quarta-feira, fevereiro 19, 2020

Billy Blanco e a bossa de protesto

  Se é verdade que grandes gênios musicais rebobinam o tempo de modo a inventar seus precursores, então o carioca Tom Jobim é o inventor do paraense Billy Blanco, que morreu hoje, aos 87 anos de idade. Tom e Billy foram parceiros musicais entre 1954 e 1955, quando ainda não existia bossa nova. Billy já havia lançado a pândega "Estatuto de...

A bossa nova de subúrbio de Ed Lincoln

  Fazendo mais uma vez o que as gravadoras ditas "grandes" (ou ex-grandes) não ousariam fazer, o selo carioca Discobertas, de Marcelo Fróes, tira do ineditismo no formato CD seis títulos originais do organista e pianista cearense (radicado carioca desde 1951) Ed Lincoln, lançados entre 1960 e 1966,  pelo extinto selo Musidisc, do ex-cantor Nilo Sérgio. No início dos anos 1960, Nilo centralizava...

Wilson Simonal, o bode ainda na sala

  (Texto originalmente publicado na revista "Caros Amigos" 171, de junho de 2011.)   Lá se foram 40 anos desde que o cantor Wilson Simonal foi pela primeira vez acusado de ser um “dedo-duro”, um colaborador da ditadura militar plantado na frente avançada da música popular brasileira. Ele permanece sendo o incômodo bode na sala da história heroica da MPB de seu...

O disco perdido de Marcos Valle

  Em 1966, o jovem músico carioca Marcos Valle havia lançado seus dois primeiros álbuns e preparava o terceiro. Samba "Demais" (1964) e O Compositor e o Cantor Marcos Valle (1965) eram dois discos ortodoxos de bossa nova, o primeiro com "Ela É Carioca", "Ilusão à Toa" e a autoral "Sonho de Maria", o segundo com as autoralíssimas "Samba de...

Os tais caquinhos

Eu tinha recém-terminado de editar a entrevista de Marina Lima para o iG quando recebi a notícia da morte súbita de minha mãe, dona Zaira, lá em Maringá (PR). Tudo é esquisito demais - "esquisito" é a palavra que mais me ocorre e recorre nestes dias -, e a lembrança de Marina associada à da minha mãe...

João Gilberto, em 10 shows

  Estive em todos os 10 shows que João Gilberto fez em São Paulo a partir de 1997, quando inaugurou a Tom Brasil da Vila Olímpia – obviamente, reclamando do ar-condicionado. Presenciei João mostrando a língua para os convivas sem noção na inauguração do Credicard Hall, em 1999. “Vaia de bêbado não vale”. Estava lá no show do Auditório Ibirapuera...

João Gilberto, um canhoto de mão cheia…

... ou seria destro??? PS: Dica do flautista e saxofonista Carlinhos Muller, um cartunista de mão cheia