Cinemateca Brasileira, na Vila Mariana, em São Paulo

A organização social Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC), que, no último dia 29 de dezembro, assumiu pelos próximos 5 anos a gestão da Cinemateca Brasileira, aprovou na semana passada a captação de recursos, via Lei do Audiovisual, para a conservação e catalogação de 3 mil rolos de filmes de nitrato de celulose em situação de risco na instituição (esses rolos concentram 1,8 mil produções).

O projeto, denominado Nitratos da Cinemateca Brasileira, visa captar 13 milhões de reais da iniciativa privada até dezembro de 2022 para salvamento do material fílmico, inspeção, diagnósticos, procedimentos laboratoriais, duplicações, catalogação, registro e referenciação. O nitrato de celulose é o material mais facilmente entra em autocombustão, situação que já ocorreu por quatro vezes na Cinemateca (a última tinha sido em 2016 e destruiu 1.005 filmes). No total, a Cinemateca abriga cerca de 240 mil rolos de filme, com 41 mil títulos diferentes e um milhão de itens, mas o material de nitrato de celulose é o mais delicado e inflamável.

O governo federal divulgou no último dia 30 que já foi assinado o contrato repassando a gestão da Cinemateca para a SAC, com a transferência de 7 milhões de reais da primeira parcela dos 77 milhões de reais que serão investidos até o final do contrato (15,4 milhões por ano).

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