Bombeiros trabalham para controlar o fogo em prédio de apoio da Cinemateca Brasileira, na Vila Leopoldina, em São Paulo FOTOS: Jotabê Medeiros/Farofafá

Saiu nesta segunda-feira, 18, no Diário Oficial da União, o resultado do Chamamento Público publicado pelo governo federal para escolher uma nova instituição gestora para a Cinemateca Brasileira, maior acervo audiovisual da América do Sul e há quase dois anos fechada, sob risco. A Portaria 62 definiu que a Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC) obteve a pontuação máxima no edital (nota 10), superando seu concorrente mais forte, o Centro de Gestão e Controle (Cegecon), que teve nota 3 e deixou a desejar em três alíneas do edital. Também foi inabilitada uma proposta de pessoa física, de Cristina Vaz Duarte da Cruz, por não atender às condições previstas. Haverá agora 15 dias para a contestação do resultado,

A Sociedade Amigos da Cinemateca tem sede em São Paulo, na Vila Mariana, e é presidida por Carlos Augusto Calil, um dos maiores especialistas em cinema brasileiro do País, e tem sido extremamente crítica da condução das políticas de gestão da Cinemateca. A instituição tentou assumir a gestão de forma temporária em fevereiro, mas não obteve sucesso. Em agosto, um dos galpões da instituição pegou fogo na Vila Leopoldina, ficando quase que inteiramente destruído.

A SAC vai dispor, segundo o secretário Especial de Cultura, Mario Frias, de R$ 14 milhões para gerir a instituição em 2022 – no Edital de Chamamento, estava estabelecido R$ 10 milhões, mas houve uma promessa do governo de ampliar esse recurso após o incêndio. A SAC geriu a Cinemateca, por meio de um Termo de Parceria, entre 2008 e 2013, e tinha uma pendência com a instituição pela sua condução da administração do acervo, mas fez um acordo com o governo e quitou o débito para poder participar do Chamamento. Depois da SAC, a Cinemateca foi administrada pela Rede Nacional de Pesquisa (RNP, entre 2014 e 2015) e pela Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp, entre 2016 e 2018, quando teve o contrato rompido pelo atual governo federal).

 

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