“Meu Nome É Bagdá” desafia o machismo

Se alguém perguntar do que se trata Meu Nome É Bagdá, uma resposta correta será dizer que é um filme sobre empoderamento feminino. Mas o longa vencedor da competição Generation 14plus do Festival de Berlim representa também uma necessária obra para desafiar o machismo renitente que insiste em não morrer. Protagonizado por garotas skatistas, a produção se vale de...

Lobos não choram

Los Lobos. Frame. Reprodução
A cena é mais comum do que se imagina, com a diferença de que, neste caso, acrescenta-se o muro que divide Estados Unidos e México, cuja tentativa de travessia já matou mais gente que o próprio muro de Berlim. Uma mãe, sozinha com seus dois filhos pequenos, migra do segundo para o primeiro em busca de garantir o próprio sustento...

Câmara prepara lei que fixa cota de tela para o cinema até 2031

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprecia na tarde desta terça-feira um projeto de lei que torna obrigatória a adoção da cota de tela (exibição comercial compulsória de obras cinematográficas brasileiras) até 2031. O projeto nasceu em 2018 como uma reação à displicência do governo federal de então (quando era presidente Michel Temer e ministro da Cultura...

O amor não tem idade (nem deveria ter rótulo)

Ben Yuen e Tai-Bo em cena de "Suk suk – Um amor em segredo". Frame. Reprodução
Tudo é beleza e delicadeza em “Suk suk – Um amor em segredo”: a própria história de amor que o filme conta, as paisagens de Hong Kong no qual a película foi rodada, a contemplação e a paciência por ela exigida. O filme começa com uma cena, longa para os mais apressadinhos, que se detém nos detalhes do sessentão...

11 de Setembro de volta ao cinema

Cena de "Ponto de Virada", documentário sobre o 11 de Setembro
Em 18 de dezembro de 2001, a bandeira dos Estados Unidos tremulou em Kandahar, no Afeganistão. As televisões mostravam homens fazendo fila para se barbear nas ruas de Cabul. A música voltou a tocar nas ruas e as mulheres circulavam sem as burcas cobrindo seus rostos. É como se janelas tivessem sido abertas para o sol entrar, resumiu Douglas...

Ator Sérgio Mamberti morre aos 82 anos

Sérgio Mamberti interpreta o Personagem Mordomo Eugênio, de Vale Tudo
Sérgio Mamberti, de 82 anos, gostava de fazer planos. Era assim desde quando ele se descobriu ator com um pontapé na bunda para entrar no palco, em sua estreia amadora no ano de 1956, na Aliança Francesa, em São Paulo. Seu debute foi Révélation, de Tristan Bernard, interpretada em francês. Mas nos últimos meses o guerreiro, ativo e sereno...

‘A Última Floresta’ é uma obra de reconhecimento

Cena de indígenas Yanomami em 'A Última Floresta'
Se fosse um filme de ficção, 'A Última Floresta' representaria uma potente mensagem poética dos e para os indígenas. Já se fosse um documentário, ninguém questionaria que se trata de um urgente alerta contra o extermínio dos povos originários da Amazônia. Luiz Bolognesi, diretor desse longa vencedor do prêmio do público na mostra Panorama no 71º Festival de Berlim,...

“Faça Seu Próprio Pornô” e “Filhos da Puta” brilham na Mostra de Cinema Feminista

"Meu Corpo É Mais" (2018), de Susanna Lira
A Mostra de Cinema Feminista, promovida pela Coletiva Malva, chega, neste agosto, a sua sexta edição. Empenhada em estimular o trabalho de mulheres no campo do audiovisual, a Coletiva reúne, no evento, obras diversas em uma curadoria cuidadosa e preocupada em não delimitar, demasiadamente, as experiências dessa categoria que, antes de identitária, é iminentemente política. Coordenada e produzida por Daniela Pimentel e Rita Boechat,...

“Partida” fabula sobre a utopia política

Cena de "Partida", documentário de Caco Ciocler
Partida desconstrói, cena a cena, o potencial documentário que surgiria a partir de sua ideia original: encontrar o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica na virada de 2018 para 2019. Nada como escapar de ônibus de um Brasil prestes a mergulhar nas trevas do obscurantismo para receber uma lufada de democracia no país vizinho. Mas o resultado é melhor que a...

Novo presidente da Ancine é nomeado para ser assessor de si mesmo

Sabatinado pelo Senado Federal no dia 6 de julho e aprovado para presidir a Agência Nacional de Cinema (Ancine) até 2026, Alex Braga Muniz foi nomeado nesta quarta-feira, 18, como assessor da diretoria da Ancine pela Advocacia Geral da União. A história parece complicada, mas é simples (apesar de realmente bizarra): na prática, Braga Muniz, que é procurador federal,...