A socióloga Marilia Marton em foto de uma de suas redes sociais

O governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deve confirmar o nome da socióloga e apresentadora Marilia Marton como a nova secretária de Estado da Cultura, substituindo Sérgio Sá Leitão, que sai para dirigir um dos negócios do ex-governador João Doria no grupo Lide.

Marilia Marton integrou o grupo de transição de Tarcísio e tem MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas e é mestranda em Cidades Inteligentes e Sustentáveis na Uninove. Também apresenta um programa na TVWA chamado Dose de Política (antes, integrou a bancada do Papo de Cozinha). Marilia deve gerir 66 museus e instituições culturais da secretaria de Estado da Cultura, além de um orçamento de R$ 611 milhões de reais.

Marilia foi chefe de gabinete da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo durante a gestão de Gilberto Kassab (PSD), que apoiou a candidatura de Tarcisio. Kassab será o secretário de governo de Tarcísio e tem sido apontado como um dos principais conselheiros do futuro governador para a composição do secretariado. A socióloga também trabalhou no governo de Fernando Haddad, do PT, futuro Ministro da Fazenda. Politicamente, se for confirmado mesmo o nome de Marilia, significa que Tarcisio dá um “chapéu” no grupo de Eduardo Bolsonaro, composto por negacionistas e mercenários da guerra cultural olavista que deixou em ruínas a área da cultura federal.

A atual fórmula de gestão da cultura paulista, escorada na ação de organizações sociais , tem sido objeto de grande contestação no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Somente uma das OS que o governo utiliza em sua estratégia de gestão, a APAA (Associação Paulista de Amigos da Arte), administra verbas mais vultosas que muitos governos estaduais do País e seu núcleo diretivo é intimamente ligado ao secretário de Cultura de plantão.

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