriscar, melhor que guardar os pensamentos só para mim. Lá vai. Calma pessoal. Livre pensar não é só livre pensar.

    Recentemente, o público brasileiro se deliciou com dois mega-shows que aconteceram no Rio e São Paulo. Em um, assistimos o legendário Rolling Stones. Surgido no início dos anos 60, quando entraram no mercado para concorrer com os quatro rapazes de Liverpool dos Beatles.

    Comandando sua trupe de velhinhos, o Rio de Janeiro foi abalado por Jagger cantando músicas rebeldes, vestindo-se com roupas que parecem ter saído de filmes como Mad Max, arrasou e levou 1.500.000 de pessoas a praia de Copacabana.

    No outro show, os U2, comandados de Bono Vox. O sujeito trouxe sua corte para se apresentar na cidade de São Paulo. Em show pago, para um público mais reduzido, mas não menos apaixonado. Uma superprodução nunca vista no país.

    Um delírio em ambos os shows. Pirotecnia e música ensurdecedora. Público enlouquecido chorando à beira dos palcos por seus ídolos.

    Ambos, Jagger e Bono faturaram centenas de milhares de dólares. Mas gostaria de aqui destacar algumas diferenças entre ambos.

    Jagger estourou – pelo que ouvi falar, era uma criança nessa época – quando o movimento hippie ganhava as ruas no mundo, em meio à revolta dos estudantes contra a guerra do Vietnã e enquanto aconteciam os grandes festivais de música com a presença de lendas como Hendrix e Joplin, onde rolava sexo, drogas e rock-and-roll.

    A rebeldia de Jagger ficou marcada pelo modo de vestir, de agir e pela língua estirada para o mundo. Mas, os Stones, politicamente, nunca se engajaram. Vestiram suas roupas rasgadas, fizeram farras homéricas e nunca conseguiram ficar satisfeitos.

    Naquele tempo, seus concorrentes, os Beatles, lançavam o famoso álbum branco, um marco na história da música mundial. Revolution, All You Need is Love, Happiness is a Warm Gun, Helther Skelter embalavam a luta da juventude contra a guerra e clamavam por um mundo mais justo.

    Enquanto isso os Stones continuavam esbravejando que nunca estavam satisfeitos.

    Contra quem? Contra o que? Apenas jovens rebeldes, mas sem dizer a causa. Se os Beatles abandonaram os paletós, deixaram os cabelos crescerem e foram amaldiçoados pela infeliz declaração atribuída e negada por John, de que eram mais famosos que Jesus Cristo, os Stones tornaram-se cavalheiros da Rainha e foram definindo limites para sua rebeldia reduzida a roupas rasgadas, farra homéricas e nenhuma preocupação com social. Ganharam milhões de dólares, acredito que suficiente para deixar Mick Jagger e qualquer um – finalmente – satisfeito.

    Já os U2 apareceram na mídia mundial quando lançaram a famosa Sunday Bloody Sunday, em alusão ao massacre ocorrido nas ruas da Irlanda, resultado dos conflitos liderados pelo IRA que lutava pela libertação do país, dividido entre católicos e protestantes. De lá para cá, o líder da banda, Bono Vox, passou a se utilizar muito bem dos espaços de mídia para divulgar causas sociais e lutar contra a AIDS, a dívida dos países da África, entre outras.

    Numa escala de faturamento, o U2 acumulou bem menos que Beatles e Stones. Mesmo tendo faturado menos, Bono, ainda que engajado nas lutas pelos mais fracos, não é menos desligado do dinheiro que os primeiros.

    A atitude de Bono ensina que os milionários também devem ter preocupações sociais, ecológicas e engajamento positivo na política, não apenas em busca de contratos com governos, pois precisam garantir a sobrevivência dos mercados que sustentam os seus empreendimentos capitalistas.

    Que diga Bono Vox quanto fatura nas vendas de disco cada vez que aparece na TV defendendo essas causas – é a responsabilidade social no Rock and Roll e a irresponsabilidade intelectual declarada que estiveram frente a frente no Brasil.”

  57. comi bosta!!!,vomitei camarao para delirio destas elites pensocratas que so comem caviar……bla,bla blabla…..ser revolucionario e estar com os pensamentos a frente de seu proprio tenpo,e nao simplesmente desrespeitar as pessoas e o seu proprio tempo,isso e ser pessoas que nunca tiveram os devidos modos e muito menos cultura ,falei (cultura) quem tem!, jamais ataca as artes , a musica,etc……..tem muitas coisas que eu nao gosto na vida e nem por isso quero que as pessoas se privam de gostarem…viva a BIO-DIVERSIDADE.

  58. Quando eu era adolescente, praticamente só comprava CD de rock, mas depois disso minha “ideologia roqueira” só foi decaindo. Acho que começou quando via meus colegas com aquela atitude de: Ah, só rock é que presta, todo o resto é lixo. E depois eu li um artigo sobre o show de jubileu de ouro da rainha da Inglaterra, mostrando como parece ser contraditório ver tantos artistas de rock num concerto desse tipo. E quando surgiu a onda Emo, aí é que a ficha caiu de vez e eu vi como é só mais um gênero pasteurizado, onde os artistas vendem uma imagem falsa de rebeldia, só para ganhar o máximo de dinheiro.

    O rock é basicamente um estilo musical de direita, embora não dê pra generalizar, já que eu já vi rock evangélico e rock criticando os evangélicos, letra apoiando a anarquia, letra apoiando o militarismo dos Estados Unidos, etc. Mas mesmo assim, só pra dar um exemplo, no início os cantores eram quase todos negros, mas depois ele “embranqueceu” totalmente. Sem contar que ele prega simplesmente a rebeldia pela rebeldia, e glorifica a agressividade. E as bandas mais famosas fazem parte justamente das mesmas gravadoras que os outros cantores “pop”: EMI, Sony, Columbia, etc, o que é meio estranho para um gênero que gosta de se apresentar como alternativo e “contra o sistema”.

