Meu cofrinho de amor. Capa do single. Reprodução
Meu cofrinho de amor. Capa do single. Reprodução

Nome pouco conhecido como o de tantos outros brasileiros igualmente geniais, o potiguar Elino Julião (1936-2006) completaria hoje (13) 86 anos. Autor de clássicos como “O rabo do jumento” e “Rela bucho”, o artista chegou a ser reverenciado em vida por nomes como Lenine e Zeca Baleiro, que duetaram com ele em disco, nas citadas composições.

O maranhense, aliás, é um mestre no ofício de valorizar nomes menos conhecidos de gerações a que às mais novas não chegam com uma simples googlada. Está na missão desde seu disco de estreia, “Por onde andará Stephen Fry?” (1997), que trazia participações especiais de Genival Lacerda (1931-2021) e Wanderléa, para ficarmos em poucos exemplos.

A cantora Bárbara Eugênia é outra que, ao regravar o clássico “Por que brigamos?” (“I am, I said”, de Neil Diamond, versão de Rossini Pinto), sucesso de Diana, apontou as antenas de milhares de ouvintes, sobretudo mais jovens, país afora para a obra da cantora que, mais que ex-mulher de Odair José, ajudou a consolidar a música romântica que viríamos nos acostumar a chamar, simples assim, de brega. Tudo isso com uma mãozinha de Raul Seixas (1945-1989), autor do clássico “Ainda queima a esperança” (ele então assinava Raulzito, nome artístico da época dOs Panteras), do repertório de Diana, seu produtor e guitarrista do primeiro disco de seu ex-marido. Não à toa a capa do single tem ar kitsch.

Bárbara Eugênia disponibilizou hoje, nas plataformas de streaming, sua regravação para “Meu cofrinho de amor”, outro clássico da lavra de Elino Julião. “Anos atrás, chamei o Dj Tide para fazer uma versão dessa música depois de ser apresentada à mesma por outro amigo dj, o Zalma. Tide, como sempre, arrasou! Mas a música nunca foi lançada oficialmente”, explica a cantora no material de divulgação enviado aos meios de comunicação.

Ela canta com o acompanhamento do dj Tide (arranjo, programação e instrumentos virtuais), com produção dele e Zeca Baleiro, mixagem de Evaldo Luna e masterização de Felipe Tichauer. Elino Julião completaria hoje 86 anos e certamente estaria feliz com a homenagem.

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