O comportamento da torcida brasileira nos Jogos Olímpicos é reprovável. Os torcedores vaiam e xingam a todo momento, desconcentram os atletas e não conseguem se controlar nem na hora do hino. Tudo isso já sabemos e agora o mundo também descobriu.

Mas é um erro tomar a parte pelo todo. O pobre não vaia atleta. O pobre, que forma a maioria do nosso povo, não tem dinheiro para assistir à Olimpíada em seu próprio país. Quem vaia e xinga é, de forma predominante, o torcedor rico que pagou algumas centenas de reais para assistir às competições.

“É o torcedor turista”, resumiu perfeitamente o ex-jogador Junior, comentarista da seleção brasileira. Segundo ele, o torcedor de campeonatos de futebol tem outro comportamento. Já Galvão Bueno, que voltou ao modo ufanista de ser, não cabia em si na quarta-feira 17 de agosto ao ver as pessoas das arquibancadas gritarem “Sai do chão”. É um grito que nunca falta em um show de axé da Ivete Sangalo.

 
O Brasil vencer Honduras por 6 a 0 e se classificar para a final olímpica é motivo de comemoração? É para o torcedor turista, que pagou caro pelo espetáculo. Pouco importa se Honduras é um time que teria dificuldades até para vencer a série B do Brasileirão.

No Maracanã, ecos de “O gigante acordou” foram ouvidos. É de arrepiar, porque esse grito lembra as várias manifestações convocadas por movimentos políticos de direita, como o Vem Pra Rua, desde junho de 2013.

RenaudE não satisfeito o torcedor brasileiro desses jogos olímpicos não só vaia como invade os perfis do atleta francês Renaud Lavillenie, duplamente vaiado no Engenhão depois de sua derrota para Thiago Braz, no salto com vara. Nas redes sociais, havia xingamentos em português, francês e inglês. O que esperar de uma torcida que na Copa do Mundo pagou caro pelo ingresso e xingou impiedosamente a presidente Dilma Rousseff?

Já nessas Olimpíadas, apesar de não haver mais restrições para a aparição de cartazes ou outras manifestações políticos, eles são tão poucos que viram notícia. No dia do ouro de Thiago Braz, um solitário manifestante exibia uma camiseta contra o presidente interino Michel Temer.

“No Maracanã, vaia-se até minuto de silêncio”
Nelson Rodrigues

Não se ensina em lugar algum do planeta regras de etiqueta e de bom comportamento para torcidas em estádios ou ginásios. Elas são massas e agem como tais. Na Europa, jogadores brasileiros são comparados a macacos. Um erro não justifica o outro, mas é bom começarmos a identificar quem está por trás desse comportamento de manada dos torcedores brasileiros.

A TV podia ocupar esse espaço, ensinando desde lá atrás na época dos preparativos, como respeitar os ideais olímpicos. Mas não. Em vez disso, a TV se ocupou de propagandear que alguns atletas são mitos. Estão no Olimpo. O nadador americano Michael Phelps e o velocista jamaicano Usain Bolt, dois dos mais celebrados pela mídia, estão nessa categoria. Bolt manda a torcida se calar e os brasileiros no Engenhão ficam caladinhos. Já os demais atletas mortais são inimigos. E no Brasil pré e pós-golpe os “inimigos” devem ser eliminados.

Não é de se estranhar que em competições de lutas, os torcedores tenham uivado e gritado coisas como “vai morrer” para os atletas adversários. Talvez isso caiba em uma luta de MMA. Talvez nem mesmo ali. Mas esse é o tal do legado olímpico que estamos deixando para nós mesmos.

 

52 COMENTÁRIOS

  1. Sério mesmo que estamos debatendo a vaia? A vaia é livre, é uma manifestação tão válida quanto o aplauso – por que só este ‘pode’?
    Quem não quer ser exposto à vaia que não entre em competição. Em que a vaia prejudica quem quer que seja? Evidente que agressão física é reprovável, porém a vaia, embora claro possa magoar o vaiado, é uma circunstância da vida.

    • A vaia não é algo tão insignificante assim, ela representa a educação e o respeito de um povo, e nós vimos quão desrespeitoso é o povo brasileiro. Acredito que você deve perceber isso no seu dia-a-dia.
      E vaia é sim uma forma de violência e agressão. Já pensou que um atleta de alto rendimento, dependendo da modalidade, pode se ferir gravemente por um segundo de desconcentração? É o caso do salto com vara. São mais de 6 metros de altura. Ainda, o sentimento olímpico não tem nada a ver com vaias.