  59. Gosto musical é subjetivo, ninguém vai escutar música pra fazer análise antropológica, ou como sociologia.
    O negócio é meter o pau na Raquel Sheherazade, no Lobão e no Roger, mas se Raul Seixas estivesse vivo certamente ele também não concordaria com uma porção de desmandos do PT no governo, será que ele seria outro “reaça”, “coxinha”, “fascista”?
    Bom…vc é músico, aproveita algum dia de ociosidade , saia do seu escritório com ar condicionado e do seu bairro de classe média alta e vá levar boa música pra essa molecada na periferia pois eles estão precisando bastante, seria uma grande contribuição para um povo carente de música de verdade.

  60. “Qual a diferença entre o conteúdo das letras de James Brown e de MC Dandara”

    O problema não é a letra, e sim a musicalidade. Entendeu? Ou tá difícil? Quer comparar os arranjos do James Brown com esse tchu tcha dos infernos?

  61. E o que o James Brown fazia era funk. O que se faz no Rio de Janeiro não é. Queria ver os antropólogos brasileiros chorando as pitangas se uns gringos fizessem um som aí e chamassem de samba.

  62. putz, porque fui perder meu tempo lendo sobre uma defesa do funk sem argumentos, um ataque ao funk vindo de uma mera mestranda, através de um blog com artigo com um título de uma demagoga defensora dos ideais da minorias e que não tem o menor objetivo além de se promover devo ter dado descarga nos meus PHDs mesmo. ainda bem que não os tenho.kk

  63. Gosto musical é subjetivo, ninguém vai escutar música pra fazer análise antropológica ou sociológica, esse é o principal erro de vcs, principalmente os da esquerda-caviar.
    O negócio é meter o pau na Raquel Sheherazade, no Lobão* e no Roger, mas se Raul Seixas estivesse vivo certamente ele também não concordaria com uma porção de desmandos do PT no governo, será que ele seria outro “reaça”, “coxinha”, “fascista”?
    Bom…vc é músico, aproveita algum dia de ociosidade , saia do seu escritório com ar condicionado e do seu bairro de classe média alta e vá levar boa música pra essa molecada na periferia pois eles estão precisando bastante, seria uma grande contribuição para um povo carente de música de verdade.

    *O blog recebe incentivo através da lei Rouanet, tá explicado o por quê do ódio ao Lobão.

    • Há um grave equívoco na sua afirmação, Fabio.

      De fato, o Farofafá está autorizado, já há três anos, a captar recursos de patrocínio via Lei Rouanet (não concordamos com os mecanismos da lei, mas acreditamos que temos tanto direito de acioná-la quanto, por exemplo, o Lobão, ou qualquer outro brasileiro).

      Só que nunca conseguimos captar nenhum centavo sequer – assim como as marcas famosas e corporações privadas não gostam de dar dinheiro para rappers ou funkeiros-ostentação, não gostam de dar para nós também. Até hoje não entendemos as razões, embora tenhamos várias suspeitas.

      Abraço.

  64. Cola no Harlem e fala que isso que se toca no Rio de Janeiro é funk. Vai lá… Não, melhor, cola no Brooklyn e fala que o som que eles usaram como base para criar o Hip Hop é som de classe média branca.

  65. A cada vez que um roqueiro diz que odeia os bailes funks porque são lugares onde se consume drogas, fazem sexo, ouve-se música que só falam de putaria, Jim Morrison dá uma volta completa no seu túmulo no cemitério do Père-Lachaise, na França.

  66. Eu faço parte do grupo que ADORA rock e ODEIA funk, confesso que naquela vez que a Rachel Sherazade falou de Carnaval eu dei total apoio a ela, porém, depois que ela andou apoiando “Feliciana a louca” e cagando pela boca ela desabou no meu conceito, porém, acho que essa reportagem é besteira pois NUNCA um roqueiro que seja roqueiro de verdade vai gostar de axé, pagode, forró de “prástico”, funk, “sertanojo” e outras porcarias do gênero, assim como quem curte essas porcarias NUNCA vai gostar de rock e se ouvir alguma coisa de rock JAMAIS vai entender a letra, o movimento entre outras coisas, aliás, será que eu por adorar rock and roll e não gostar dessa merda que chamam de funk faço parte do “Metal Sherazade” também???

  67. Bom, creio que existe uma máxima que possa sintetizar muito bem este post: “O fenômeno da industria cultural existe, todavia, não é possível erigir um julgamento objetivo e imparcial sobre ele, sabendo que a música é um fenomeno subjetivo e cultural”.

    Eu não gosto dos produtos fomentados pela Indústria Cultural, uma música enlatada que se reduz a condição de mercadoria, mas por mais convincentes que sejam os critérios que eu use para julgar uma musica, eles são meramente subjetivos…E de fato, eu não tenho uma visão tão romantica do rock, como sendo “libertador”. Eu o defino com substantivos e não adjetivos. Minha visão de um hard rocker, ou um metalhead, é aquele cara que pode ter alguns costumes peculiares, mas não é tão diferente dos outros indivíduos no meio aonde ele vive…

    Eu já abordei o assunto tantas vezes em meu blog…

    http://lenhadorfilo.blogspot.com.br/2013/12/billy-mountain-e-o-transtusa-espiritual.html

    http://lenhadorfilo.blogspot.com.br/2013/09/cronicas-do-conhaque-com-gelo-4-o-rock.html

  68. Eu não gosto do “funk carioca”, mas ele não é só música dos morros, o gênero desceu para o asfalto e conquistou a classe média também e ela tem frequenta shows e compra dos discos. Devemos nos lembrar do funk não apenas como mais um estilo musical e sim do significado social, pois para quem desconhece, a origem, é uma forma de contraposição ao que vem do asfalto, entende? Por isso que penso que esse assunto é muito, mas muito espinhoso e complexo. Não é uma puramente uma questão de classe social agrega mais coisas do que pensamos.

    Assim como se fala mal, deprecia-se, o funk e marginaliza-se quem o ouve, frequenta os bailes acontece com os outros estilos, pois quem é roqueiro de longa data como eu sou já deve ter ouvido muitos impropérios como: Música de drogado, drogado, bicha, débil mental entre muitos outros e fora a mídia sempre tentando ridiculariza-lo (vide a propaganda da Wolkswagen com Marcelo Adnet).

