O presidente Jair Bolsonaro editou um decreto na última terça-feira, 5, em edição extra do Diário Oficial da União, prorrogando por mais 9 meses o prazo de reabsorção temporária da Cinemateca Brasileira pelo governo federal. Agora, o governo federal vai ficar até 5 de julho de 2022 na Cinemateca – a retomada da instituição tinha sido firmada por outro decreto em 20 de novembro de 2020, o que permitiu à Secretaria Especial de Cultura entrar na sede da Cinemateca, na Vila Mariana, em São Paulo, sob escolta da Polícia Federal.

O decreto foi editado justamente no dia em que venceu a reabsorção temporária da Cinemateca, que ia até 5 de outubro. Além de prorrogar o prazo de tutela da Cinemateca, o decreto editado na terça também transfere do Ministério da Economia para o do Turismo, gestor da Cinemateca, quatro Cargos Comissionados Executivos (CCE), presumivelmente destinados a servidores que trabalharão na Cinemateca, hoje fechada e parada há mais de um ano.

O governo federal anuncia para dezembro a escolha da nova instituição gestora da Cinemateca Brasileira, que foi objeto de um edital de chamamento público. Essa organização vai ter R$ 14 milhões em 2022 para administrar a Cinemateca. Mas o decreto de Bolsonaro mostra que os bolsonaristas não pretendem sair daquele que é o maior acervo de audiovisual da América do Sul.

 

 

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