Teresa Cristina e Carlinhos 7 Cordas

 

 

Ela chamava Elton Medeiros de Seu Antonio. Começou a cantar seguindo a trilha de Candeia. Fez um disco duplo com Paulinho da Viola. Passou meses ao lado de Caetano Veloso, abrindo sua turnê internacional pela Europa, Estados Unidos e Ásia.

Vascaína roxa e portelense mais ainda, a cantora e compositora Teresa Cristina, uma das maiores vozes do samba contemporâneo, se apresenta em um show para muito muito muito poucos nas noites destas terça e quarta, 10 e 11 de setembro, às 20 horas, em São Paulo. Ela canta acompanhada pelos bamba Carlinhos 7 Cordas ( produtor e violonista e discípulo de Raphael Rabelo) no Baretto, o piano-bar do dispendioso hotel Fasano, nos Jardins (Rua Vittorio Fasano, 88). Cabem apenas 65 pessoas e o ingresso para o show No Tempo da Delicadeza custa R$ 170, mas se há algo que vale a pena é essa noitada.

Teresa vem do show Um sorriso negro, resgate de compositores negros que ela empreendeu acompanhada de um time só de intérpretes femininas. Nessa minitemporada no Baretto, ela vai cantar Cartola, Paulinho da Viola, Zé Kéti, Noel Rosa, Chico Buarque, Caetano Veloso, Paulo Vanzolini, Sueli Costa e Gonzaguinha. Nascida em Bonsucesso e criada na Vila da Penha, subúrbio carioca, Teresa Cristina Macedo Gomes surgiu para as grandes plateias como anfitriã de um show memorável com a Velha Guarda da Portela no final dos anos 1990. Ouvi-la é privilégio raro.

 

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Jotabê Medeiros, paraibano de Sumé, é repórter desde 1986 e autor de Belchior - Apenas um Rapaz Latino-Americano (Todavia, 2017), Raul Seixas - Não diga que a canção está perdida (Todavia, 2019), Roberto Carlos - Por isso essa voz tamanha (Todavia, 2021), O Último Pau de Arara (Grafatório, 2021) e A Culpa é do Lou Reed (Reformatório, 2024)

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