    Eu até gosto do funk, do soul e tenho discos, mas não consigo sequer ouvir uma música do James Brown. Eu não gosto do funk e do soul de caras como: Baby Huey, Charles Bradley, Buddy Milles (baterista que tocou com Jimi Hendrix, na Band of Gypsys) e muitos outros porque são americanos e cantam em inglês e o mesmo se aplica ao rock e o que eu posso dizer sem delongas é que eu cresci ouvindo numa época que o funk carioca ainda nem existia, mas tinha o rap, o break, alguém se lembra? Eu também não gosto do rap, mas respeito e entendo as letras como um manifesto, denúncia de um cotidiano injusto e cruel e o mesmo aplica-se ao funk carioca. Antes que eu me esqueça o reggae também é música de protesto e não música de maconheiros como dizem.

    O que eu digo é que é necessário entender determinados gêneros musicais enquanto ao seu significado social e saber separa-lo da industrialização, massificação dos gêneros musicais e o próprio rock é exemplo disso. Gente conservadora existe em todo lugar e no rock pelo contexto histórico é até vergonhoso e contraditório. Pessoas como Raquel Sheherazade carecem de maturidade intelectual entre outros. Os rolezinhos não tem nada demais e no fundo incomodam porque mostram duas metades e as desigualdades entre si e isso é inquestionável e sinceramente que mal tem dançar um funk na rua, no shopping?

    Para as pessoas que falam mal de samba e sertanejo me despeço citando dois nomes do rock brasileiro das décadas de 1960 e 1970, o primeiro é Os Mutantes e o segundo é Os Novos Baianos e agora recomendo audição detalhada e você vão ver algo e surpreender.

  69. Só para terminar: Usar autoridade acadêmica de uma titulação que nem tem ainda para se autoafirmar é triste e nem os grandes historiadores ou professores que tive (sou formado em História assim como o autor e a reclamada) jamais os vi apelando para o grito. O que acontece ali não é misturar estilos, mas fazer algumas comparações e que são valiadas, pois hoje não é mais um caso de polícia, porém o embranquecimento ainda existe e a polícia, o patrulhamento visando os valores morais, bons costumes traduzidos por “bom gosto” é praticado por uma cambada ignorante que desconhece o significado social, circularidade cultura e uma série de outros detalhes importantes sobre os gêneros musicais que odeia, mas se esquece que o rock se apropriou do soul, do funk, do sertanejo, do samba e do reggae também.

    Bandas que flertaram com esses estilos: Deep Purple, Free, Rolling Stones e muitas outras e antes que eu me esqueça do country essas pessoas amam Neil Young, Creedence Clearwater Revival (e não sabem que I Heard Through the Grapevine, que é uma música da época da Motown gravada por Marvin Gaye), ZZ Top, Lynyrd Skynyrd e por ai vai e no caso brasileiro as duas bandas que citei no outro post. Enfim, o rock diluiu os gêneros e todos batem palmas, mas ouvir um desses artistas é um crime? Eu aprendi a gostar de soul, funk e a respeitar o rap, o funk carioca por causa do rock, enfim é uma questão cultural, subjetiva, mental e por ai vai também e o resto nem precisa dizer, pois para bom entendedor meia palavra basta para construir o seu castelo.

  70. Eu acho que qualquer estilo musical deve ser respeitado, e para mim o que importa é se a música agrada os meus ouvidos.

    Não concordo com as letras de funk, mas sou fã do Guns N’ Roses e Motley Crue que tem letras tão explícitas quanto ao Mr. Catra.

    Cabe a questão do respeito.

    De uma parte e de outra, intolerância nunca produziu algo bom.

  71. Sheherazade fala daquilo que a maioria quer dizer, mas se cala diante de um país que confunde liberdade de expressão com a libertinagem musical (e outras mais)!

  72. O texto é bastante coerente em alguns pontos, mas exacerbado em outros.

    O capitalismo/mercado de praxe absorve tudo que pode por ter sempre que se expandir, e foi o que ele fez como o rock também. Até aí já sabemos. Porém, falando sobre o texto, até porque acho desnecessário falar sobre essa acéfala ou sobre os propósitos originais da “atitude rock n’ roll”, que estão bem explícitos no texto, vamos aos seguintes fatos:

    Cultura é somente aquilo que te acrescenta uma perspectiva crítica ou catártica sobre alguma coisa. O resto é entretenimento. Que isso fique bem claro.

    Que existem as manifestações culturais, existem, mas do funk, a única parte em que vejo manifestação cultural é na dança e no ritmo. São puramente do gueto e favelas daqui inclusive.

    Mas o que tem-se como música funk hoje em dia em nada desperta ou atenua a curiosidade de uma perspectiva crítica sobre qualquer assunto que não seja uma própria crítica ao funk em si.

    Citar como exemplo James Brown foi um grande erro cometido pelo autor uma vez que sex machine era sobre todo um estilo de vida da população negra norte-americana extremamente oprimido naquela época. Não sobre sexo puramente. Leia as entrelinhas.

    O próprio termo “Rock N’ Roll” vem de uma expressão dos negros para sexualidade e farra, porém é completamente diferente o cara escrever uma letra inteligente, bem pensada, bem escrita tendo como base todo um movimento pré-estabelecido e outra que diz simplesmente para “sentar na piroca”.

    Mas sendo bastante polêmico, essa mesma crítica do funk é perfeitamente aceitável para o heavy metal hoje em dia. Quase uma religião que discrimina tudo e todos. Certo?

    Outro ponto em questão que achei pouco estudado pelo autor foi o fato de ter sido citado o tal “desleixo” como base do rock. E que no rock não temos nada de, digamos, erudito que tenha ficado bom.

    Muito pelo contrário. Temos como grande base histórica do rock as grandes influências do Blues, Jazz e, sim, da música clássica. Temos grandes obras como Bohemian Rapsody que é uma ópera rock. Ou as bandas que vieram com uma base imensa do Jazz e se tornaram o que hoje é definido por rock progressivo (vide Pink Floyd) ou as do Blues (vide Led Zeppelin). O estudo e conhecimento nem sempre estão relacionados com qualidade ou “pose”. Assim como o desleixo citado também não está. E é justamente nesse ponto que diferencia-se entretenimento barato de arte ou cultura se preferir.

