Walking dead folia. Capa. Reprodução
Walking dead folia. Capa. Reprodução

“Walking dead folia” é o título do novo disco da pernambucana mundo livre s/a, que reflete os tristes tempos atuais, em que o Brasil precisa enfrentar ao mesmo tempo uma pandemia e um desgoverno que joga a favor daquela. O álbum chega às plataformas digitais nesta quinta-feira (20).

A capa, do conterrâneo Wendell Araújo, tem várias camadas: um folião vestido de verde e amarelo, simpatizante do genocídio até ele mesmo tornar-se vítima, morto dentro de um caixão, em meio a estandartes, bonecos gigantes típicos do carnaval de Recife e Olinda, a indiferença à qual parecemos estar habituados e conformados, os celulares sacados para registrar o espetáculo grotesco.

Já são 28 anos na estrada, se contarmos a partir do lançamento de “Samba esquema noise” (Banguela Records, 1994), álbum de estreia de uma das bandas mais importantes do movimento mangueBit, cuja música sempre esteve diretamente ligada à critica social e política.

“Walking dead folia” tem participações especiais de Doralyce e Jorge du Peixe. O vocalista da Nação Zumbi (que lançou ano passado o ótimo “Baião granfino”, dedicado ao repertório de Luiz Gonzaga) é parceiro de Fred Zeroquatro na faixa-título, que critica a robotização e a tiktokzação de nossos contemporâneos e a conformidade com este triste estado de coisas.

A banda já havia dado pistas do que viria por aí. Um dos singles já lançados de “Walking dead folia” é “Baile infectado”, que também trazia a pandemia e sua péssima gestão como tema central.

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