Capa do álbum Som Imaginário
O álbum de estreia de Som Imaginário, do supergrupo que acompanhava Milton Nascimento e Gal Costa, é remasterizado e reeditado em vinil de 180 gramas

O álbum de estreia de Som Imaginário, supergrupo que acompanhava Milton Nascimento e Gal Costa, é remasterizado e reeditado em vinil de 180 gramas

Há 50 anos, o supergrupo Som Imaginário deixou de ser tão-somente uma banda de apoio para momentos luminosos das jovens trajetórias de Milton Nascimento e de Gal Costa e fixou impressão digital indelével na história da música brasileira, com o álbum de estreia Som Imaginário, relançado agora pela fábrica Polysom no formato de vinil de 180 gramas remasterizado. Constituído no eixo Rio-Minas Gerais pelos músicos Wagner Tiso (piano), Zé Rodrix (órgão), Fredera (guitarra-solo), Tavito (guitarra-baixo), Luiz Alves (baixo) e Robertinho Silva (bateria), o Som era puro rock psicodélico à moda brasileira, conduzido de modo totalmente autoral e original.

A maioria das faixas era instrumental ou povoada, no máximo, por trechos cantarolados (Morse) ou povoados por onomatopeias (Super-God). O padrinho Milton participava cantarolando o Tema dos Deuses, composto por ele próprio. As letras, não muitas, eram por demais eloquentes, casos de Pantera, Sábado, Nepal (no Nepal tudo é barato/ no Nepal tudo é muito barato, limitava-se a repetir o libelo hippie) e, sobretudo, Feira Moderna. Teu sorriso é o que eles temem, medo/ (…) independência ou morte/ descansa em berço forte/ a paz na Terra, amém, dizia (e volta a dizer agora) essa última, composta pelos parceiros Beto Guedes e Fernando Brant e destinada a constar de qualquer antologia da maior música brasileira.

Som Imaginário. Polysom/Universal.
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