      • Se formos atrás do ‘sentimento olímpico’, vamos encontrar a frase do Barão de Coubertin em 1896 dizendo que ‘O importante é competir’, abrindo os Jogos para atletas amadores. O amadorismo olímpico já ficou de lado há décadas, o que vemos hoje nas pistas, arenas e quadras são atletas profissionais com altos patrocínios – e não quero dizer que o amadorismo era bom e ganhar muito seja ruim. Foi uma evolução natural.

        Podemos achar o que quisermos da vaia, mas acreditar que ela irá acabar um dia ou que poderia ser evitada é altamente utópico. Reafirmo o que eu disse anteriormente: “Quem não quer ser exposto à vaia que não entre em competição.”

  2. Eu cheguei a pensar numa olimpíada pro trabalhador, uma olimpíada pra quem trabalha e constrói o mundo, os espetáculos, pra quem mantém o mundo de pé. Pensei num espectador que olha os jogos e disputas com olhos de quem nunca viu tal evento e por isso respeita e não destrói porque sabe o custo de tudo, valoriza o trabalho, e não tem direito ao lazer. Pensei que uma olimpíada na qual o trabalhador seria o principal espectador levaria o Brasil a outros patamares de apreciação, seria uma lição de comportamento às elites vaiantes de Dilma. A burguesia não fede porque joga até o mal cheiro dos seus podres nos pobres. A burguesia frequentou escola mas não estudou. A burguesia sabe o que faz, mas esconde o que faz, sabe que seus crimes são ilegais mas acha certo praticá-los, a burguesia é inconsciente sob certos aspectos. É muito difícil mudar o comportamento burgues.

  3. A elite brasileira ocupa a maior parte dos espaços da industria cultural para produzir lixo de todo tipo e calibre.
    A elite brasileira ano após ano vem destruindo o pouco que se construiu ao longo de décadas em matéria de educação pública e universal, transformando a educação em um próspero negócio.
    A elite brasileira pouco se preocupou com o esporte que foi sempre deixado às mínguas sem incentivos ou infraestruturas
    Isso lhe dá muito dinheiro.
    Depois essa mesma elite com a cara de pau que a caracteriza, cobra bons modos e boa educação do demais. Ou seja, cobra valores que ela mesmo não possui ou que trocou por outros valore$$$$.
    Somos 200 milhões de brasileiros mas a elite continua vivendo como se fossemos 20 indiferentes à sorte dos demais 180.

  4. “No Maracanã, ecos de “O gigante acordou” foram ouvidos. É de arrepiar, porque esse grito lembra as várias manifestações convocadas por movimentos políticos de direita, como o Vem Pra Rua, desde junho de 2013”

    Para início de conversa, em uma democracia posicionamentos de direita ou esquerda são válidos e respeitáveis. Falar que alguém é de direita ou de esquerda como se fosse um demérito só demonstra a limitação mental do articulista.

    Posto isso, é lamentável ver como a esquerda brasileira foi para um buraco do qual vai levar muito tempo para sair. Dá um valor enorme a questões acessórias e procura perseguições e inimigos e ” golpes” onde não existem porque não tem como tocar no assunto real, que é basicamente o seguinte: Dilma foi a pior presidente dos últimos 50 anos e arruinou nossa economia. Foi colocada lá por um sujeito que se acha dono do Brasil. Ambos parte de um partido que nos levava num caminho de ser uma nova Venezuela, onde nem papel higiênico há.

    Em resumo, Dilma foi vaiada porque era péssima. Uma desgraça para o Brasil. Mereceu cada xingamento que ouviu. Temer foi vaiado porque era Temer.

    Na posição de presidente , Dilma era uma desgraça e um embaraço para a esquerda brasileira. Na posição de impichada, serve como personagem de uma fábula de golpe inventada para que a esquerda brasileira continue a existir. A mesma mentira de que Lula é um perseguido.

    Um golpe de verdade, em 1964, criou toda a mitologia que sustentou a esquerda brasileira por 50 anos. Mas agora acabou, a máscara caiu. Dizem que uma mentira dita muitas vezes acaba virando verdade. Mas para isso, o mentiroso precisa ter ainda credibilidade suficiente para que lhe deem ouvidos. Coisa que não acontece mais,

    • Poxa colega, um pouco repetido esse seu ponto de vista.
      Venezuela possui uma história completamente diferente da nossa.
      Me diz um país potência que não passou por isso para se desencilhar de uma política externa injusta?

      Fique atento com as informações que vem da nossa imprensa obsoleta.
      Vivemos a política do Pão e Circo enquanto eles tentam acelerar a história deles nós “macaquitos de mierda” gritamos GOL.

