E aí o Ruy Castro quer homenagear o Johnny Alf.

E aí escreve um texto quase totalmente concentrado em provar que não, não houve racismo (“racismo”, entre aspas, ele diz) comtra Johnny Alf.

Cita o êxito de Baden Powell, Jorge Ben, Paulo Moura e Gilberto Gil para demonstrar que Johnny Alf não amargou racismo. Tipo assim, a existência do Pelé prova que não existe racismo no brasil, manja?

Conclusão do Ruy Castro? Johnny Alf não foi reconhecido em vida como merecia por culpa… dele próprio!

Única e exclusivamente por conta de si próprio foi que Johnny Alf morreu sozinho num asilo modesto num subúrbio da “grande” São Paulo. (A propósito, registre-se aqui o nome de um cara que fazia assessoria de imprensa e foi crucial para ele no final da vida: Nelson Valencia.)

E não é que Ruy Castro, nesta manhã chuvosa, se converte no DEMóstenes Torres da bossa nova?

P.S.: Além de negro, Johnny Alf era homossexual. Ao que consta, não havia muitos na bossa nova.

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Editor de FAROFAFÁ, jornalista e crítico musical desde 1995, autor de "Tropicalismo - Decadência Bonita do Samba" (Boitempo, 2000) e "Como Dois e Dois São Cinco - Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa)" (Boitempo, 2004)

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