Capa do CD Dínamo, de Lô Borges
Com parceria do letrista Makely Ka, o mineiro Lô Borges lança Dínamo, 48 anos depois que apresentou pela primeira vez seu canto no Clube da Esquina

Vão-se 48 anos desde que o mineiro Lô Borges apresentou pela primeira vez seu canto morno e sereno, aos 20 anos, no álbum coletivo Clube da Esquina, liderado por Milton Nascimento. O novo Dínamo é um sucessor maduro do mitológico “disco do tênis”, também lançado em 1972, logo após a chegada de Clube da Esquina. O traço distintivo da nova empreitada é a parceria, em todas as dez faixas, com o letrista piauiense (radicado mineiro) Makely Ka, de 44 anos. Outro discípulo, o também mineiro Samuel Rosa, participa cantando a faixa-título ao lado do mestre hoje com 68 anos. Títulos como O Caos da Cidade, Refúgio, Desvario e O Mundo Gira Sobre Si dão dimensão do ambiente que ronda a nova safra de rocks rurais.

O novo parceiro mantém-se fiel aos humores do Clube da Esquina, mas ao mesmo tempo dá um ar menos abstrato e enigmático às letras cantadas por Lô. Controlei meu humor com lítio/ mas o amor aguarda o crivo/ se perdi meu livre arbítrio/ é por você que estou vivo, diz Lava do Vesúvio. Dínamo volta ao imaginário de um dos clássicos musicados por Lô, Para Lennon e McCartney, aquela canção que suplicava aos ídolos que eu sou da América do Sul/ eu sei, vocês não vão saber. Diz o novo tema, tão melancólico como sempre, e ainda olhando para dentro: O sol nasceu de madrugada/ e o céu ganhando tons de azul/ lembrei da nossa caminhada/ pelos confins da América do Sul.

Dínamo. De Lô Borges. Deck.

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