Usava um chapéu de pele de castor com rabicho.
No começo do episódio, jogava uma machadinha e ela voava veliz, abrindo uma árvore ao meio, e era ali que apareciam os créditos: DANIEL BOONE.
Morreu ontem o velho Fess Parker, herói das minhas tardes de infância como o pioneiro Daniel Boone.
Nunca houve, nas florestas do Kentucky, alguém que fosse tão boa influência: era correto, honesto, alto como um cipreste e tinha uma família de dentes ótimos, filho falante e mulher loiríssima, e o nome dela nunca saiu da minha cabeça: Becky (ou Rebecca).
Era um daqueles heróis que não teria vivido 10 segundos na TV da era do politicamente correto.
Primeiro, porque tinha um índio bom ao seu lado, Mingo, que o ajudava a combater os índios maus (todos os outros).
Daniel Boone vendia peles de castor, urso e outros bichos num entreposto feito de troncos de sequóia jovem. Montava armadilhas que pareciam ratoeiras e as cobria de folhas secas.
Daniel Boone não tinha medo de nada, e seu rifle de um tiro só apenas encontrava concorrência nos gibis do Ken Parker.
Todo mundo tinha nome bíblico por ali: Daniel, Gideão, Jericho, Israel.
E ainda por cima tinha aquela musiquinha (parecida com a de outro seriado inesquecível, Bonanza), que enchia os ouvidos de todos nós, e deixava a gente mais feliz do que o mandiopã da avó do Hideki.

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4 COMENTÁRIOS

  1. além de conocier lo que tienes, el pajaro entrega la edad…. só lembro de referência ao mandiopã no tempo de la blanquita que servia-se solamente em plato calientado, wherever, nostra generacion enlutada…. gracias, jotabe por tu pena! tu verve e tus recuerdos, um último brinde ao cabra do gorro de guaxinim!!!!!

  2. Oi Jotabê. Meu nome é Melissa e estou fazendo assessoria para a banda Fábrica de Animais. Você pode passar seu e-mail para eu mandar material dos próximos shows? Obrigada! Abraço, Melissa

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