Nilson Belchior e a cantora Daíra durante intervalo de gravação de videoclipe de música de Belchior

Morreu vítima da Covid-19 nesta sexta-feira, 16, às 12h30, em Fortaleza, um dos irmãos do cantor Belchior, Nilson Belchior Fernandes, aos 73 anos. Após o velório às 8 horas deste sábado, 17, no Complexo Ethernus, na Aldeota, seu corpo será enterrado ao lado do de Belchior, no jazigo da família no Cemitério Parque da Paz, no Passaré, em Fortaleza.

Nilson era o 15º dos 23 irmãos de Belchior (Antonio Carlos Belchior era o 13º filho de Otávio e Dolores), nascera em 13 de janeiro de 1948 em Sobral, Ceará. Tinha sido internado no Hospital da Unimed, na capital, com a esposa, ambos com Covid-19, em quartos separados. Ela sofria de diabetes, o que requeria cuidados especiais, mas seu estado de saúde estabilizou e lhe deram alta. Nilson, que sofreu um AVC há alguns anos, tinha problemas no pulmão e morreu menos de uma semana após ser internado.

Quando da concorrida despedida do cantor Belchior (1946-2007), há quatro anos, um genro de Nilson, o cirurgião plástico, psicoterapeuta e escritor Russen Moreira Conrado, propôs ao sogro um exercício de possibilidades: e se, em vez de ter desaparecido para sempre, Belchior tivesse retornado um dia, feito shows por algum tempo, retomado a carreira, voltado a fazer o que mais amava, e depois morresse de infarto, será que haveria tanta comoção em torno de sua morte? Nilson Belchior lhe respondeu: “Meu filho, enquanto há vida há esperança; mais vale um cão vivo do que um leão morto”.

Nilson guardava uma preciosa memorabilia da carreira de Belchior e da família em sua casa, e jamais se recusava a ceder material para pesquisadores e jornalistas. Algumas das fotografias de família contidas na biografia Belchior – Apenas um rapaz latino-americano, publicada pela Todavia Livros, foram cedidas por ele. Em 2018, ele participou de vídeo da cantora Daíra, de Niterói, que gravou Princesa do Meu Lugar, música do compositor e cantor cearense que nunca foi gravada pelo artista em um disco.

 

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