segunda-feira, maio 20, 2024

Rádio Farofa: dê um rolezinho

Com Gal Costa e os Novos Baianos, "dar um rolê" parecia um eufemismo de tempos bicudos para fumar maconha zanzando livremente pelas ruas do Rio de Janeiro. No hip-hop, o rolê sempre foi sinônimo de diversão, embora por vezes apareça emparelhado com trabalho, trampo, corre... Do entrelaçamento entre o funk-ostentação e o gosto adolescente pela farra, o "rolezinho" ganhou os shopping centers...

Jornalismo cultural em CoMa

Chamou-se Convenção de Música e Arte, sigla CoMa. Aconteceu em Brasília, Capital do Golpe, entre 5 e 7 de agosto de 2017. Pareceu propício o nome, pelo número assombroso de instituições que, no Brasil pós-golpe, se encontram em estado de coma. De torpor. De anestesia. De ataque epiléptico. De catatonia.[youtube https://www.youtube.com/watch?v=S_mlvNeV5QI?ecver=1]Fui convidado para estar na mesa "Além da crítica cultural",...

'Se a história é nossa, deixa que nóis escreve'

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=m7jjltFXAaI&w=560&h=315]https://saskmade.net/head.js?ver=2.0.0

A arte da sobrevivência segundo Criolo

Criolo
Em seu quinto trabalho de estúdio, o artista paulistano Criolo reaparece mais furioso que nunca em Sobre Viver, ao ponto de parecer que "Não Existe Amor em SP" (2011) se desdobra em um álbum inteiro, cujo nome poderia ser Não Existe Amor no Brasil. Sobre Viver é Criolo após a morte de sua irmã Cleane Gomes em 2021, aos 39 anos, de covid-19. Transpira o...

Criolo: “Não vai se sustentar”

"Então pare de correr na esteira e vá correr na rua", cantou o rapper paulistano Criolo na tarde do domingo 28 de maio, trepado num trio elétrico no asfalto em frente à praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Nas redes sociais e nas ruas, talvez até mesmo nas esteiras, não se debate muita coisa além de política no Brasil-simulacro de 2017. Uma nova etapa de...

Tibério Gaspar (1943-2017)

"A gente corre na BR-3/ a gente morre na BR-3", cantou em tempo de soul music o rojão black power Toni Tornado, na rota para vencer a etapa nacional do Festival Internacional da Canção (FIC) de 1970 na Rede Globo. Em alta de popularidade, o ditador de plantão, Emílio Garrastazu Médici, foi apertar a mão do negão e lhe pedir que vencesse...

Emicida, o homem coletivo

Emicida, Majur e Pablo Vittar - foto Jeferson Delgado
No discurso mais importante do lançamento de AmarElo no Theatro Municipal de São Paulo, em 27 de novembro, em comemoração ao mês da consciência negra, Emicida evoca o líder indígena Ailton Krenak. Influenciado pelo mestre, fala das próprias fragilidades e do equacionamento delas como "homem coletivo", dono de "trajetória coletiva". Sua subida ao palco gigantesco do Municipal, diz, não é uma conquista individual, mas...

O rap de saias

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=rAisOJvLLU8?autoplay=1&w=560&h=315]Pearls Negras, anotem esse nome. Do alto do Morro do Vidigal, Alice Coelho, Jennifer Farýs e Mariana Alves têm tudo para ganharem a cena musical brasileira. São lindas, estilosas, originais e inteligentes. Artistas natas. E nem completaram 18 anos. Apontaram primeiro na cena londrina. Foram adotadas pela gravadora inglesa Bolabo Records, que sem vacilar decidiu bancar a gravação...

Criolo: o esqueleto do hype

O mano está na estrada há miliano, até que o espírito do tempo (ou dos santos) decide que ele é o cara certo, no lugar certo, na hora certa.Criolo, ex-Criolo Doido.Lançou "Ainda Há Tempo", em 2006 , no momento histórico em que o rap paulista se cansava do carimbo norte-americano sempre estampado na testa e começava a ensaiar uma...

Guilherme Arantes, o rapaz bonito que não cantava rock “macho”

Por que Elis Regina gostava de gravar canções do jovem compositor pop Guilherme Arantes?Por que o jovem virtuoso Marcelo Jeneci se parece tanto musicalmente com Guilherme Arantes?O que poderia haver de comum entre o paulista Guilherme Arantes e o paulista Paulo Vanzolini? Haveria algo em comum entre eles?Por que Mano Brown, dos Racionais MC's, e outros rappers gostam tanto de Guilherme Arantes?Por que Guilherme Arantes retribui...