    Se por um lado o entretenimento, que é de fato barato, e serve apenas para uma animação de noite ou para manipulação das massas, a arte/cultura tem como propósito um despertar humano e social para a realidade como está e como poderia ser. E isto é perfeitamente plausível com ou sem técnicas ou estudos aprofundados do tipo de cultura que está a ser praticada.

  73. Hoje eu aprendi que o som que rolava no Soul Train é coisa de classe média alta.

    Na real, a pira de vocês para se mostrarem defensores da cultura dos pobres às vezes produz umas loucuras muito grandes.

    Podem defender o tamborzão carioca, mas não metam o James Brown no meio

  74. O Murilo Cleto desvirtuou o próprio discurso, fala em antítese rítmica sem notas musicais nem na vertical e nem na horizontal, e se sustenta na comparação de estilos de letras. Pra mim virou bagunça a exposição dele e acabou não conseguindo trazer nada de novo.

  75. O que é ser progressista? Defender o assassinato de fetos e crianças, defender as drogas, gerar guerra social, gerar ódio entre as pessoas, apoiar um governo abstrato que influencia na vida das pessoas indiretamente e diretamente mas não é capaz de gerar segurança, saúde e educação por é contaminado ideologicamente, admirar ditadores, admirar países autoritários, defender criminosos, vilanizar trabalhadores, tudo que a esquerda representa nada salva, e é impressionante como uma jornalista incomoda toda esquerda, imagina toda direita unida.

  76. Defender o funk é impossível, sinto muito mas é um lixo mesmo, não possui ritmo, não possui letra, quem “canta” não sabe cantar, ninguém sabe tocar instrumento nenhum naquilo, são mau educados, geralmente ligado a criminosos, sinto muito se a esquerda deseja popularizar o funk vou morrer combatendo isso, depois de um nível minimo de conhecimento musical qualquer pessoa se torna contra essa porcaria.

    • Conte comigo, Leandro. É duro ser músico nesse país, não ter incentivo nenhum para fazer arte complexa, que exige estudo e um bando de sacana ganha espaço na mídia pra cantar merda e tem alienado sectarista dizendo que eles são oprimidos e atacados! É dose!

  77. Acho que toda esta discussão se resume a uma situação: “liberdade de expressão”. A começar pela jornalista, que tem o direito de dizer o que pensa. Depois, pelo funk carioca (que eu abomino) mas, indubitavelmente é uma manifestação cultural. O funk é produto de um meio, isso é óbvio. Nas favelas residem as classes sociais menos favorecidas, com menos estudo. Esse tipo de música é apenas um dos reflexos de sua condição social. Claro que isso não é uma regra. Existem exceções. Mas o gosto musical das pessoas é, na minha opinião, decorrente da influência daqueles que convivem com o indivíduo em questão.

  78. Excelente texto! Agora, respondendo sua pergunta: Sim, Woody Allen é gênio. O fato dessa patética criatura ter se apropriado do nome de uma das várias obras geniais dele não o torna menos genial. Aliás, se ela realmente gostasse dele saberia que ele dirigiu um filme chamado Tudo Que Você Queria Saber Sobre Sexo… Mas Tinha Medo de Perguntar. Uma brilhante ode ao sexo que não alivia nas referências e no escracho..

  79. Eu não sei o que pensar do texto. O autor tem algumas boas ideias, mas usa G`nR como bom exemplo de rock libertador, faz uso equivocado do conceito de superEgo, xinga vertentes do rock que não gosta para…. dizer que os outros não tem direito de xingar o que não gostam.

    Eu sou do rock, gosto de rock, sempre ouvi e toquei rock, mas supor que esse estilo, hoje, traga algo de especial em relação a outros é uma grande bobagem. Tá cheio de idiota no rock como em qualquer outro estilo. Aliás, o Axl é um dos maiores idiotas do rock `n roll e a única coisa que ele quis libertar foi o próprio pênis e sua estupidez, mesmo que tenha sido um ótimo vocalista. O Kiss (citado) já virou empresa que visa apenas o lucro há décadas e o Iron Maiden é uma caricatura de si mesmo há tanto tempo quanto.

    Em tempo, cada um que ouça o funk que quiser. Mas, por favor, sem colocar no último volume do carro ou do celular em espaço público. Diga-se de passagem, o autor confessa ter incomodado os vizinhos ouvindo Guns com certo orgulho. Quem sabe, se tivesse ganhado uma bronca e um fone de ouvido dos pais, teria mais respeito pelo fato dos outros quererem ver seus ouvidos longe de músicas que não gostam.

    • Discordo num ponto, John: não vi o texto do Murilo xingando ninguém em momento nenhum. Não seria exatamente essa a diferença, criticar o que quer que seja com civilidade, sem precisar tachar de “lixo” o que os outros fazem?

      • Pedro, acho que entendeu mal (ou eu me expliquei mal), eu disse xingar vertentes do rock e não pessoas, como ele fez com o metal melódico que, pra mim, é melhor do que metade das bandas que ele citou.
        Eu talvez tenha dado ênfase demais a isso, mas meu ponto é que ele se sente no direito de dizer que o metal melódico é uma “barbárie”, mas faz uma postagem inteira sugerindo ser errado alguém dizer que funk é “um lixo”. É o famoso “faça o que eu digo…”

  80. Pensar em movimento rock-reacionário é lamentável, mas de fato é o q eu mais vejo por aí. São os q não têm nem ideia do q fazem no mundo. Ao argumento de Flávia ainda acrescento q o Jazz também era tratado como marginal pelos “puristas” apreciadores de música erudita, tudo sempre sob o argumento da sofisticação musical. Na medida em que a música vai se simplificando, “minimalizando”, percebemos que tudo se tratava de hermetismo e elitismo intelectualista. Prova disso é o argumento de autoridade, as falácias “ad hominem” (“Faço mestrado em história”). Enfim, sempre digo q é preciso cuidado pra que a gente não repita, sem querer, o papel dos conservadores de ontem.