    • Mesmo não concordando com tudo o que disse, concordo quando você diz que a esquerda procura constantemente vilões… Acho sim a Dilma uma péssima governante por vários motivos, por que não sabia articular, por não ter defendido bandeiras do seu próprio programa politico. Quem colocou ela lá (ai entra a parte que não discordo) não foi um cara que se acha dono do Brasil. Lula foi um grande governante (dentro do que se propõe a governabilidade brasileira) e quem diz isso não sou eu, é a oposição que não existiu durante anos, a alta popularidade dentro e fora do Pais. Então da mesma forma que a esquerda tenta achar vilões, a direita tenta desmontar uma realidade que foi difícil pra ela engolir. O que esta acontecendo com a Dilma é culpa do PT que deveria abrir mão do projeto de poder quando viu suas figuras mais emblemáticas serem presas e por falta de opção transformou a DIlma e mãe do PAC. A questão do golpe não se trata de não haver crime ou não, mas sim se o crime que pune um não pube outro.Se é golpe ou não só saberemos se um governante do PSDB cometer os mesmos atos e for afastado. O Sr. Allvaro crê realmente nessa possibilidade?

    • Amigo até entendo a tua ira. você a de convir que muitas coisas obscuram aconteceram durante
      governo Dilma. A começar pelas pautas bombas patrocinadas pela oposição, tendo o Cunha como
      comandante, se o amigo se lembra os partidos de oposição votaram 78% de aumento para o
      Judiciário, sendo escalanado em 4 anos, mais uma vez a presidente teve que vetar, tudo isso era
      um meio para desgatá-la, Se o amigo não lembra, vou lhe resfrecar a memória com palavras de um
      senador da oposição, cujo objetivo era desgastar o governo Dilma, fazendo sangrar, ninguém foi
      patriota nesta hora, ou melhor, houve apoio maciço da midia juntamente com os heróis de pés de
      barro. Agora, pasmem, vejo senadores do PSDB, DEM, preocupados com a situação do país, tenha dó, depois é o pobre que é o burro. Não quero dizer que não houve no governo Dilma, digo,
      muitos. Só não ver quem não quer, que forças estranhas agiram nos bastidores. Veja a gravação
      publicada com o Sarney e tire suas conclusões.

  5. Achei interessante a matéria, mas penso que existe mais reflexão no assunto que simplesmente a feita pelo autor. Afinal, o mesmo torcedor rico europeu que joga banana é membro do mesmo grupo que criou a Olimpíada e seus ditos valores.
    Por mais que pessoalmente não concorde com as vaias, acredito que elas carregam um componente emocional que é sim mais característico a nossa cultura. Por isso acho bastante questionável toda colocação de que uma torcida tem que ser quieta e dita “educada” em um evento que, eu creio, já tem em si um espírito drasticamente competitivo.

  6. Eu quero provas legais e publicas de que ocorreu um golpe no Brasil.
    Só pra constar tenho um amigo que ganha 2 salarios minimos por mes e foi assistir as olimpiadas, não é ter ou nao ter dinheiro que impede um trabalhador de ir la e assistir.(parcela como Ele uai)
    Outro discordo completamente a atitude dos torcedores que gritaram vai morrer ou algo assim. Acho que vocês como “intelectuais” ou ao menos formadores de opinião ja deveriam ter percebido que a “zueira” faz parte do modo de agir da população como uma forma de expressar seus sentimentos.

  7. Boa tarde, estive em vários jogos das olimpíadas, e os cariocas ganharam muitos ingressos pois a venda foi baixa, o brasileiro não sabe se comportar,, pobre ou rico, não temos cultura do esporte, era menos da metade das pessoas presentes que vaiavam ou dormiam, a maioria deles ganham. Em relação ao futebol o caso era pior pois as pessoas compraram, saiam dos seu lugares e se colocavam nas escadas, e as pessoas que estavam em seus lugares não conseguiam ver, as crianças não viam nem de pé.

  8. Que texto tolo, até parece que é isso que acontece. Á não ser que estejam considerando todos que vão ao estádio são ricos, não é qualquer um que pode pagar o preço dos ingressos.

  9. Classificar como “rico” alguém que pode pagar um ingresso de Olimpíada, desculpe-me, é exagero. As vaias são parte do estilo do brasileiro de torcer, assim como as vuvuzelas são do estilo do sul-africano. Não deveríamos cair neste tipo de “imperialismo cultural” que o francês do salto com vara quis propagar ao não aceitar a derrota para um atleta que ele, nitidamente, menosprezou durante a competição. Agora, em relação à falta de interesse da mídia em “propagar os conceitos olímpicos”, eu concordo, mas infelizmente não dá para esperar outra coisa de uma indústria que sobrevive somente às custas da monocultura do futebol. Abraço!

