O cantor e compositor Ortinho. Foto: Noelle Marão. Divulgação
O cantor e compositor Ortinho. Foto: Noelle Marão. Divulgação

Ensolarado, florido, colorido, vibrante são adjetivos sob medida para nos referirmos ao videoclipe de “Se não eu morro” (Anastácia/ Ortinho/ Zeca Baleiro), música cantada por Ortinho em dueto com Zeca Baleiro, faixa do ep “Caruarus”, que o pernambucano lançou em maio passado – relembre aqui entrevista do artista ao Balaio Cultural, na Rádio Timbira AM, sobre o lançamento.

“A minha boca tá pedindo socorro/ me dê um beijo, se não eu morro”, começa a letra do xote, cujo videoclipe traduz o Brasil e o brasileiro: dançamos, apesar de tudo. A alegria, hoje, é também uma arma contra o triste estado de coisas em que estamos soterrados. Temporariamente, assim esperamos.

O ex-Querosene Jacaré põe o pé na areia e canta e dança sem tirar a máscara, numa mensagem certamente endereçada aos negacionistas de plantão. Duas setas tatuadas em seus braços mandam um recado direto aos que tentam usurpar os direitos dos povos originários.

No clipe, com roteiro da atriz mineira Glauce Guima, em sua estreia na direção, o calor da praia, a simplicidade do ambulante, a beleza da paisagem e das bailarinas que dividem a cena e a dança com Ortinho mantêm a esperança acesa. O artista parece adaptar aquela famosa tirinha: vamos dançar e cantar xote, os fascistas odeiam xote.

Veja o videoclipe:

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