A presidenta do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Fernanda Santana Rabello de Castro, abriu nesta segunda-feira, 12, chamamento público para a escolha do novo diretor do Museu da República, no Rio de Janeiro, além de outros seis museus federais.

O ato mostra que Fernanda está “prestigiada” pela Ministra da Cultura, Margareth Menezes, após a inexplicável exoneração do professor Mario Chagas da direção do Museu da República. A demissão de Chagas deixou em pé de guerra as chamadas lideranças de axé do Rio e do País com o MinC – ativistas, instituições museais do mundo todo, lideranças religiosas e militantes da causa afro denunciam autoritarismo e um substrato de preconceito racial na decisão de Fernanda Castro. Após a incorporação, pelo Museu da República, do mais importante acervo de cultos afro no Brasil, a coleção Nosso Sagrado, Chagas implementou no museu a estruturação de um novo conceito, a museologia de terreiro, que compreende abarcar, além da dimensão técnica, as sutilezas ritualísticas e da sacralidade.

Após o afastamento de Chagas, Margareth, que estava de férias, ao reassumir, teve uma reunião com a presidenta do Ibram. Como ativista afro da Bahia, esperava-se que ouvisse os manifestantes. Mas o resultado parece chancelar as decisões do Instituto.

Além do Museu da República, estão sendo selecionados diretores para o Museu Regional de São João del Rey (MG), Museu das Missões (RS), Museu de Arte Sacra de Paraty e Forte Perpétuo de Paraty (RJ), Museu Victor Meirelles (SC) e o Museu Histórico Nacional (RJ). Segundo a reportagem apurou, a reforma museológica é uma orientação que partiu da secretaria executiva do MinC.

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