Embora reconheça a prescrição parcial de um processo de 2012, o Tribunal de Contas da União (TCU) estabeleceu em sessão plenária do último dia 17 que a Força Sindical e Paulo Pereira da Silva, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), devem devolver aos cofres públicos a quantia de R$ 1.276.173,50. Originalmente, a dívida alcançava R$ 36 milhões e era objeto de um recurso de reconsideração no TCU por parte da defesa de Paulinho da Força e da Força Sindical, entidade que ele preside. O fato curioso é que Paulinho, integrante do Centrão da Câmara dos Deputados, é atualmente o relator do projeto da chamada “Lei da Anistia”, que propõe mudar a dosimetria de penas do Supremo Tribunal Federal (STF) para beneficiar condenados pela tentativa de golpe de Estado de janeiro de 2023.

O montante de R$ 36 milhões que é foco da ação no Tribunal de Contas é relativo a contratos celebrados pela Força Sindical com as seguintes instituições: Associação de Promoção do Desenvolvimento Social, Força Sindical do Estado do Paraná e de Minas Gerais, Instituto Millenium de Pesquisa, Desenvolvimento, Ensino Profissionalizante e Ação Social, Instituto Latino Americano de Ação Social, Pesquisa e Educação Profissional, Fundação João Domini, Instituto de Pesquisas, Estudos Culturais e Educacionais (Ipece) e Instituto Inesp de Treinamento. A instituição citada pelo TCU no escopo do caso é o Ministério do Trabalho e do Emprego.

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