  10. Que análise infeliz. Vê-se que você não foi a nenhum torneio nas olimpíadas e por isso não viu a heterogeneidade da torcida. Muita gente lá com ingressos de R $ 30,00. Muito oportuno usar uma vaia num estádio olímpico que se tornou assunto internacional pra buscar corroborar esse discursinho mequetrefe de que o problema do Brasil são os ricos… tá na hora de mudar o disco, amigo.

  11. Bem triste ver que tem gente sempre dividindo e negando, se achando maior do que tudo e todos por ter (e tentar ser) a consciencia da humanidade.
    Uma gente que de verdade nao entende o que acontece agora e que nao procura antecipar o que esta por vir. Uma gente que vive do passado e se orgulha desta caracteristica e limitacao.
    O pior que vai “ensinar” numa das mais importantes universidades do pais…Lamentavel.

  12. Pra criticar as vaias cria outro estereótipo? o torcedor turista? Só vi turista brasileiro educado, feliz e satisfeito . De manhã no trem, encontrei com uma familia de Vitória que saiu de carro às 5 horas da manhã pra assistir o atletismo. viva o turista olímpico!

  13. “O pobre não vaia atleta. Quem vaia é o rico”.
    Bem, acredito que o autor do texto só compareça a eventos com ricos, então. Nunca deve ter pegado um Fla X Vas no Maracanã lotado. Se bem que em alguns lugares a torcida nem vaia… vai direto pros xingamentos que deixariam a Dercy apavorada, e pro quebra-quebra mesmo.

    “O Brasil vencer Honduras por 6 a 0 e se classificar para a final olímpica é motivo de comemoração? É para o torcedor turista, que pagou caro pelo espetáculo.”
    Que pessimismo, jovem. Vitória tem que se comemorar sim, independente de qual seja. Ainda mais de goleada numa semifinal olímpica. Não precisa exagerar, mas também não é pra bater palminha sem levantar do assento que nem na ópera.

    “O que esperar de uma torcida que na Copa do Mundo pagou caro pelo ingresso e xingou impiedosamente a presidente Dilma Rousseff? Já nessas Olimpíadas, apesar de não haver mais restrições para a aparição de cartazes ou outras manifestações políticos, eles são tão poucos que viram notícia. Um solitário manifestante exibia uma camiseta contra o presidente interino Michel Temer.”
    Sim, foi só um cara que vaiou o Temer na abertura das Olimpíadas. E é por medo desse mesmo cara que ele quer deixar de ir ao encerramento…

    “No Maracanã, ecos de ‘O gigante acordou’ foram ouvidos. É de arrepiar, porque esse grito lembra as várias manifestações convocadas por movimentos políticos de direita, como o Vem Pra Rua, desde junho de 2013.”
    É mesmo, cara. Tem razão. Aquele povo que lutou contra o aumento do preço dos ônibus, levou spray de pimenta e bala de borracha, ajudou os black-blocks a quebrar tudo, se dizia anarquista e xingava a Globo era tudo coxinha. Ã-hã.

    Sinceramente, é esse tipo de mimimi, com argumentos tão fracos, que me fez cansar de certa parte da esquerda. Não é preciso odiar todo rico e endeusar todo pobre. E nem chamar de ufanista todo mundo que torce pelo Brasil. Tem gente que acha o verde-amarelo mais bonito que o vermelho. Cada um com seu cada qual. Simples assim…

  14. “O pobre não vaia atleta. Quem vaia é o rico”.
    Bem, acredito que o autor do texto só compareça a eventos com ricos, então. Nunca deve ter pegado um Fla X Vas no Maracanã lotado. Se bem que em alguns lugares a torcida nem vaia… vai direto pros xingamentos que deixariam a Dercy apavorada, e pro quebra-quebra mesmo.

    “O Brasil vencer Honduras por 6 a 0 e se classificar para a final olímpica é motivo de comemoração? É para o torcedor turista, que pagou caro pelo espetáculo.”
    Que pessimismo, jovem. Vitória tem que se comemorar sim, independente de qual seja. Ainda mais de goleada numa semifinal olímpica. Não precisa exagerar, mas também não é pra bater palminha sem levantar do assento que nem na ópera.

