Funarte interdita prédio de acervo no Rio

Tamoio Athayde Marcondes, presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada do governo federal, interditou hoje o prédio da Rua São José, 50, no Centro do Rio de Janeiro, no qual funciona o Centro de Documentação e Pesquisa (Cedoc) da instituição. Segundo a portaria da interdição, publicada no Diário Oficial da União, o motivo é "o estado do imóvel,...

A volta do teatro: merda!

A volta do teatro depois da pandemia. Imagem do Grupo Galpão (BH)
Dezenove profissionais das artes cênicas, a maioria atores e diretores, falam com exclusividade ao FAROFAFÁ sobre o retorno do teatro presencial, já liberado em muitas cidades brasileiras, inclusive a capital paulista. Haverá uma volta imediata? Nem todos ainda. Há quem planeje apresentações ao vivo apenas em 2022. E como foi a experiência dos espetáculos online, transmitidos em uma “tela...

O sonho latinoamericano ‘Em um Bairro de Nova York’

Cena de "Em um Bairro de Nova York"
O sonho americano é recorrente no cinema de Hollywood. Três décadas após James Truslow Adams cunhar o termo em sua obra The Epic of America (1931), Amor, Sublime Amor (West Side Story), filme de 1961, arrebatava plateias mundiais em torno de latinos que, como pano de fundo da história, não podiam viver uma existência plena e exitosa nos Estados...

Sérgio Mamberti, o generoso artista

Sérgio Mamberti em cena como o mordomo Eugênio, da novela Vale Tudo - Foto Divulgação
Escrita em co-autoria com o jornalista Dirceu Alves Jr., Sérgio Mamberti: Senhor do Meu Tempo (Edições Sesc) é uma autobiografia generosa sobre a trajetória desse ator, diretor, autor e político brasileiro. Desde que estreou no palco, em 1961, com a peça Antígone America, debute também de Ruth Escobar e sob direção de Antônio Abujamra, Mamberti tornou-se um artista com...

‘Os grandes vulcões’, uma aula de história

Os Grandes Vulcões, peça do Coletivo Comum
O que é verdadeiro, o que é falso?, questiona o ator, diretor, poeta, roteirista e dramaturgo inglês Harold Pinter, para ele próprio responder: “A verdade na dramaturgia é sempre fugaz”. A fala está presente no discurso de Pinter ao receber o Prêmio Nobel de Literatura de 2005 e também na peça Os Grandes Vulcões. Autêntica aula de história, a...

Arthur Azevedo em perspectiva

Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo. Reprodução
Apesar de dar nome a um dos mais importantes teatros do Brasil, o dramaturgo maranhense Arthur Azevedo (1855-1908) ainda é, infelizmente, menos reconhecido do que deveria, como afirma a professora doutora em Teatro Angela de Castro Reis, titular do departamento de Ensino de Teatro da Unirio, em conversa exclusiva com Farofafá. De hoje (6) até a próxima quarta-feira (8), às...

Uma procissão poética e humana

A procissão. Foto: Marina Casagrande. Divulgação
Como todas as linguagens artísticas, o teatro também se adaptou às restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus. Hoje em dia assistimos também a peças encenadas diante da tela do computador ou do smartphone. O que por um lado pode ser um limitador da experiência teatral, espaço de encontros entre artistas e plateia por excelência, por outro colaborou com...

Violeta, o teatro de bonecos

Violeta, teatro de bonecos
A bonequeira Daiane Baumgartner já se apresentou em vários países, incluindo a França, durante o 20º Festival Mondial des Theatres de Marionettes. Na performance de Naïfs, um espetáculo de 2018, a boneca hiper-realista Violeta já estava presente. Mas a inspiração dessa personagem nasceu muito tempo antes, a partir das memórias da avó materna e da mãe de Daiane. Agora,...

Dora, uma peça sobre dor e ternura

Cena da Peça Dora, com Sara Antunes
Há um exercício de escuta e diálogo travado entre Sara Antunes e Dora. A primeira escreveu, dirigiu e interpreta o solo que leva o nome da segunda. Já Maria Auxiliadora Lara Barcelos, também Dora, Dorinha ou Doralice, morreu aos 31 anos, não sem antes ousar denunciar as violências que sofreu da ditadura em um tribunal na Justiça Militar. Em...

O grande ser tão sem fim

Cena de abertura de "Sertão Sem Fim".
Rudinei Borges dos Santos é paraense de Itaituba. Poeta e dramaturgo nascido e criado às margens das águas do Rio Tapajós, ele é dono de uma escrita francamente inspirada no mais ilustre mineiro de Cordisburgo, Guimarães Rosa. Já Tertulina Alves é baiana de Três Outeiros de Macaúbas. Sertaneja, ela foi buscar as lembranças de sua infância, trazendo na bagagem...