Alexandre Aleluia com seu padrinho político, Jair Bolsonaro, a quem deu uma camisa do Bahia

O Ministério do Turismo nomeou na manhã desta quarta-feira, 8, o advogado Mauricio Fernando Andrade da Costa como Secretário Especial de Cultura substituto do governo federal. Costa é o segundo advogado do bolsonarista baiano Alexandre Aleluia a assumir cargo no alto escalão da cultura – Aleluia é candidato a deputado federal pelo PL da Bahia. Antes, um sócio de Aleluia em negócios de segurança privada, o ex-PM André Porciuncula (ele e Aleluia são donos da Alpen Segurança Patrimonial), ocupava o cargo de secretário Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura. Exonerado para também ser candidato pelo PL da Bahia, Porciuncula deixou em seu lugar outro advogado de Aleluia, Lucas Jordão Cunha, atual Secretário Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura.

Um exame nas atividades pregressas de Mauricio Fernando Andrade da Costa mostra que ele advogou para Aleluia, ao lado de Lucas Jordão, numa missão negacionista, um processo movido contra o governo da Bahia em 2020 por este ter decretado toque de recolher em Itabuna e Ipiaú durante a fase mais aguda da pandemia do Coronavírus, que vitimava milhares todo dia. Os dois advogados pediram um habeas corpus coletivo para os habitantes da cidade circularem livremente das 20 horas às 5 horas da manhã. Perderam, o habeas corpus foi indeferido pela Justiça.

O secretário Especial da Cultura titular é atualmente Hélio Ferraz de Oliveira, que assumiu em março. O bizarro é que, em sua ausência, a cultura nacional está praticamente nas mãos de uma banca de advogados de Alexandre Aleluia (inexpressivo ex-vereador da capital baiana). São eles que decidem tudo sobre a política de cultura do País – não é exatamente ameaçador, já que a única política desenvolvida por essa gestão é a do desmonte e da desarticulação dos mecanismos republicanos de administração pública.

 

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