A cantora caxiense Ludmilla Oliveira da Silva, a Ludmilla, entrou na última sexta-feira, 26, com um processo contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP) por disseminação de fake news sobre sua carreira artística. Ludmilla pede responsabilização do deputado e indenização por danos morais. Frias, ex-secretário Especial de Cultura do governo de Jair Bolsonaro, afirmou em sua conta no Twitter, sendo replicado por milhares de seguidores, que Ludmilla havia captado R$ 4.986.905,00 por meio de incentivo governamental para a produção de um programa de TV batizado de Ludmilla – Solta a Batida, nome de uma canção da artista, de 2019. O programa, no post de Frias, narraria a história de Ludmilla, além de contar com a apresentação da própria artista. 

Saiu hoje no Diário Oficial: quase 5 milhões de reais aprovados para captação, para produção de um programa a ser apresentado em televisão, baseado na história da cantora Ludmilla e apresentado por ela. O verdadeiro L de milhões!”, publicou Frias, além de compartilhar uma foto da cantora ao lado do presidente Lula durante show na Virada Cultural de maio de 2022. Acontece que foi uma “barriga” do deputado: A empresa Filmes do Equador Ltda, responsável pelo projeto Solta a Batida, informou em uma nota pública que Ludmilla não participa do projeto e não tem qualquer vínculo com sua proposta aprovada pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). A produtora disse que até sondou Ludmilla para protagonizar o programa, mas ela recusou, e acabaram convidando outra artista. “Como o projeto já estava inscrito na Ancine, o título não pôde ser alterado neste momento. Por conta das regras da agência, o nome só pode ser alterado após a realização do mesmo, que deve realizar-se em 2024”.

Ludmilla chamou Frias de mal-intencionado, por fazer associação política com a falsa informação. O processo corre no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no Foro Regional da Barra da Tijuca. O advogado da cantora é Henrique Guimarães Vianna.

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