Emicida, Majur e Pablo Vittar - foto Jeferson Delgado
Emicida, Majur e Pablo Vittar no Theatro Municipal - foto Jeferson Delgado

Os artistas que examinam questões como identidade, memória, posicionamento público, eficácia e balanço (tudo ao mesmo tempo agora) destacaram-se com obras maduras e clássicas. Jorge Mautner é normal, sempre soube como fazer. Mas agora se juntam a ele, na lista dos melhores discos de 2019, seus notáveis discípulos, como BaianaSystem e Emicida.

1) AmarElo, Emicida

Só por ter reverenciado verso imortal de Belchior, já estaria aqui na mira. A reversão das expectativas em direção ao transuniverso, entretanto, já fez desse aqui um clássico. Há um tanto de artifícios tropicalistas, outro tanto de tributo, outro tanto de exame de consciência. Não é por acaso que está em todas as listas. (Jotabê Medeiros)

2) Não Há Abismo em Que o Brasil Caiba. Jorge Mautner

Com Não Há Abismo em Que o Brasil Caiba (título extraído de uma frase do filósofo português Agostinho da Silva), Mautner, aos 78 anos, acaba fazendo o manual de resistência civilizacional que nem Caetano nem Chico, ocupados na guerra de contra-informação e acuados pelo fascismo das redes sociais, lograram fazer. De beleza aguda e urgência filosófica, é o disco mais importante desta safra da MPB. (JM)

3) O Futuro Não Demora. BaianaSystem. Máquina de Louco.

No terceiro álbum da discografia, o grupo baiano consolida sua sonoridade afrofuturista e seu discurso afirmativo, resgata a dupla conterrânea Antonio Carlos & Jocafi do esquecimento e reúne nomes como Manu Chao (em “Sulamericano”), BNegão, Curumin, Edgar, Vandal e a Orquestra Afrosinfônica. (Pedro Alexandre Sanches)

Veja os votos de quem selecionou “Os melhores discos de 2019”:

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