A Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro

O governo de Jair Bolsonaro recuou nesta terça-feira, 8 de março, na nomeação do capitão de Mar e Guerra da Marinha, Carlos Fernando Corbage Rabello, para a presidência da Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Quinze dias após nomear o oficial, o governo o exonerou e o devolveu, no mesmo dia, para a direção executiva da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), para o mesmo cargo de onde o tinha tirado.

A nomeação-relâmpago de Corbage Rabello (que é de uma tradicional família de militares e PMs do Rio de Janeiro com atuação em áreas de milícias) tem diversas interpretações internas no governo. Seu nome teria sido recusado por Mario Frias, secretário Especial de Cultura, e a nomeação bancada por Gilson Machado, ministro do Turismo, a quem Frias é subordinado. Ou seja: o sobe-desce tem origem em uma queda-de-braço entre olavistas e militares. Mas a reação contrária à nomeação de um militar para uma das mais importantes instituições de referência da literatura nacional pode ter sido o motivo. De qualquer modo, é patético, ilustrando não apenas o desprestígio das Forças Armadas, usadas como joguete no atual governo, mas também o grau de desimportância que as instituições culturais têm para os bolsonaristas.

O militar iria ocupar o cargo deixado vago por Rafael Nogueira, olavista que foi nomeado em 17 de fevereiro para ser Secretário Nacional de Economia Criativa da Secretaria Especial de Cultura – especula-se que Nogueira vá assumir a Secretaria no lugar de Mario Frias, que pensa em sair para tentar a eleição para deputado por São Paulo.

 

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