Ancine
Operários que foram encarregados de arrancar cartazes de filmes colados por manifestantes no tapume da sede da Ancine, no Rio

O presidente Jair Bolsonaro publicou hoje decreto no qual nomeia os novos integrantes da sociedade civil ao Conselho Superior de Cinema (CSC) para um mandato de dois anos, assim como seus suplentes. O Conselho, definido pelo Estado brasileiro como o órgão máximo para a formulação de políticas públicas do cinema e do audiovisual, não se reunia desde dezembro de 2019. Ele começou a se desmilinguir na gestão de Michel Temer, quando importantes conselheiros pediram desligamento após reunião tumultuada com o então ministro da Cultura.

Os novos nomeados são em sua maioria representantes do grande negócio do entretenimento audiovisual, casos da produtora Daniela Busoli (da série cinematográfica Os Parças e do infanto-juvenil Lucas Netto) e Mônica Pimentel (da Discovery Brasil). Entre os representantes da sociedade, estão big shots como Rafael Lazarini (da Live Nation) e o advogado Roberto Drago Pelosi Jucá (ex-sócio do escritório Cesnik, Quintino e Salinas). Outros nomes designados são: Márcio Alcaro Fraccaroli, Marcos Rocha Magalhães e Marcos Alberto Sant’Anna Bitelli. Um conselheiro foi reconduzido: Hiran Silveira.

A lei estabelece que o colegiado do CSC, responsável pelas políticas públicas para o setor, deverá ser formado, além de nomes fixos do governo (quem o presidirá será Mario Frias, secretário Especial de Cultura), por seis especialistas em atividades cinematográficas e audiovisuais, representantes dos diversos setores da indústria cinematográfica e videofonográfica nacional (que gozem de elevado conceito no seu campo de especialidade, tenham destacada atuação no setor e interesse manifesto pelo desenvolvimento do cinema e audiovisual brasileiros) e mais três representantes da sociedade civil, com destacada atuação em seu setor e interesse manifesto pelo desenvolvimento do cinema e do audiovisual brasileiros.

 

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