    “O que esperar de uma torcida que na Copa do Mundo pagou caro pelo ingresso e xingou impiedosamente a presidente Dilma Rousseff? Já nessas Olimpíadas, apesar de não haver mais restrições para a aparição de cartazes ou outras manifestações políticos, eles são tão poucos que viram notícia. Um solitário manifestante exibia uma camiseta contra o presidente interino Michel Temer.”
    Sim, foi só um cara que vaiou o Temer na abertura das Olimpíadas. E é por medo desse mesmo cara que ele quer deixar de ir ao encerramento…

    “No Maracanã, ecos de ‘O gigante acordou’ foram ouvidos. É de arrepiar, porque esse grito lembra as várias manifestações convocadas por movimentos políticos de direita, como o Vem Pra Rua, desde junho de 2013.”
    É mesmo, cara. Tem razão. Aquele povo que lutou contra o aumento do preço dos ônibus, levou spray de pimenta e bala de borracha, ajudou os black-blocks a quebrar tudo, se dizia anarquista e xingava a Globo era tudo coxinha. Ã-hã.

    Sinceramente, é esse tipo de mimimi, com argumentos tão fracos, que me fez cansar de certa parte da esquerda. Não é preciso odiar todo rico e endeusar todo pobre. E nem chamar de ufanista todo mundo que torce pelo Brasil. Tem gente que acha o verde-amarelo mais bonito que o vermelho. Cada um com seu cada qual. Simples assim…

  15. É verdade, o torcedores de futebol têm outro comportamento. Além de xingar usando palavrões eles jogam objetos, brigam, fazem emboscadas, jogam bombas, matam…

  16. Cara. ..achei meio generalista o texto, e o perfil de todos que vaiaram ou criticaram na Internet o atleta é bastante variado.

    não consegui ver a lógica da luta de classes nisso…. pareceu mais uma manifestação bastante coletiva sem relação direta com o fato das pessoas serem ricas ou pobres

  17. Essa questão tem me deixado pensar, viu – Porque mesmo na condição de “rico”, alguém paga aquele ingresso e quer ver um espetáculo, não é mesmo? Eu gostaria de estar lá, assistindo o que um atleta tem para me apresentar, curiosa com o que ele nos preparou por 4 anos, qual o limite do corpo dele e a mágico que isso tudo isso gera bem aos nossos olhos…..A medalha é apenas uma consequência, o louro que se colhe por tanta dedicação e esforço. A competição em si é que é espetacular, criativa, empolgante, até que se cruzem uma linha de chegada, até que se somem os pontos ou que se derrube um oponente. É uma das poucas tradições que a humanidade conseguiu trazer pelos anos (mais por razões político-econômicas do que outras, mas enfim…), uma diversão de tempos em tempos, portanto. Mas isso é pouco para quem está duro da alma, vivendo de pieguices, de lobotomias midiáticas e rastejando no limbo cultural. Chega a dar pena da gente mesmo. Fica então uma atitude esquisita de querer se destacar não pelo talento e pelo dom, mas sim pela desgraça do oponente, por seu sufoco, por sua humilhação. Muito característico de quem não está com a razão, a humilhação pública só nos faz medíocres, atrasados e mais humilhados ainda. O triunfo que vem (no caso, a medalha), viria de qualquer maneira, com ou sem vaia. Por quê perder o show? por quê destruir a obra-prima? Pobres de nós.

  18. De onde você tirou esta lógica falsa? A verdade é que quem vaia não é rico e quem aplaude não é pobre. Quem vaia é só mal educado (seja pobre ou rico) e não tem nada haver com posição social ou econômica.

  19. No estádio Olímpico do Engenhão eu presenciei parte deste comportamento. Escutei pai de família acompanhado de mulher,filhas, e filho pequeno, sem nenhum pudor se referir às estrangeiras afrodescendentes como ” a de cabelo ruim”. O racismo ou preconceito presente no inconsciente coletivo da maioria branca que estava no estádio ficou evidente na apresentação das atletas. Todas as atletas na final dos 100 metros rasos receberam palmas, porém foi diferente as palmas para a holandesa Dafne Schippers. Pensei até que o badalado Bolt tinha aparecido no telão e foi aplaudido, mas era apenas ela. Eu me perguntei se as pessoas a conheciam, se era alguma recordista…Sinceramente não sei. A decepção com a vitória da Elaine Thompson foi em palmas que demonstravam constrangimentos. Eu tenho certeza que a atleta no estádio percebeu isso. Até agora não entendo como alguém que leva sua família ao estádio para ver Usain Bolt expressa racismo ou preconceito contra pessoas que tem a mesma característica do tricampeão. Posteriormente pude confirmar que o critério cor da pele, tipo de cabelo, fazia diferença na quantidade de aplauso que os atletas recebiam. Ali eu percebi o porquê de o Grupo Globo fazer um esforço muito grande para que os negros não sejam vistos com naturalidade em sua dramaturgias e noticiários; pois há a possibilidade de um negro ser admirado por um branco preconceituoso ou racista e chegar ao nível de um Pelé, Bolt, Romário, etc. Que os maiores responsáveis por esse comportamento que eu vi no estádio são as pessoas ou grupos que mostram e reforçam para esta elite branca que os negros são inferiores, representam o feio, tem cabelos ruins, são subordinados. Pois o racismo ou preconceito que presenciei era inocente, como o de uma criança que repete coisas erradas que a ensinaram. Hoje faz sentido o porquê de o Grupo Globo mostrar títulos de menor expressão da Maria Sharapova e esconder títulos de grande expressão (Grand Slam) da tenista Serena Williams em seu programa esportivo que vai ao ar todos os dias no horário de almoço. Por que o muro invisível do aparthaid no Brasil ele é frágil e pode ser facilmente superado, e para que cada um fique no seu lado do muro é preciso um “reforço” constante nos veículos de comunicação.