  81. É. Mas a questão é que no fundo, há cada vez menos lugar para uma crítica crítica mesmo. Concordo com o autor, a argumentação é válida: existe uma espécie de síndrome coxinha assolando os discursos criticados. Só que nem toda crítica ao funk se pauta em asneiras, e de certa forma, a fala do texto pode ser entendida como um certo relativismo crítico – ora, se eu gosto mais de Charme Chulo do que de Luiz Henrique & Léo, eu sou um pedante por isso? Isso é o mesmo – dadas as devidas proporções – que dizer que alguém é inculto por gostar de funk. Há uma agenda em toda crítica? De certa forma sim, mas é justamente essa seleção tendenciosa de quais agendas são válidas é que acho preocupante. Sinto que existe um comprometimento desleal com os pontos de vista apresentados, como se a própria argumentação usada pra justificar um ponto fosse evidência de que o argumentador está errado – em detrimento do próprio conteúdo da crítica. Como se alguém admitir que é revolucionário às vezes e reacionário às vezes fosse um defeito moral. Sei lá. Só sei que cada vez mais sinto que tenho que apresentar um discurso político em conversas sociais pra não ser hostilizado. Acho que boa parte da música, tanto funk quanto sertanejo universitário, quanto boa parte do rock atual ou da música eletrônica é feito pra vender acima de tudo, sem compromisso artístico nenhum. E aí? Isso me classifica pra qual carapuça? Mas enfim, curti o texto.

  82. Murilo Cleto e Pedro Sanches rodaram pelos comentários agradecendo os elogios e fazendo ironias com quem discorda.

    Número de discussões feitas e argumentos rebatidos: 0.

    Da próxima vez sejam maduros o suficiente para sustentar a ideia que propuseram. Essa juventude covarde só sabe gritar, gritar, gritar e gritar quando é confrontada. Se fossem tão inteligentes não agiriam assim.

    • Se você leu, Fábio, talvez vá observar que gritaria é a única coisa que não houve nem da minha parte nem da parte do Pedro, tampouco a pretensão de parecermos inteligentes. Da próxima vez, leia direito tanto o texto quanto os comentários.

      • Tenho que concordar com o Fábio que tanto o Pedro quanto o Murilo tem um pouco de dificuldade com opiniões contrarias às deles. Mas afinal, aqui é o espaço deles e assim como a Sheherazade tem todo o direito de sustentar suas posições .
        Quanto a Sheherazade, se ela tem tanta vontade de expressar sua opinião (e aparentemente muita gente se interessa) ela que o fizesse por um outro canal. Jornal é para informação não opinião pessoal… lalalala nem sei porque estou falando isso, existe meio de comunicação imparcial?
        Sempre bom lembrar que é difícil encontrar pessoas que levam xingamentos na boa e conseguem fazer os outros rirem Pedro. Parabéns!

  83. O Funk é uma música eletrônica com versões em língua portuguesa.Quanto ao mestrado em cultura e territorialidade da Universidade Federal Fluminense, seria bom se existisse uma universidade dessa aqui em Brasília, mais precisamente em Taguatinga, aonde o DJ Marlboro tocou e eu tive a oportunidade de tirar uma foto com ele. Cheguei a entrar no mestrado em língua portuguesa na Universidade Tecnológica Virtual, com a tese: Análise sobre a obra Memórias Póstumas de Brás Cubas 130 Anos Depois.

  84. O que eu não consigo perceber é como alguém que não percebe patavinas de música pode escrever tantas sentenças peremptórias acerca do que não domina. O pior, sem nunca se perguntar: saberei eu do que estou falando?
    Comecemos:

    “Nos anos 1950, os acordes de Chuck Berry eram rápidos, desleixados […]”.

    O que é para você um acorde? Você já parou para se perguntar: o que é um acorde, o que constitui um acorde, como se forma e da onde vem um acorde?
    Um acorde é a execução simultânea de três ou mais notas. Na música ocidental, ele é formado pela sucessão de intervalos (distância entre as notas) de terça. O que definirá quais são essas notas é a escala que origina o intervalo. Na música popular ocidental, é a escala maior e as variações da escala menor. Por exemplo: Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – Si – Dó. Esta é a escala maior de dó. Um acorde formado por três notas chama-se tríade. Por quatro, tétrade. Um acorde tétrade a partir da escala referida conteria dó, mi, sol e si, por exemplo.
    A música de Chuck Berry é baseada, quase completamente, numa progressão de acordes do blues. Uma progressão de acordes é, como o nome indica, uma sucessão de acordes. A sucessão de blues tem a forma I – IV – V. Os números romanos significam a ordem que a nota mais grave do acorde ocupa em determinada escala.
    Note que há apenas três acordes na sucessão blues. Como pode, dentro de uma música que contém basicamente três acordes, os acordes serem “rápidos”? O que significa “ser rápido”? Você se refere ao tempo da música? Refere-se à velocidade da sucessão? Se o caso é o primeiro, não é o acorde que é “rápido”. É a pulsação rítmica. Se se refere ao segundo caso, está errado também: cada acorde, dentro de uma progressão blues, permanece 8 tempos antes de se executar outro acorde. Isso não é uma troca rápida de acordes, aliás, é bem lenta: a bossa-nova, por exemplo, tende a trocar o acorde a cada 2 tempos.
    E mais: não, os acordes de Chuck Berry não eram “desleixados”. Ou seja, não eram “mal executados”, no sentido de notar-se que a corda da guitarra não está sendo pressionada suficientemente. Fora disto, não há como definir um acorde, por si, como “desleixado” – os acordes de Chuck Berry seguiam a construção já referida acima. Eram acordes “dominantes” – um acorde dominante é aquele que possui o intervalo harmônico (tocado em simultâneo) mais dissonante: chama-se trítono. O trítono é importante porque, por uma “dádiva” da natureza, ele fica o mais próximo possível de dois intervalos muito consonantes: a terça maior e a terça menor. Assim, um trítono seguido de uma terça maior provoca uma sensação de “relaxamento”, de “resolução”. Essa sensação foi e é majoritariamente o fundamento da música ocidental.
    Uma das características do rock’n’roll (já existente no blues e no jazz) é a sucessão de acordes dominantes. Então é um certo “relaxamento” mas aparece outro trítono, formado por outras notas, que mantém a “tensão”.
    Talvez isso explique o que você quis dizer quando falou em “espasmo de libertação”:

    “[…] e o que chamava atenção não era a perfeição na execução das notas, tampouco o alto grau de complexidade nos arranjos, mas aquele espasmo de libertação que o rock pode causar como poucas experiências. O conteúdo das letras? Mulheres, bebidas e, claro, o próprio rock’ roll”.

