Sede do Museu Imperial, em Petrópolis

O Museu Imperial contratou na tarde desta quarta-feira, 27 de julho, um laudo de estudos geológicos, hidráulicos e estruturais em todo o sítio da instituição para avaliar o impacto das fortes chuvas de janeiro e fevereiro deste ano no prédio do palácio e anexos do museu, em Petrópolis (a 64 km do Rio de Janeiro, na região serrana). O estudo deverá ser concluído em 60 dias e custou 740 mil reais. A instituição abriga tesouros da história da monarquia no país, tendo em destaque as joias imperiais (como as coroas de dom Pedro I e dom Pedro II, um colar de ouro, esmeraldas e rubis com insígnias do império que pertenceu à imperatriz dona Leopoldina, o colar de ametistas da Marquesa de Santos e a pena dourada que foi usada pela princesa Isabel para assinar a Lei Áurea).

Em fevereiro, quando Petrópolis sofreu uma série de intensas chuvas que destruíram parte expressiva da cidade, deixando cerca de 240 mortos e 600 desabrigados, o Museu Imperial ficou ilhado. O palácio foi construído entre 1845 e 1862 e era a residência favorita de veraneio do imperador Pedro II. No dia 15 de fevereiro, a região central da cidade de Petrópolis, onde fica o museu, ficou alagada, impedindo o acesso e a saída de funcionários e visitantes. Na época, a direção do museu acalmou a opinião pública com uma nota informando que não tinha registrado danos ao acervo e ao palácio central, mas salientando que o entorno sofrera abalos e a Defesa Civil fora acionada para avaliar as estruturas e edificações da construção.

“Dois prédios do Complexo, onde funcionam o refeitório e vestiário dos funcionários, estão comprometidos em decorrência de um deslizamento no terreno anexo. Ambos foram interditados por medidas de segurança. Uma pequena barreira atingiu os fundos do Pavilhão das Viaturas (carruagens imperiais), porém não houve danos”, informou a nota do museu. O expressivo valor do laudo contratado agora mostra que a preocupação é mais profunda. O Museu Imperial é um dos sítios fundamentais dos festejos do Bicentenário da Independência, em setembro, e encontra-se normalmente aberto para visitação neste momento.

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