  20. Realmente, o pobre não vaia atleta. A gente nunca viu estádio de futebol cheio de pobre. Só tem rico lá. E os ricos vão lá pra chamar o goleiro adversário de bicha, pra xingar o técnico do outro time (as vezes até do próprio time), pra mandar o juiz pra lugares horrorosos, pra jogar latinha de cerveja ou outros objetos no campo, pra fazer coro terminando em “…uta”, pra jogar pedra no ônibus do adversário, pra pegar de pau na esquina, pra jogar sinalizador na torcida adversária. Realmente, esses ricos da elite que sentam na geral dos estádios de futebol são desprezíveis

  21. Boa tarde!

    Em primeiro lugar, quero parabenizá-lo pelo texto.É um fato que só quem tem dinheiro pôde acompanhar os Jogos Olímpicos (aqui vai um questionamento sobre o “espírito olímpico” do COI, pelos preços dos ingressos, se tal espírito existisse neles, o preço seria acessível a todos). O público dos jogos, é aquele público chato, com o complexo de vira-latas, que bate panela porque viu alguém em uma reportagem do Jornal Nacional que fez isso na hora do pronunciamento da presidenta Dilma, mimado pelo futebol moderno (que infelizmente entrou no Brasil com grande força) que não sabe perder, é o tal “torcedor turista”, dito pelo Júnior e mencionado por você, o torcedor que vaia a delegação argentina na abertura dos Jogos Olímpicos, que vai aos estádios para tirar selfie e gritar “bicha!” quando o goleiro adversário bate o tiro de meta (na minha opinião, este é o costume mais ridículo, porque além de ser homofóbico, mostra uma torcida incapaz de entoar cantos de apoio a seu clube/seleção, e que prefere hostilizar o adversário, sendo que não há competições sem um adversário). E se acima questionei o espírito olímpico do COI, agora questiono o espírito olímpico da torcida.
    Enfim, é como o título do texto, “O pobre não vaia atleta. Quem vaia é o rico”. Como prova disso, existiram provas em que não havia cobranças de ingressos (sim! Algumas provas não havia a possibilidade ou pretexto de cobrar), e em tais provas, não houve relatos de vaias. Que coisa, não?
    Mas apesar de ter gostado do seu texto, há alguns pontos que discordo de você. Não fui ao jogo de futebol Brasil x Honduras, mas acompanhei pela televisão, e pelo que entendi, a torcida gritou “O campeão voltou” (algumas torcidas do Brasil cantam isso, quando o time passa muito tempo sem vencer algo e depois acaba vencendo). Sim! Este grito foi contra a seleção de Honduras, que você mesmo disse que teria dificuldades na série B do Brasileirão. Um canto questionável, mas enfim…
    As vaias foram repudiáveis, o salto com vara é um esporte que exige muita concentração (mas já sabemos quem vaia). Também concordo que foi algo totalmente ridículo xingar o o francês Renaud Lavillenie, em suas páginas das redes sociais. Mas assim como questionei o espírito olímpico do COI e da torcida, questiono o espírito olímpico do francês, o mesmo Renaud Lavillenie, que depois da prova nem olhou na cara do Thiago Braz, vencedor do ouro olímpico, e que fez cara de deboche quando o brasileiro pediu para subir o sarrafo. Ao contrário o estadunidense que ficou com o bronze, ao fim da prova, correu abraçar o Thiago Braz e festejar com ele (e olhe que não gosto dos EUA), reconhecendo que o brasileiro foi o melhor.
    Também discordo quando você fala do Michael Phelps e do Usain Bolt, o nadador é um atleta excepcional, há de se reconhecer (repito que não gosto dos EUA, mas tenho que reconhecer o atleta estadunidense), assim como o Usain Bolt, mas concordo com você, quando você diz que a torcida só aceita não vaiar e ficar calada, porque é o Bolt. Atitude que se fosse tomada em outras partidas e competições, veríamos resultados muito melhores dos atletas. Não digo que os estádios e arenas deveriam permanecer em um profundo silêncio. Na minha opinião, o certo é apoiar os atletas que está torcendo, sem parar um minuto sequer, mas o mais importante, é ter respeito pelos adversários, já que são adversários e não inimigos.
    Sobre o grito de “vai morrer” na final do Boxe. Acho que não tem nem o que dizer. Deplorável!
    E esta torcida que está entrando nos estádios, e que pelo jeito, não irá embora tão cedo.

