pete doherty de bike, pete best no rio guaíba, rorschach na telona

O disco mais bacana da estação é Grace/Wastelands, do Peter Doherty. Acústico, cheio de bossa (até um jazz paródico comparece, Sweet By and By), o primeiro álbum solo do líder do Babyshambles foi gravado no Olympic Studios de Londres e tem produção do lendário Stephen Street (The Smiths, Blur). O guitarrista do Blur, Graham Coxon, está no disco, assim como a cantora Dot Allison (na bela faixa Sheepskin Tearaway). E há os Babyshambles Mik Whitnall, Adam Ficek e Drew McConnell. O disco inteirinho pode ser ouvido no MySpace:
http://www.myspace.com/gracewastelands

Sessão meia-boca: os novos discos dos Killers, Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs. Ficaram para trás. Como também já era meia-boca o novo do Oasis, Dig Out Your Soul. Mas o Oasis vem aí. Confirmou as novas datas no Brasil. O disco é claudicante, mas a banda é bacana, e eu admiro a animalidade dos irmãos Gallagher no palco. Estou nessa. Olha a agenda deles:
RIO DE JANEIRO – Citibank Hall – 07/05
SÃO PAULO – Arena Anhembi – 09/05
CURITIBA – Pedreira Paulo Leminski – 10/05
PORTO ALEGRE – Gigantinho – 12/05

Em agosto de 1962, os Beatles deixaram para trás seu baterista de então, Pete Best, e alistaram um narigudinho da banda Rory Storm, que veio a ser universalmente conhecido como “O HOMEM MAIS SORTUDO DO MUNDO”: Ringo Starr. Pois bem: aquele baterista que foi sem nunca ter sido, Pete Best, vem ao Brasil. Ele toca com a banda cover The Beats no dia 28 de março, sábado, às 21 horas, no Teatro do Sesi, em Porto Alegre. Ironia da história: o cara sai da banda e termina a vida tocando (mal) as coisas da banda que deixou escapulir.

Seção Picaretagens Recorrentes: chega às livrarias uma nova biografia “definitiva” de John Lennon, que ganha os headlines. Trata-se de John Lennon: A Vida(Companhia das Letras, 840 páginas, R$ 69), de Philip Norman. Desconfie sempre de algo que promete novas e fabulosas revelações sobre os Fab Four. Cascatol. Quem desembarcou nos Beatles agora acredita em muitas coisas, até que a insinuação de homossexualidade entre John e Brian Epstein é uma “revelação” e que seus delírios freudianos com a mãe são “novidade”. Nada do que Norman conta é não-sabido. Para uma visão apurada e livre de sensacionalismos sazonais, leia The Beatles – Biografia, de Bob Spitz (Larousse, 982 págs., R$ 99), lançado em 2007. Está tudo ali.

Watchmen tem suas deficiências, especialmente no final. Mas tem cenas memoráveis. E Rorschach, na telona, é o mesmo que habitou nossas consciências nos anos 1980 – árido, seco, agoniado & agoniante. O Walter Kovacs do gibi e do filme são a mesma figura ruiva com cara de ferrugem e alma de concreto, mas paradoxalmente uma doce figura. É de trincar os dentes aquela cena de Rorschach na penitenciária, dizendo aos outros presos: “Vocês não entenderam: não sou eu quem está preso aqui com vocês. São vocês que estão presos comigo”. O vingador cuja máscara é um teste psiquiátrico pode até não parecer original hoje, após 3 milhões de exibições do clipe Crazy, do Gnarls Barkley. Mas é duca. Vale o filme.

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