Sesc_Videobrasil: Mohau Modisakeng, sul-africano, realiza performance inspirada em imagens de Marc Ferréz de 1882
Cena de performance de Mohau Modisakeng - Foto Divulgação

O historiador e cientista político norte-americano Benedict Anderson preocupava-se com a falta de rigor no uso do conceito nacionalismo nas sociedades modernas. Em 1983, escreveu Comunidades Imaginadas, seu livro mais conhecido e traduzido em mais de 20 idiomas, no qual estabeleceu uma nova forma de compreender como as pessoas se conectam entre si. Uma nação pode ser do tipo “imaginada” quando, mesmo que as pessoas não se conheçam, há um sentimento, em cada um de seus habitantes, da imagem que a sua comunidade representa. Esse conceito ampliado de comunidade serviu de inspiração para dar o tema da 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc Videobrasil, recém-aberta no Sesc 24 de Maio, com uma exposição que vai até 2 de fevereiro.

Os artistas foram desafiados em pensar em diferentes comunidades imaginadas na qual as fronteiras tradicionais nem fazem tanto sentido. Servem de exemplo comunidades em que os laços se dão por questões identitárias ou de gênero, de situação legal (os refugiados ou os clandestinos, por exemplo), por experiências fictícias.

A partir de 2.280 inscrições, de 105 países, os curadores Gabriel Bogossian, Luisa Duarte e Miguel López, a diretora artística Solange Farkas e mais um júri de seleção (Alejandra Hernández Muñoz, Juliana Gontijo e Raphael Fonseca) conceberam uma exposição com mias de 60 obras e duas coleções, criadas por 55 artistas de 20 países. Embora o foco da bienal Sesc Videobrasil privilegie as obras audiovisuais, houve produções de pinturas, fotografia e instalação.

Veja abaixo uma galeria de imagens expostas no Sesc 24 de Maio:

Ga Bose Gangwe | Mohau Modisakeng

21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc VideoBrasil / Comunidades Imaginadas. No Sesc 24 de Maio, no centro de São Paulo, até 2 de fevereiro de 2020.

 

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