    E, por fim, FORA TEMER! NÃO VAI TER GOLPE!

  22. CHORA MAIS……… MATERIA MAIS RIDICULA
    EU VOU VAIAR QUEM EU QUISER !!!

    VOCÊ NUNCA PISOU EM UM ESTÁDIO

    CHORA MAIS, CHORA MUITO PORQUE ESTÁ POUCO

    TORCEDOR MESQUINHO

  23. Artigo generalista, sem pé nem cabeça. Se a vaia existe até em partidas de futebol nacionais (não exclusividade de ricos) porque haveria de ser diferente. Argumento pobre é reduzir a uma questão econômica.

  24. Não concordo nem um pouco, mas nem um pouco mesmo, com essa postagem.
    Primeiro, porque eu duvido que o público dos Jogos seja formado por “ricos”, ou sequer pela classe média em sua maioria. Ali a variedade de preços proporcionou um público bem mais variado do que na Copa do Mundo, por exemplo.
    Segundo, que o suposto “mau comportamento” não é exclusividade de determinada classe social. Ela faz parte da nossa cultura esportiva. Basta dizer que a vaia aplicada aos atletas estrangeiros saiu diretamente de nossa prática de torcer no futebol, automaticamente transportada para as Olimpíadas. A torcida do Flamengo canta “sai do chão, sai do chão, a torcida do Mengão” e “o campeão voltou” é uma adaptação de “O imperador voltou”, canção feita para o Adriano na sua volta ao rubro-negro.
    O que parece é uma forma de constrangimento vira-latas que fica na crítica em comparação aos “civilizados” europeus, que aplaudem e se “comportam” bem nos estádios, o que o próprio autor admite que não é verdade.
    Somos assim, vaiamos mesmo, e que se dane se isso desconcentra adversários.

    • Animal, otário, ralé da sociedade, por causa de animai como vc que o país está assim.Procure um canil e vá se limpar, seu imundo. Vá vaiar a sua avó.

  25. A culpa é sempre do rico, ou das ‘zelites’, como diria o puro, inocente e quase sacro Lula! O engraçado é que não eram pobres também os que tentaram e até alguns conseguiram conseguiram, invadir o trajeto das maratonas para mostrar o “fora Temer’. Curioso como o articulista não faz comentários sobre o nível educacional ou social dos pseudos intelectuais que tentaram dar uma de Cornelius!

  26. Sinceramente é um artigo ridículo. Primeiro, o local das olimpíadas foi definido 8 anos atrás e todos já sabiam o valor dos ingressos que seriam cobrados, bem como o da copa do mundo em 2014, portanto, se queriam atender o publico mais carente com ingressos,, melhor teriam feito se não se candidatassem as tais organizações destes eventos, o que sobraria mais verba para programas de desenvolvimento social. Comenta o aspecto de falta de educação na vaia sobre a presidenta na copa, mas não diz nada sobre a mesma ao presidente na olimpíada,
    Os mitos são mitos aqui e no resto do mundo, inevitável, não quer isto, mude de planeta. Há mitos em todos os aspectos profissionais, por isto são admirados e referenciados, Michel Phelps inclusive foi superado por um nadador que o admirava, conseguir algo que um ídolo consegue é algo que nos move como ser humano, como atleta então é o fundamental. Talvez alguém que nunca competiu em nada na vida não sabe o sabor disto, a aflição, a expectativa, a dor de barriga antes, o prazer de superar-se, a dor de cada momento, de ir além de você próprio. Sentir alguém que você nunca viu antes te incentivar nestes momentos não há preço. Quantos ideais olímpicos em torcida, pelo amor de Deus, isto não existe em nenhum lugar do mundo. Quero mesmo é meu país vencendo. Atleta que quer silêncio, vai para o teatro municipal, está na profissão errada.

  27. Que visão mais idiota!!!! O que tem a ver o golpe com tudo isso? O Brasil, desde 2003, passou a entender que não é mais necessário saber. Desde que o primeiro diploma foi o de presidente. Aí instaurou-se a república da mentira, da usurpação e do roubo descarado.
    aí instaurou-se a idéia, contida nesse texto, do pobre x rico… como se no Brasil ainda existissem ricos….

