quarta-feira, maio 18, 2022

Exclusivo: banda Escambau contra o fascista

Giovanni Caruso
A banda curitibana Escambau lança aqui no Farofafá, com exclusividade, o videoclipe de “Fascista”, segundo single do mais recente trabalho - o álbum “Leite de Pedra” - lançado em junho deste ano. É evidente para quem é direcionada a mensagem. O som do grupo se caracteriza por uma queda pelo rock inglês, com tinturas latinas e algumas inflexões de...

Louis Pasteur, o pai da microbiologia

Louis Pasteur
O cientista francês Louis Pasteur não inventou a vacina, mas uma das primeiras lembranças que seu nome evoca é o de ser uma referência do campo da imunização. Ou da pasteurização, um processo de conservação de alimentos, como o leite, utilizado até os dias atuais. Foi graças aos seus estudos sobre fermentação, no século 19, que podemos apreciar um...

Iron Maiden no Morumbi: melhor que pilotar aviões

Iron Maiden, 40 shows no Brasil
Neste domingo, em São Paulo, o grupo britânico Iron Maiden, um dos maiores espetáculos do heavy metal histórico, 44 anos de carreira, apresenta em São Paulo, no Estádio do Morumbi, o show Legacy of the Beast Tour (o show será reapresentado na quarta em Porto Alegre, na Arena do Grêmio). A banda liderada pelo vocalista Bruce Dickinson contabiliza 40...

A ciranda infinita de Lia de Itamaracá

Lia de Itamaracá
Patrimônio cultural pernambucano e brasileiro, a cirandeira Lia de Itamaracá está de volta, aos 75 anos, com o CD Ciranda sem Fim, incrementado por produção eletrônica/manguebit de DJ Dolores e Ana Garcia. "Eu amo a falta/ de silêncio/ do mar/ Odoyá/ na maré cheia/ eu canto/ pra levantar/ na maré seca/ eu deito/ Odoyá", começa a faixa "Falta de Silêncio". Trata-se de um canto de trabalho...

Ken Loach: “Bolsonaro não é perigoso apenas para o Brasil, mas para o mundo inteiro”

Cena do filme Você não estava aqui
Quando vai começar o dia em um novo trabalho, o “associado” é saudado pelo encarregado da empresa, que explica as regras do serviço e afinal estende ao rapaz uma garrafa PET vazia, dizendo: “Essa é a coisa mais importante de todas”. O rapaz se espanta: “O que é isso?”. “É para você mijar enquanto faz as entregas”, responde o...

Contra a face fascista do brasileiro

Luís Fernando Mifô. Reprodução
Quando assumiu a secretaria de Cultura do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro, Roberto Alvim convocou artistas conservadores, a fim de criar uma “máquina de guerra cultural” – nunca ficou claro o que seria isso ou como funcionaria e o titular não durou muito na pasta, sendo substituído por Regina Duarte, que teve o mesmo fim. Fosse o mundo binário,...

Siba, coruja cantante

As penas recobrem o rosto de Siba na capa de Coruja Muda, terceiro álbum solo do compositor, cantor e guitarrista pernambucano, depois de três discos com o grupo Mestre Ambrósio e dois com A Fuloresta do Samba. As influências congolesa e da Zona da Mata pernambucana duelam em harmonia, com resultados afro-indígenas de forte festejo musical e de sutil crítica humanitária embutida em determinados versos,...

Coleção de tragédias com final feliz

Yuriko Yoshitaka e Ryûsei Yokohama em cena de "Seus olhos dizem". Frame. Reprodução
Que me perdoem os caros leitores este título com pinta de spoiler. Mas é exatamente isso. Seus Olhos Dizem, de Takahiro Miki, é filme que emociona: impossível não se envolver com seu casal de protagonistas, unidos por desencontros, infortúnios, acasos, idas e vindas, bem urdidos no roteiro primoroso de Yûichi Toyone. Akari (Yuriko Yoshitaka) é uma mulher jovem e bonita,...

A canção de Guida & Eurídice

A vida invisível de Eurídice Gusmão. Frame. Reprodução
CRÍTICA: Em A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, do cearense Karim Aïnouz, duas irmãs cultivam anseios que jamais se encontram     Um filme sobre mulheres, com mulheres, de arguta sensibilidade feminina, mas dirigido primordialmente aos homens. Que certamente ficarão incomodados, intranquilos, agoniados, e alguns se sentirão acossados nas poltronas do cinema. A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz, que...

Patti lavou nossas almas

Patti Smith
Ela arrancou as cordas da sua guitarra uma a uma. E ainda tentou tocá-la depois de destroçar o instrumento. Era como se extirpasse demônios. “Sejam fortes”, disse Patti Smith antes de sumir pelo fundo do palco ao final de tudo. E nós estávamos lá, pensando alto: como essa mulher consegue ser tão doce e tão furiosa ao mesmo tempo? por que...