    Você coloca o conteúdo das letras numa posição de “traço distintivo” do rock’n’roll. O conteúdo das letras do blues tratavam majoritariamente de: mulheres, bebidas e, claro, o próprio blues. O conteúdo das letras do samba tratavam em grande parte de: mulheres, bebidas e, claro, o próprio samba. Então não compreendo aonde quer chegar direito; no caso de usares isso para argumentar que mesmo o rock’n’roll já fez letras “simplórias”, contra os atuais “elitistas”, erra novamente: não é a temática que define o ser simplório ou não.

    E o pior é que a coisa piora:

    “Nos anos 60, os Beatles levaram o gênero ao auge com uma verdadeira revolução no mercado fonográfico: meninos do subúrbio de Liverpool que se tornaram famosos tocando coisas simples que todo mundo gostaria de ouvir. Hoje é praticamente impossível apontar alguém que 1) não goste de Beatles ou 2) não tenha suas composições influenciadas, de alguma forma, por eles”.

    Não; foi e é praticamente tanto quanto possível apontar alguém que 1) não goste de Beatles ou 2) não tenha suas composições influenciadas, de alguma forma, por eles. Inclusive no rock’n’roll e suas vertentes. Fala isso é repetir um mantra falacioso – podemos perdoar quando proferido por um jovem fã de Beatles; mas não por alguém que, num artigo jornalístico, se propõe a informar, em correspondência ou não com o “senso-comum”. Recomendo o seguinte artigo para uma análise rigorosa e extremamente informada sobre os Beatles, as ditas “inovações” (que por alguma razão nunca são claramente nomeadas), suas influências e seus influenciados:

    http://www.scaruffi.com/vol1/beatles.html

    “Jimi Hendrix foi um dos porta-vozes desta geração com um estilo único de tocar: liberdade na montagem dos acordes, uma agressividade nunca vista nos arranjos”.

    De fato, o estilo de Jimi Hendrix é único. Mas isso não se dá pelas razões listadas – se dá pelo simples fato de Jimi, antes de guitarrista, ser um indivíduo. E indivíduos são únicos.
    Qualquer um que perceba o básico sobre música morta (o nome que dou a teoria musical) vê a estupidez que é falar em “liberdade na montagem dos acordes” nesse contexto.
    O acorde característico de Jimi Hendrix é chamado de acorde alterado. Um acorde alterado, ou “dominante de nona sustenida” é aquele que, além de possuir o intervalo de trítono, já acima referido, possui um intervalo de “oitava sustenida”. Para ter uma ideia de um dos sons desse acorde, experimente ir a um teclado e tocar duas notas vizinhas ao mesmo tempo. O acorde inicial de Purple Haze é um acor de Mi alterado.
    Tal “montagem” de acorde não é, de todo, “única” de Jimi Hendrix. O jazz utilizou-o largamente antes de Hendrix. A música clássica, antes ainda do jazz. Quem sabe podemos dizer que uma característica única dizível de Hendrix é a ampla utilização de microfonias, por exemplo. Em termos de “montagem de acorde” não há nada de “mais liberto” em Hendrix – aliás, as progressões de acorde de Hendrix são, em sua maioria, padrões. Ou seja, são progressões amplamente utilizadas e há muito tempo antes dele: uma delas é a já referida progressão de blues. Aonde estão os “acordes” a que te referias quando falou em “montagem de acordes”? É pura desinformação! Arrotada por quem se diz músico! Para um público de leigos que engole!

    Esse blog tem um péssimo problema: o seu principal objetivo é relativizar a música e trazer essas reflexões a um público, em sua maioria, branco, classe média e minimamente estudado. Excelente!
    Mas faz da pior forma que eu já vi. Cheio de erros grosseiros, de papinhos pseudo-musicais, de pedantismo descarado de quem usa a palavra “arranjo” e “acorde” nos mais estranhos contextos.
    Pode-se argumentar: “eu não uso termos técnicos e análise harmônicas porque quero que o leigo compreenda!”. Desculpe-me: mas o vocabulário metafórico, totalmente sugestivo de que vocês se utilizam sempre (quase nunca) que falam de música em-si é completamente incompreensível, seja para quem entende de música ou para leigos:

    “Acordes rápidos e desleixados”, “complexidade de arranjos”, “liberdade na montagem dos acordes”, “agressividade nos arranjos”.

    Lista de perguntas:

    O que é um arranjo complexo? A complexidade refere-se a que? Quantidade (de notas)? Qualidade? O que significa ter “liberdade” na montagem dos acordes? Se por liberdade toma o grau de ausência de restrições, acredite, no sistema temperado (em que a distância entre duas notas uníssonas é dividida em partes iguais) há muito mais restrições que liberdade.

    É uma tristeza ver a qualidade de jornalistas musicais que trabalham para um tão belo fim. A maior tristeza mesmo é ver a beleza do fim com um meio tão fraco.

    Um abraço.

  85. a maioria das pessoas que são fãs de rock comum da mídia como guns n’ roses e iron maiden, essas pessoas se vestem de forma absolutamente normal e levam uma vida social completamente normal frequentando baladas e tendo amigos que frequentam baladas onde toca funk etc esse tipo de gente quando eu tava na adolescencia eu conheci na escola, e na época eles ainda demonstravam algum interesse pelo metal, mas foram só chegar aos 18 anos que viraram pessoas completamente normais frequentando festas de faculdade etc. eu tenho total repudio por esse tipo de gente, e é por esse motivo que eu não uso camisa de banda de bandas mega famosas e comerciais como iron maiden e metallica, não da vontade de usar, mas se eu achasse uma camisa do primeiro album do black sabbath eu ainda usaria, pois aquele album significa a genese não só do metal mas como do doom metal tambem, e o doom metal é um estilo totalmente introspectivo e anti-rockstar, o que o black sabbath criou não tem nada a ver com o rock n’ roll lixo de bandas como beatles e rolling stones.

