segunda-feira, fevereiro 17, 2020

Rio recebe a quinta edição da Digital Music Experience

Amaro Freitas
A interseção entre música, arte e tecnologia é a razão de ser da Digital Music Experience (DMX), que inicia sua quinta edição na terça-feira, 12 de novembro, no Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR). Serão realizados 11 talkshows com personalidades de vários segmentos musicais, como jazz, clube da esquina, música eletrônica, música instrumental e gospel. Participam, entre outros,...

O disco de protesto de Lucas Santtana

"O Céu É Velho Há Muito Tempo" (2019)
Baiano de Salvador, Lucas Santtana faz de seu oitavo trabalho, O Céu É Velho Há Muito Tempo, um disco-manifesto contra o estado de coisas no Brasil de 2019 e o nosso conformismo em relação a isso. Quase todas as canções autorais mandam recados diretos ao neofascismo instalado feito erva daninha nas entranhas do Brasil, e mesmo "Todo Se Transforma", do uruguaio Jorge...

A dor não nos matará

"O Amor no Caos - Volume 2" (2019), de Zeca Baleiro
O título O Amor no Caos, do maranhense Zeca Baleiro, ganha um segundo volume cinco meses depois, e flagra o artista com o mesmo humor de antes: triste, desolado. Às 11 canções do primeiro volume, somam-se mais nove, sempre em modo menor e sob arranjos discretos. "Troco a minha morte por mais sete vidas", ele sobrevive em "Sete Vidas",...

Jards Macalé no Manouche

Jards Macalé se apresenta no Manouche
Em fase bravia desde o lançamento do CD Besta Fera, o carioca Jards Macalé apresenta o show de lançamento do álbum, em versão voz e violão, no Manouche, no Rio de Janeiro, na sexta-feira 18. Entre as faixas que refletem o estado de espírito de 2019 estão "Vampiro de Copacabana", "Besta Fera", "Trevas", "Obstáculos" e "Pacto de Sangue". Ao material inédito, Macalé adiciona versões...

Admirável gado de novo

Zé Ramalho completa 70 anos e lança "Cine Show Madureira"
Com 70 anos completos no último dia 3, o paraibano Zé Ramalho dá prosseguimento a um projeto de resgate de memória com Cine Show Madureira (1979), editado em CD por seu selo Avôhai, em parceria com o Discobertas de Marcelo Fróes. O álbum se segue a Atlântida (2017), que recuperava um show de 1974, quatro anos antes de o cantor, compositor e instrumentista tornar-se sucesso...

51 anos de canções de Joyce

Em 2018, para comemorar 50 anos de atividade como cancionista, Joyce Moreno cometeu um pequeno ato político: regravou o primeiro álbum de sua história, Joyce, lançado originalmente em 1968. Poderia ser uma decisão banal, de mera efeméride, mas havia um propósito por trás. Em 1968, Joyce tinha 20 anos, e perpetrou, em pleno reinado do terror, um disco maduro e feminista apesar de...

YB, 20 anos

Resistente ao desmonte do sistema fonográfico e 100% produtivo, o selo paulistano YB comemora 20 anos ininterruptos de atividades neste mês de outubro de 2019, a partir desta quarta-feira (2). O formato encontrado é o de um festival com nomes de diversas partes do Brasil que lançaram trabalhos pelo selo, como Siba, Kiko Dinucci, Nina Becker, Saulo Duarte, Luedji Luna, Negro Leo, Juliana Perdigão, Samuca...

A volta d’A Cor do Som

A história é grande. A Cor do Som começou como um conjunto de rock dentro dos Novos Baianos, com Pepeu Gomes (guitarra), Jorginho Gomes (bateria e bongô), Baixinho (bateria e bongô) e Dadi Carvalho (baixo). Com o fim dos NB, adquiriu vida própria em 1977, primeiro como grupo predominantemente instrumental, com Dadi, Mu Carvalho (teclados), Gustavo Schroeter (bateria) e Armandinho (guitarra, bandolim e guitarra baiana), depois também Ary Dias (percussão). A virada rumo ao pop-rock dos anos...

O Som Imaginário está de volta

Criado no início dos anos 1970 para acompanhar o jovem Milton Nascimento, o grupo Som Imaginário virou mito mesmo sem Milton, em três discos seminais de rock progressivo, evoluções instrumentais e rock rural, Som Imaginário (1970), Som Imaginário (1971) e Matança do Porco (1973). Depois de 46 anos, o conjunto se reúne como um quarteto, integrado por Robertinho Silva, Nivaldo Ornelas, Luiz Alves e Wagner Tiso. Não estão mais entre nós alguns dos muitos...

Gal, da resistência à festa

Gal Costa segue a sina da elite MPB e lança mais um disco ao vivo, desmembrado do álbum anterior de estúdio, A Pele do Futuro (2018). Em contradição com o título, o show se fundamenta no passado, e privilegia os tempos românticos e tristes de Fatal (1971), quando Gal ficou no Brasil, resistiu e se fez porta-voz dos tropicalistas...