Morte do marido da cantora Virginie e acidente com pais do guitarrista Alec deixaram apresentação impraticável, segundo baterista
A banda oitentista Metrô, uma das pioneiras do pop nacional e que estava havia 30 anos sem se apresentar ao vivo, deve anunciar nas próximas horas o cancelamento do seu show na Virada Cultural, que seria na madrugada de domingo, às 3 horas. “Vamos cancelar, não há condições. Talvez em julho, quem sabe”, disse há pouco o baterista Dany Roland (que ficou famoso ao estrelar o comercial “Bonita Camisa, Fernandinho” – ele era o Fernandinho).
Há dois motivos para o cancelamento. O primeiro foi a morte, no último dia 7, do diplomata francês Jean Michel Manent, que era marido da cantora da banda, Virginie. Ela vive na França com as filhas e declarou no Facebook que não tem condições emocionais de se apresentar. “E se meu canto ecoasse em outras vozes como as suas, eu estaria aí de alma e coração. Um beijo”, escreveu a cantora, no Facebook.
Os outros integrantes do grupo estavam ensaiando as músicas para apresentá-las de maneira instrumental, sem vocais, mas desistiram essa noite.
O outro motivo é que os pais do guitarrista Alec Haiat sofreram um acidente de carro essa semana e estão internados. O pai do músico está em estado grave.

Virginie Adèle Lydie Boutaud-Manent foi uma musa dos anos 1980. Ex-top model, conheceu os colegas de música no Lycée Pasteur, onde estudavam francês. Em uma época estridente, em que todos buscavam ocupar lugares de líderes geracionais, ela cantava com a delicadeza de uma Nara Leão e tinha um ar nonchalance aristocrático.
A banda se desentendeu quando estava no auge. A cantora então casou com o diplomata Jean Michel Manent nos anos 1990 e abandonou a carreira. Moraram no Uruguai, em Moçambique, na Namíbia e em Madagascar, até que fixaram residência em Saint-Orens-de-Gameville, cidadezinha perto de Toulouse, na França. No último dia 7, ele morreu. Ela está devastada.
Depois do Metrô, os integrantes migraram para muitos campos artísticos, mas a música sempre foi um denominador comum. Dany Roland seguiu carreira no teatro e se mudou para o Rio, onde começou a trabalhar com a diretora Bia Lessa a partir de 1993. Fizeram juntos o filme “Crede Mi” (1996). Ele toca atualmente no grupo Os Ritmistas, como Domenico, Stephane Sanjuan e Zero Telles. Também produziu outros artistas como Chelpa Ferro, Leo Tomassini e Ivor Lancellotti.
Virginie parou por uns tempos com a música, mas voltou a colaborar com o compositor francês Philippe Kadosch (seu parceiro em “Il était une fois”, do disco Crime Perfeito).
Alec Haiat (guitarra) é sócio da Habro, importadora de áudio e instrumentos musicais profissionais. Segue compondo (tem parcerias com a cantora Céu) e foi autor da trilha do filme “O Invasor”, de Beto Brant. Zaviê Leblanc (baixo) é o chef do afamado bistrô La Tartine, instituição de São Paulo.
Yann Laouenan (teclados) tocou durante seis anos com o PR5 (de Paulo Ricardo) e vive atualmente em Jericoacoara.
Eles têm planos de gravar em breve material inédito (com produção de Kassin), fazer uma turnê e um registro da turnê em DVD. Também organizam, com a Sony, o lançamento de uma ediçao comemorativa do disco “Olhar”, que completa 30 anos(1985) esse ano. Será um album duplo: o original e outro extra com raridades, demos, remixes, além de uma edição em vinil.
* Publicado originalmente em El Pájaro que Come Piedra
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Tomara que esses planos de álbum novo, reedição dupla do melhor álbum pop Brasileiro de todos os tempos “Olhar”e dvd com registro ao vivo se concretizem! Amo o Metrô! Amo Virginie!
Tudo que envolve seu anti querido e muito triste de se lidar no momento que todos estiverem psicologicamente preparado tenho a certeza que veremos aquele verdadeiro show de uma das melhores banda de pop rock do Brasil e então teremos uma maravilhosa matéria a se vivenciar