O adeus de Palhinha

 

 

Morreu essa semana em São Paulo o guitarrista, arranjador e compositor carioca Sydney Cruz do Valle, conhecido como Palhinha.  Quem é fã de Belchior o conhece bem: era da primeira banda de turnê de Belchior depois do sucesso com Alucinação, em 1976. Também colaborou nos discos do cearense. Os violões, arranjos de base e algumas guitarras do clássico elepê Era Uma Vez Um Homem e Seu Tempo, de 1979, são de Palhinha. Voz da América? É Palhinha na guitarra.

Além de Belchior, Palhinha tocou, entre outros, como Raul Seixas, Walter Franco, Rogério Duprat, Toninho Horta, Naná Vasconcelos, Pery Ribeiro, Maria Creuza, Jorge Mello, Célia, Marília Medalha,  Luiz Ayrão, Paulinho Boca de Cantor (no festival de Águas Claras, em 1981, é ele quem está no palco com Paulinho).

Era carioca, mas viveu desde muito cedo em São Paulo. Também morou em Paris (França) e em Colônia (Alemanha). Além de trilhas de cinema, teatro e TV, integrou musicais famosos, como Jesus Cristo Superstar e Hair. Tocava música instrumental três noites por semana no Julinho Clube, uma casa de música na rua Mourato Coelho, na Vila Madalena, em São Paulo. Não foi possível saber até essas linhas finais saber as causas da morte de Palhinha nem sua idade.

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