  28. Sou a favor da vaia.Muitos atletas usaram doping e ganharam ouro. Hoje estamos em casa e a vaia e a melhor maneira de ganhar pois colocamos nosso advers`ario no lugar dele ou seja ele nao `e nada.

    • Puro comentário de uma pessoa ignorante. Quem não é nada é vc. Vá estudar, viajar. Vá se refinar.
      Melhor maneira de ganhar é sendo o melhor. Querer ganhar atrapalhando o adversário é CORRUPÇÃO, TRAPAÇA. Não sei pq reclamam dos governantes, fazem igual.

  29. Bom dia!

    Que espanto a resenha!!!

    Isso é da (falta) educação do brasileiro, cuja qualidade vem sendo nitidamente vilipendiada nos últimos anos.

    Sua afirmação é tendenciosa. Não havia pobre algum presente? Se sim, a maioria se calou? Aplaudiu? Vaiou?

    Não sabemos não é? Não fizemos esta apuração? Não há como não é?

    Nas “fans fest” todo mundo aplaudiu e ou fez silêncio? Há, não deu pra saber!!!! Não fizemos esta pesquisa.!!!

    No Maracanã de Nelson Rodrigues só rico comparecia não é?

    Concordo que as mídias deveriam ajudar na divulgação e melhoria da educação e do espírito olímpico, mas daí transferir a ela a responsabilidade. Ela é negócio, assim como a Carta Capital e todas as outras – não é o Brahma nem o Pravda, nem o Joseph -.

    A escola ainda é o melhor lugar pra isso além da casa de cada indivíduo.

    Mas uma escola limpa de patrulhamento.

    Cara, como você é tendencioso.

    Não há como provar que todos eram ricos, e o que é pior: quem garante que se lá só estivessem pobres não teríamos o mesmo ignóbil comportamento.

    Dai a transformar tudo em luta classe amigo vai uma distância quilométrica.

  30. O pobre no Brasil é um verdadeiro ponto fora da curva. É um péssimo consumidor, só compra produtos de primeira necessidade.Não frequente bons lugares, nem tempo para isso tem. Eu até acho que o pobre é mudo e surdo, nunca ouvi a sua voz. Nenhum governante ouvi um pobre. Nenhum legislador dirigiu-se a um pobre. Nenhuma loja maçônica vai deixar um pobre entrar, só admitindo se for um pedreiro de fato para conservar os mosaico quebrado. No Brasil sem médico quer encostar num pobre, pode passar doença contagiosa. O pobre vota e seu voto não vale nada.
    O pobre não vaia ninguém porque ele nem ouvido é.

  31. Que péssimo “trabalho jornalístico”, claramente de alguem que não tem conhecimentos mínimos de sociologia. A vaia faz parte da cultura brasileira, de círculos pobres e ricos (e me arriscaria a dizer que os pobres, inclusive, vaiam mais devido à influência quase exclusiva do futebol em sua cultura onde tal comportamento é comum).

    • Acho que já perdemos a noção do que é certo ou errado. Tudo está sendo aceito. Não interessa se faz parte da cultura ou não. Vaiar um atleta que treina anos para chegar a uma olimpiada é errado e pronto. é DESUMANO, CRUEL. Daqui a pouco vão aceitar assassinatos pq faz parte da natureza humana.

  32. Recomendo a leitura da matéria da BBC sobre imperialismo cultural.
    Destaco o seguinte trecho (que inclusive demonstra exatamente o contrário que o autor deste blog diz, de que a falta de vaias está muito mais relacionada a esportes elitizados):
    “Isso seria uma atitude de imperialismo cultural. Por que a maneira do brasileiro torcer é errada? A realidade que conhecemos é criada pelo ambiente em que crescemos. Você mencionou o tênis anteriormente: será que não vale a pena discutirmos a razão para o silêncio durante o saque no tênis enquanto no futebol a torcida pode urrar nos ouvidos de um atacante que vai bater um pênalti? A diferença é que o tênis é um esporte muito mais elitizado.”

  33. Não me diria pobre porque isso seria uma ofensa a quem realmente passa dificuldades. Não fui a nenhum dos jogos uma vez que achei desnecessário tanto dinheiro para algumas horas de distração q eu posso ter em casa. Mesmo diante de tudo isso, seu texto foi de um infelicidade sem tamanho, caro autor. ”Justificar” atos de racismo em outros países através de um simples gesto cultural que, não so o brasileiro, mas boa parte da população pratica em vários âmbitos… Foi muito lamentável. Mau tenho palavras para descrever

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