    agora pessoas como eu, que ouvem metal extremo underground, são pessoas que sofrem bastante preconceito na sociedade, alias eu sofri preconceito praticamente a vida inteira por ser cabeludo e usar camisas de bandas como DEATH, CANNIBAL CORPSE, MERCILESS, BATHORY, SODOM, MAYHEM etc por causa do meu estilo de vida difernete dos padrões acabei parando no hospicio ate. no meu começo dentro do metal extremo em 2002 na escola e era extremamente hostilizado por colegas de classe quoe naõ aceitavam meu estilo de música e de se vestir. eles viviam com papo que isso era coisa de pega-ninguem e as mulheres demonstravam total nojo por mim mesmo eu sendo branco, alto, nada feio, e isso contribuiu bastante pra eu virar misantropo e misógino. anos depois em 2008 um psiquiatra falou qeu não mereço viver em sociedade por usar minhas roupas e ter o cabelo que tenho, falou que em vez de eu me adequar a sociedadade eu queria ser diferente, ou seja, esse psiquiatra sem duvida tinha tendencia nazi-fascista uma vez que as pessoas que mais se preocupam com o lado social, ou são fascistas preoconceituosos que querem criar uma sociedade em que os sub-humanos ou diferentes do padrão são eliminados, ou são esquerdistas com papo de feminismo, gayzismo etc. alias, eu ja fui forçado pela família a frequentar uma psicologa e na minha opinião, a psicologia é o reflexo da sociedade. a psicologa ao mesmo tempo criticava minha aversaõ por gays, queria que eu fosse tolerante com gays, ou seja, ela era anti-conservadora nesse aspecto. mas ao mesmo tempo ela queria que eu abandonasse meu estilo de vida headbanger, cortasse o cabelo e parasse de ouvir a musica que ouço, ou seja, ao mesmo tempo que ela se mostrou anti-conservadora ela se mostrou conservadora contra o estilo de vida que eu levava, vou explicar isso no próximo paragrafo

    o governo esquerdista, ao mesmo tempo que precisa do apoio de feministas e gays, eles precisam do homem conservador provedor trabalhador pra manter esse sistema podre funcionando. ou seja,ao mesmo tempo que existe perseguição contra os conservadores, existe pressão social contra homens que não se adequam ao que a sociedade quer. e essa pressão social vem atravez da psiquiatria e do incentivo ao bullying contra o pega-ninguem, por panos de fundo. então eu sendo um homem mgtow(man going their own way), um macho zeta, eu procuro seguir um estilo de vida misantropico onde eu realmente vou sumir da vida social e não vou me relacionar com mulheres. eu vou incentivar outros homens que saõ pega-ninguem e considerados ”fracassados” a seguir o mesmo estilo de vida. no japão os herbman ja são uma boa parte da população. nos eua o numero de mgtow esta aumentando cada vez mais. isso é uma forma de combater esse sisstema podre, um sistema que nos obriga a aceitar tudo de cabeça baixa e abandonar nossa própria individualidade e masculinidade.

  86. Curto rock desde os nove anos de idade, comecei com classic rock e punk, como a maioria. Gostei bastante do texto, muitas coisas ai escritas são verdadeiras, com exceção de um trecho: “Verdade seja dita, essa regra que vale para toda identidade: para ficar dentro, você precisa estar fora de uma porção de outras. Por exemplo: não basta ser palmeirense, é preciso odiar o Corinthians para fazer parte da comunidade de palmeirenses no mundo. Da mesma forma, para ser roqueiro mesmo é preciso rejeitar o que os outros gêneros têm a oferecer.” Primeiro, pelo lado musical, Gosto de Crust, Grindcore, Crossover e Metalpunk, isso não impede que eu sempre tenha ouvido Chico Buarque, Zé Ramalho, Zeca Baleiro, Facção Central, Onix, Racionais, Tim Maia, Cassiano, Dexter, Cartola, Erasmo Carlos, Os Mutantes, Roonie Von, Almir Sater, Funk da Motown, ou até mesmo de ver genialidade em muitos caras que não gosto, como Joe Bonamassa, John Pizzarelli, Charlie Parker, Miles Davis e etc. Sempre soube da capacidade musical que esses caras tem/tiveram. Apesar disso, continuo não gostando do som deles. Realmente não me agrada. Quanto ao lado futebolístico, sou palmeirense e não odeio Corinthians, São Paulo ou Santos, eu odiar qualquer um desses times não vai fazer meu time ser bom e também como vou odiar o time que meus familiares torcem, se meu time perde não quero que les fiquem chateados porque o time deles perdeu. Então sempre torci a favor dos times da minha família, que são os quatro grandes de São Paulo.
    Com relação ao funk carioca, não vejo musicalidade nisso e também não gosto do som, mas não é por isso que posso falar que não é uma manifestação cultural da periferia. O funk brasileiro me lembra em muitos pontos o movimento punk paulista, muita gente não ve nada naquilo eu vejo ouro. Já no funk não consigo ver, mas acredito que de fato tenha. Não é porque não enxergo de tal forma que a coisa não exista.
    O único erro do autor desse texto foi a generalização em algumas coisas. De resto está muito bom!

  87. Quando o autor do texto chama o “metal melódico” de barbárie já fica claro a sua completa e total ignorância e falta de conhecimento musical, além de se se mostrar completamente preconceituoso e intolerante a preferência musical dos outros, pregando o oposto daquilo que supostamente defende no texto em relação a liberdade musical.
    Primeiramente que não existe um estilo musical chamado metal melódico, isso é um termo brasileiro para o Power Metal, estilo que teve origem com a banda germânica Helloween em 1984 e foi revolucionário na época por misturar o metal tradicional de bandas como Judas Priest, Scorpions e Iron Maiden com diversos elementos da música clássica e do folclore e cultura germânicos. Sob influência do Helloween surgiram posteriormente diversas como Yngwie Malmsteen, Blind Guardian, Iced Earth, Stratovarius, Gamma Ray e Rhapsody, todas trazendo letras e melodias riquíssimas baseadas na literatura, mitologia nórdica e germânica, ficção científica, história e religião. A mais famosa banda brasileira de Power Metal, o Angra, se destacou mundialmente justo por mesclar diversos elementos da música brasileira ao metal, ouça Carolina IV ou Late Redemption que conta com Milton Nascimento nos vocais que certamente vai enriquecer um pouco essa sua pobreza musical.
    Se você não gosta de um estilo musical, se dê ao respeito de não ofendê-lo, pois a partir do momento que você o faz abre um precedente para que os outros ofendam aquilo que não lhes agrada, o que ao meu entender é justamente aquilo que lhe incomoda em relação as críticas contra o funk carioca.

