Artistas do cinema brasileiro, mobilizados em torno da Campanha VOD12, divulgaram nesta manhã de quinta-feira, 30, um vídeo no qual alertam para os riscos contidos no relatório da Lei do Streaming, levado à Câmara dos Deputados pelo relator, deputado Dr. Luizinho (Progressistas-RJ). Entre os depoentes, estão Malu Mader, Chico Diaz, Cláudia Abreu, Julia Lemmertz, Mateus Solano, Elisa Lucinda, Patricia Pilar, Ludmila Rosa e outros. “O Brasil inteiro está acompanhando a votação do PL 8889/2017. Artistas, produtoras, trabalhdores e trabalhadoras da cultura se uniram hoje para dizer NÃO ao relatório apresentado pelo deputado @doutorluizinho, que reduz o investimento público, enfraquece o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e entrega o futuro do audiovisual brasileiro às big techs”, diz texto do manifesto do grupo.

O relatório do Dr. Luizinho foi apresentado na segunda-feira, 27. A previsão era que fosse votado no plenário da Câmara com urgência, mas negociações entre o relator e representantes do setor de diversas associações e sindicatos fizeram com que ele suspendesse temporariamente a votação. O relatório, se aprovado, criará uma lei para regular o mercado do streaming no Brasil, ocupado majoritariamente por empresas estrangeiras. Atualmente, elas não pagam imposto algum. O relatório propõe que paguem no máximo 4% de imposto (no projeto original, relatado por Jandira Feghali, era 6%). A alíquota é muito inferior ao que os artistas consideram ideal, 12%, mas há um problema ainda mais grave: o texto prevê que as empresas estrangeiras podem usar até 70% do próprio imposto recolhido para reinvestir em produções que alimentarão sua programação. Na prática, é como o Estado brasileiro utilizar dinheiro de impostos nacionais para permitir que o mercado faça suas escolhas do que investir, como investir e em que medida. Além disso, ao dar acesso a produtoras estrangeiras ao Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), a reserva de recursos brasileiros pode cair a um quinto do que tradicionalmente utiliza a cada ano, cerca de R$ 240 milhões.

O setor audiovisual brasileiro considera um retrocesso sem precedentes a possibilidade de aprovação de tal legislação. Ontem, a Agência Nacional de Cinema (Ancine), após análise técnica do projeto, desaconselhou sua adoção no território brasileiro.  O manifesto do Movimento VOD12 diz o seguinte:

“Queremos uma regulamentação justa e corajosa, que:

– Seja comprometida com o interesse público;
– Estabeleça 12% de Condecine-Streaming, com a maior parte destinada ao FSA;
– Garanta 20% de catálogo nacional nas plataformas;
– E fortaleça a produção e o conteúdo brasileiro independente.

📣 Essa é uma pauta estratégica para o Brasil.

💬 “Não existe soberania sem cultura.”
💬 “Quem conta a própria história constrói o próprio futuro.”

Estamos mobilizados e atentos aos posicionamentos e votações.
12%! Pelo cinema brasileiro. Pela cultura brasileira. Pela nossa Soberania Nacional.”

https://www.instagram.com/p/DQb475wDjzR

Precisamos de um quilo de farinha pra fazer FAROFAFÁ!

Mascote FAROFAFÁ Somos o único veículo crítico e progressista dedicado exclusivamente ao jornalismo cultural, nas suas mais variadas frentes: livros, filmes, música, artes, teatro etc. Se você chegou até aqui é porque está do nosso lado. Ajude FAROFAFÁ a fortalecer o debate e a cultura brasileira.

Diferente dos grandes veículos, não somos donos bilionários e não corremos atrás de cliques a qualquer custo. Isso significa duas coisas:

1. Farofafá trata do que importa para a cultura brasileira — do teatro de grupo às periferias musicais, da literatura marginal às artes visuais — sem precisar agradar patrocinadores.

2. Praticamos jornalismo de fôlego. Críticas, reportagens e ensaios nascem de quem foi ao teatro, ouviu a música, leu o livro, viu a exposição. E tudo o que publicamos é gratuito para qualquer leitor — e queremos que continue assim.

Você pode ajudar a deixar Farofafá mais forte e vibrante! Escolha sua forma de contribuir e vamos farofafar juntos!

Escolha como apoiar

Saiba mais em farofafa.com.br/apoie

PUBLICIDADE

DEIXE UMA REPOSTA

Por favor, deixe seu comentário
Por favor, entre seu nome