O cantor e compositor PC Silva. Foto: Rafael Moura/ Divulgação
O cantor e compositor PC Silva. Foto: Rafael Moura/ Divulgação

Não é de hoje que as aberrações perpetradas cotidianamente pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido) têm inspirado reações de artistas, as mais diversas. Natural de Serra Talhada/PE, PC Silva lançou em agosto passado o elogiado “Amor, saudade e tempo”, seu disco de estreia, com participações especiais de Ceumar e Mônica Salmaso – dele, Ney Matogrosso gravará “Estranha toada” (parceria com Martins), em seu próximo álbum.

O artista disponibilizou hoje o videoclipe da autoral “Loja de chocolate”, cujo título alude a um dos tantos escândalos envolvendo a família Bolsonaro, a investigação de lavagem de dinheiro operada em uma empresa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ), filho do presidente da república.

A faixa refaz a trágica trajetória brasileira desde as jornadas de junho (em 2013) até os escândalos recentes do governo federal, cuja tarefa de catalogar, sabemos, parece ser missão impossível. A música de PC Silva equilibra-se numa equação que tem delicadeza poética e potência política: não escapam ao olhar atento do artista o gabinete do ódio, o machismo e a misoginia que golpearam Dilma Rousseff, a parcialidade de Sérgio Moro no processo que condenou Lula sem provas pavimentando a estrada para a anticiência bolsonarista e a desastrosa gestão da pandemia.

Num país que facilita o acesso de armas à população e dificulta o acesso a livros, cada um luta com as armas que têm. PC Silva (voz e violão) é acompanhado por Thiago Rad (guitarra e baixo), Rostan Junior (bateria) e Gilú Amaral (percussão).

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Assista o videoclipe:

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