O Festival Shekinah, megaevento cristão do Distrito Federal, que no ano passado foi realizado em dezembro na Esplanada dos Ministérios, teve um recurso para captação de incentivos negado pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, na semana passada. Para 2026, os organizadores tentam buscar R$ 3 milhões no mercado via renúncia fiscal (autorizados pela CNIC) para realizar o festival – em 2025, foi autorizado a captar quase R$ 5 milhões.
O Festival Shekinah 2025 teve problemas com a chuva, o que chegou a levar ao cancelamento de shows. As atrações principais eram Michel Teló, Fafá de Belém, Padre Antonio Maria, Mano Walter e a banda Rosa de Saron. Gratuita, a mostra anunciou reunir cerca de 100 mil pessoas na Esplanada. Segundo reportagem do jornal Correio Braziliense da época, o evento foi idealizado por Dhone Rodrigues (ex-presidente do PROS, atual Solidariedade, candidato a deputado) e Marcus Holanda (também ex-presidente do PROS, que se tornou réu na Justiça sob acusação de desvio de recursos do fundo partidário), políticos do Centrão, e é capitaneado pelo Instituto Sustenta, uma ONG de Brasília. É esse instituto que teve o pedido de reconsideração indeferido pelo MinC, por conta de problemas nas contas do projeto, e portanto não pode seguir captando recursos incentivados. A negativa foi referendada por estudos técnicos da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura, da Controladoria Geral da União e da Advocacia-Geral da União.
O Festival Shekinah 2026 tinha divulgado datas para maio deste ano. Mas anunciou uma “reprogramação de datas” no Instagram, a serem anunciadas em breve. “O Festival Shekinah segue confirmado e estamos trabalhando intensamente para entregar uma edição ainda mais especial”, diz o comunicado. Os anúncios dizem que se trata do “maior festival católico de Brasília, reunindo as maiores personalidades da fé e da música gospel”.

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