quarta-feira, maio 18, 2022

Sobras do amor

A cantora e compositora Renata Torres. Foto: Letícia Tavares. Divulgação
A cantora Renata Torres, de Caruaru/PE, estreia em videoclipe: “Tempo guardado” foi disponibilizado hoje (3), às 20h, no youtube Vivemos uma época em suspensão, com uma noção etérea de tempo: já não sabemos se corre ligeiro ou devagar demais e talvez nem faça mesmo diferença. Uma mulher de costas numa rua em preto e branco, vazia como as ruas durante uma...

Sem pressa e com consistência, AQNO deixa o casulo

Desaglomerô. Frame. Reprodução
“O retorno de Saturno”, álbum de estreia de AQNO, é um atestado de coragem. São 11 faixas – 10 delas inéditas, compostas na última década – costurando sua própria história, em que cabem reflexões, autobiografia, contestações, brega paraense, reggae maranhense, forrock, balada e soul, entre outros elementos. “Esse é um álbum que fala como eu me resolvi em várias questões...

A viagem sonora de Fernando Maranho

O cantor, compositor e guitarrista Fernando Maranho. Foto: divulgação
Cantor, compositor e guitarrista lançou seu segundo disco solo e conversou com exclusividade com FAROFAFÁ Crimideia (2021), segundo álbum solo do cantor, compositor e guitarrista Fernando Maranho, é batizado pelo delito de pensamento inventado por George Orwell no distópico 1984, infelizmente mais real e atual do que nunca. Maranho foi guitarrista das bandas Jumbo Elektro e Cérebro Eletrônico, ambas encabeçadas por ele...

Ricarte Almeida Santos doa acervo à Estação do Choro

Luiz Jr. Maranhão e Ricarte Almeida Santos. Foto: divulgação
O bairro do Monte Castelo, em São Luís do Maranhão, tem uma história intimamente ligada com a prática do Choro na capital maranhense. Berço de nomes como Zé Hemetério e Gordo Elinaldo, entre outros, o bairro tinha, na Rua Raimundo Correa, um reduto cativo de chorões e boêmios. Um bar e restaurante que já não faz mais parte de...

Pro carnaval começar a voltar a ser o que era

O cantor e compositor Chinaina. Foto: Pamella Gachido
O olindense Chinaina era China e era vocalista do Sheik Tosado, banda de frevo-punk-maracatu-hardcore da segunda dentição do movimento mangueBit. Carnaval era a maior festa popular de um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que, governado por milicianos, cuja irresponsabilidade levou a gestão da pandemia a níveis trágicos, com uma pilha de vítimas superior a 625...

Dedo na ferida urgente

A mundo livre s/a. Foto: Tiago Calazans
Já se vão 28 anos da estreia da mundo livre s/a em disco: “Samba esquema noise” (Banguela Records, 1994), desde o título influenciado por Jorge Benjor e particularmente “A tábua de esmeraldas” (1974), já trazia ali os elementos que marcariam a sonoridade e o discurso da banda, nome de proa do movimento mangueBit: punk com cavaquinho, samba com guitarra,...

“Lances de agora” e sempre

Lembranças, lenços, lances de agora. Capa. Reprodução
O poeta e jornalista Celso Borges se debruça sobre São Luís e o universo de Chico Maranhão para contar a história de “Lances de agora”, obra-prima lançada pelo compositor em 1978 Uma aura mágica e mística sempre envolveu “Lances de agora”, disco ao mesmo tempo profano e sagrado, gravado por Chico Maranhão na sacristia da Igreja do Desterro, em junho...

Capa do novo disco da mundo livre s/a já nasce antológica

Walking dead folia. Capa. Reprodução
"Walking dead folia" é o título do novo disco da pernambucana mundo livre s/a, que reflete os tristes tempos atuais, em que o Brasil precisa enfrentar ao mesmo tempo uma pandemia e um desgoverno que joga a favor daquela. O álbum chega às plataformas digitais nesta quinta-feira (20). A capa, do conterrâneo Wendell Araújo, tem várias camadas: um folião vestido...

Amizades e parcerias sinceras

Descontração e alegria de Alfredo Del-Penho, Moyseis Marques, João Cavalcanti e Pedro Miranda. Foto: Sabrina Mesquita
Tudo é orgânico e intenso, verdadeiro, sublime. Alfredo Del-Penho, João Cavalcanti, Moyseis Marques e Pedro Miranda, nomes fundamentais para o samba, particularmente, e a música brasileira em geral, presenças constantes em fichas técnicas de discos uns dos outros, de grupos que integraram – Casuarina, Semente, Cordão do Boitatá etc. – e de outros artistas, reuniram-se em “Desengaiola”, necessário audiovisuálbum...

Ecoa a voz de Môa

Os mestres Môa e Gafanhoto. Foto: Isabella Rudge. Reprodução
Môa do Katendê (29/10/1954-8/10/2018) foi uma das primeiras vítimas do bolsonarismo, tal como conhecemos hoje esta corrente política do culto à morte: o capoeirista foi covarde e brutalmente assassinado com 12 facadas pelas costas após uma discussão em um bar entre o primeiro – que havia sido realizado no dia anterior – e o segundo turnos da eleição presidencial...