A Secretaria de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura abre, a partir do dia 12 deste mês de abril, a primeira edição do Prêmio Carolina Maria de Jesus de Literatura Produzida por Mulheres. Serão destinados R$ 2 milhões para premiar 40 livros inéditos, escritos por mulheres (cis ou transgêneros) ficcionistas nas categorias romance, contos, crônicas, roteiro de teatro e quadrinhos inéditos em português. Cada autora receberá R$ 50 mil. Para a seleção e premiação das obras literárias, as inscrições ficarão abertas até 10 de junho. Será constituída uma comissão de seleção, composta de oito mulheres especialistas do setor.

Nascida no dia 14 de março de 1914 em Sacramento, Minas Gerais, a escritora Carolina Maria de Jesus veio para São Paulo em 1947. Considerada uma das pioneiras e mais importantes escritoras negras do Brasil, viveu a boa parte de sua vida na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, onde sustentou a si mesma e os três filhos como catadora de papéis. Em 1960, o relato de sua vida, Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, foi publicado (com auxílio e organização do jornalista Audálio Dantas, que a descobriu) e obteve enorme repercussão, chegando a ser traduzido para 13 idiomas e vendidos em mais de 40 países. Os manuscritos originais do livro estiveram em exposição na última Bienal Internacional de São Paulo, no Ibirapuera. Carolina Maria de Jesus morreu em 1977, aos 62 anos, de insuficiência respiratória.

O Ministério da Cultura pretende lançar também o Edital Ruth de Souza de Audiovisual para cineastas brasileiras realizarem seu primeiro longa-metragem. Com um valor de R$ 10 milhões, a seleção pública contemplará cinco projetos inéditos de obras cinematográficas de ficção, com temática livre.

MAIS CONCURSO DE LITERATURA

A editora Todavia Livros está recebendo inscrições para o Prêmio Todavia de Não Ficção – Ano 3 até o próximo 25 de abril. O autor que tiver um projeto de biografia ou perfil biográfico em andamento tem a chance de publicar por uma das mais importantes editoras do País.  

“Nesta terceira edição, buscamos histórias de pessoas extraordinárias, em textos que combinem apuração rigorosa, relevância do personagem e escrita consistente”, diz o comunicado da editora.

Os trabalhos inscritos serão avaliados por um júri formado pelas jornalistas Angélica Santa Cruz e Adriana Negreiros, pelo escritor Tom Farias e pelo sociólogo Túlio Custódio, além de uma comissão da Todavia. Quem vencer o prêmio assinará um contrato de publicação que inclui um adiantamento de R$ 15.000,00.

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