    Sem mais.

    • cara, esse cara aí que escreveu esse texto não saca nada de metal, ele nem gosta de metal, deve ridicularizar headbangers

      quem é headbanger de verdade mesmo, sabe o valor que o primeiro album do BLIND GUARDIAN tem

      eu ouço headbanger fanático, curto desde BLIND GUARDIAN, ate MAYHEM, ate KRISIUN etc

      todo estilo de metal verdadeiro tem bandas excelentes, desdo do DOOM com UNHOLY, HIEROPHANT, THERGOTHON, ate POWER com BLIND GUARDIAN, HELLOWEEN, CHILDREN OF BODOM, GRAVE DIGGER, ate DEATH METAL como ENTOMBED, BEYOND(GER), CENOTAPH(MEXICO), POSSESSED, SADISTIC INTENT, não existe limites pro verdadeiro METAL.

      que esses esquerdistas que curtem funk e beatles se fodam. METAL sempre será superior a tudo. e olha que nem sou de direita, apenas sou egoísta e misantropico, só penso em mim e odeio a todos.

  88. Só tenho uma coisa a dizer:
    “É som de preto, de favelado
    Mas quando toca, ninguém fica parado.”

    “Eu só quero é ser feliz,
    Andar tranquilamente na favela onde eu nasci, é.E poder me orgulhar,
    E ter a consciência que o pobre tem seu lugar.
    Minha cara autoridade, eu já não sei o que fazer,
    Com tanta violência eu sinto medo de viver.
    Pois moro na favela e sou muito desrespeitado,
    A tristeza e alegria aqui caminham lado a lado.
    Eu faço uma oração para uma santa protetora,
    Mas sou interrompido à tiros de metralhadora.
    Enquanto os ricos moram numa casa grande e bela,
    O pobre é humilhado, esculachado na favela.
    Já não aguento mais essa onda de violência,
    Só peço a autoridade um pouco mais de competência.”

    Se não é critica social, ora, o que é então?

  89. Quanta bobagem. Quanta confusão mental. O mais simplório dos roqueiros, não vou citar Jimmy Hendrix ou Chucky Bery para não humilhar, sabe o que é uma escala pentatônica, ou um campo harmônico. Até o pessoal do Punk rock sabe. Funqueiros não sabem o que é uma nota musical. A diferença é abismal, e confundir temática com conteúdo é infantil e ridículo. O Rock é libertário o funk brasileiro é alienante. São antagônicos por natureza.
    Acredito que você não seja músico, e também não tenha nenhuma educação musical para comprar Beatles e Elvis com funk carioca. É comparar Dostoevsky com Paulo Coelho. Existe uma diferença mensurável e objetiva de GRAU. E nesse caso é abismal. Seu texto é infantil,e francamente ou é muito estúpido, ou muito desonesto.

  90. Mano! decidi bolar um Metal que vai se chamar Metal Sheherazade. Esse post é muito bom e foi uma boa inspiração.

    A letra será mais ou menos a seguinte:

    mulher
    não lhe pertenceu seu corpo
    mulher
    ele estava quase morto
    e a sua
    rara mente apaixonante
    cultua
    sua vida e seu levante
    mulher
    cada história cada noite
    mulher
    para sua vida a corte
    sultão
    seu marido seu perigo
    em mão
    cada história seu abrigo
    Vai!

    Aladim venha salvar a mim
    Ali Babah
    Venha me salvar
    Aladim venha salvar a mim
    Ali Babah
    Venha me salvar

    Mulher
    lhe partiu o coração
    mulher
    arrepende-se o sultão
    o gênio
    pra fazer revolução
    Xariar

    A história se passa
    mais de mil
    e uma primaveras
    e agora Sheherazade
    já é outra mulher

    só quer agradar o sultão
    só quer agradar o sultão
    só quer agradar o sultão
    Sheherazade
    você não merece a canção

  91. Voces são progressistas, progressistas são tanto liberais como comunistas. Progressistas defendem crianças transgeneros, que tipo de honra essas pessoas de esquerda ou progressistas tem? Nenhuma. É fato que a esquerda de hoje em dia nada tem a ver com a esquerda da época da revolução cubana por exemplo. A esquerda hoje em dia ta muito mais na classe média, pois é a classe média que sustentam as elites globais que governam o mundo. Quem é desonrado e faz covardia com criança, não merece sequer respeito. É fato que pessoas reacionárias aumentam cada vez em resposta contra as aberrações defendida por progressistas. Essa idéia de criar um mundo melhor através do progresso é pura ilusão, o mundo está cada vez mais horrível e grotesco, a tecnologia só serve pra domesticar as pessoas e deixar o individuo em cheque, com um Estado psicopata aparelhado e a população desarmada. Chega de olhar para o futuro e tentem aprender com o passado. Eu mesmo estou olhando para o passado pra poder me entender, minhas raízes, o que realmente sou. Metal faz parte disso, Metal é a música que ouço, e Metal é um tipo de música que embora dependa da tecnologia possui valores de tempos ancestrais, basicamente as hordas mongóis com seus cavalos e arco e flexa guerreando contra o mundo civilizado da epoca – China e Russia cristã., uma vez que o cristianismo ja é algo posterior aos valores guerreiros das hordas mongois. O cristianismo não é tão tradicional assim, vide o poder que a Igreja Catolica tem no mundo, e como eles levam a cabo as idéias progressistas como a imigração mulçumana na europa e as crianças transgeneros. A igreja catolica tem tanto poder quanto os judeus, ou mais até, eu acredito que tenha mais, eles controlam os judeus. A agenda progressista é uma continuação da inquisição, uma vez que a inquisição foi internacionalista, destruiu povos e culturas ancestrais da Europa e Americas.

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