encontro na “rolling stone” do mês uma entrevista muito bacana com deize tigrona, ela, em pessoa. e parei especialmente no seguinte trecho, quando a repórter (adriana alves) pergunta o que mais marcou a funkeira (e moradora de cidade de deus, e ex-empregada doméstica) nas turnês que tem feito fora do brasil. ela responde assim:

“Copenhague [Dinamarca]. Vi um bairro lá que me deixou muito impressionada. Tinha uma galera cantando hip-hop e era uma favela, diferente da que a gente tem aqui, e o que me impressionou foi o fato de estar num restaurante, eu, negra, sentada, e tinha umas crianças loiras dos olhos azuis brincando quase que na lama e quase vindo me pedir comida… Me senti do outro lado da história. Quando vi aquilo, pensei: ‘Meu Deus, como é que pode.’ Só saindo do Brasil para ver que aqui o pessoal reclama de coisas que no mundo afora também tem”.

uma porrada, mas a conclusão dela é genial, não? quem dá mais?

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Editor de FAROFAFÁ, jornalista e crítico musical desde 1995, autor de "Tropicalismo - Decadência Bonita do Samba" (Boitempo, 2000), "Como Dois e Dois São Cinco - Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa)" (Boitempo, 2004) e "Álbum" (Edições Sesc, 2021-2026)

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