Cena de 'AI-5, uma reconstituição cênica' - Foto Felipe Sales
Cena de 'AI-5, uma reconstituição cênica' - Foto Felipe Sales

AI-5, uma reconstituição cênica, com o coletivo Ato de Resistência, está em cartaz no Teatro Arena dentro do projeto Ocupação Conta AI-5, com apresentações entre 12 e 26 de outubro, aos sábados e domingos. Em cena, 21 artistas reproduzem as falas da reunião entre o presidente Costa e Silva e seus ministros para aprovar o Ato Institucional nº 5, que fez recrudescer a violência do Estado, mas buscando ligar a fatídica data de 13 de dezembro de 1968 com o momento atual, premido por discursos fascistóides. A peça tem direção de Paulo Maeda.

A peça é uma das atrações do projeto Ocupação Arena conta AI-5. E é simbólico retomar os conceitos do Teatro do Oprimido, no qual se buscou dar condições para o emponderamento de grupos oprimidos na sociedade, para pensar 2019 a partir de um teatro de esquerda.

No histórico Teatro de Arena, fundado em 1953 como espaço aglutinador de artistas engajados nas peças políticas e sociais, ocorreram as igualmente históricas encenações de Arena Conta Zumbi (1965) e Arena Conta Tiradentes (1967). Por trás desse espaço e dessas montagens, estava Boal. Na época, o Arena enfrentava dificuldades materiais, mas já era uma referência da resistência à ditadura civil-militar.

A ocupação cultural tem ainda pocket shows, oficinas de interpretação, debates e leituras dramáticas, como a de Um elefante no caos, de Millôr Fernandes, no espaço da Cia do Feijão, A mancha roxa, de Plínio Marcos, e de A revolução partida, de Murilo Dias César, no Arena. Dentro da programação, as sextas-feiras foram reservadas para manifestações livres de grupos e artistas convidados.

Ocupação Arena conta AI-5. No Teatro Arena (Rua Teodoro Baima, 98, em São Paulo) e na Cia do Feijão (Rua Teodoro Baima, 68), de 12 a 29 de outubro.

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