O pastor Edilásio Barra, o Tutuca, chegou à Ancine como o preferido do presidente e sai como réu na Justiça Federal
A Agência Nacional de Cinema (Ancine) nomeou hoje, terça, 4, no Diário Oficial da União três novos diretores substitutos para compor sua diretoria colegiada pelos próximos seis meses. Acontece que os três novos diretores, Edilásio Barra, Luana Rufino e Vinicius Clay, já eram diretores substitutos, cujos mandatos a lei determina que sejam de seis meses – a Ancine, assim, acaba de inventar o diretor substituto permanente. As nomeações são assinadas pelo diretor presidente interino da agência, Alex Braga Muniz (o colegiado da Ancine é composto de quatro diretores, responsáveis por deliberar todas as decisões executivas).
A estratégia de manter o “núcleo duro” bolsonarista à revelia da lei foi explicada pelo Farofafá em reportagem já publicada em maio. Após o impacto da notícia, a Ancine chegou a ludibriar a imprensa com o anúncio de listas tríplices para compor a nova diretoria, mas era apenas cortina de fumaça. A Ancine nunca desistira de ir pelo caminho da “chicana” mesmo – uma forma de garantir unanimidade na condução do projeto de desmonte da instituição. As nomeações irregulares de diretores que já têm o mandato expirado devem terminar na Justiça, como quase tudo que a agência faz na atualidade.
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