Mario Frias e Flávio Bolsonaro, presumivelmente produtor e atravessador do filme "Dark Horse"

O filho do ex-presidente José Sarney, o empresário Fernando José Macieira Sarney, entrou com um processo criminal por calúnia no Tribunal de Justiça de São Paulo contra a empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, sobre o ex-presidente (e agora presidiário) Jair Bolsonaro. Karina registrou um documento em cartório acusando Fernando Sarney de tê-la procurado oferecendo apoio jurídico e mencionado proximidade com Flávio Dino, ministro do STF, para sugerir uma delação que comprometesse Flávio Bolsonaro. Dino é adversário político histórico da família Sarney no Maranhão, embora tenha recebido apoio do ex-presidente em sua campanha para ocupar o posto no STF.

A empresária Karina Ferreira também relatou contatos de outras pessoas nos últimos dois meses, com promessas de que “nada ocorreria” caso colaborasse com a Justiça. O documento com as acusações foi localizado (e apreendido) pela Polícia Federal há alguns dias, durante uma operação autorizada pelo STF. Karina declarou publicamente que recusou as propostas e que não possui fatos a delatar contra terceiros. O empresário Fernando Sarney negou as acusações e afirmou que nem sequer conhece Karina Ferreira da Gama, que jamais manteve qualquer contato com ela ou com terceiros sobre o assunto ou sobre o filme “Dark Horse”. Sarney pede indenização da empresária.

A campanha de Flávio Bolsonaro tem usado esse suposto assédio a Karina Ferreira da Gama como manobra diversionista e combustível eleitoral, postando um vídeo no qual capitaliza como exemplo de perseguição política, buscando vitimizar-se. Mas a questão principal a que o candidato Flávio Bolsonaro não consegue responder é como pegou R$ 134 milhões de dinheiro sujo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro (atualmente preso), enviou para o Exterior e o dinheiro, após rastreio, mostra estar abastecendo a vida luxuosa de seu irmão, o ex-deputado condenado Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos. Golpista congênito, Eduardo Bolsonaro fala até em estimular ações militares do governo norte-americano no Brasil para que seu grupo político volte ao poder.

Precisamos de um quilo de farinha pra fazer FAROFAFÁ!

Mascote FAROFAFÁ Somos o único veículo crítico e progressista dedicado exclusivamente ao jornalismo cultural, nas suas mais variadas frentes: livros, filmes, música, artes, teatro etc. Se você chegou até aqui é porque está do nosso lado. Ajude FAROFAFÁ a fortalecer o debate e a cultura brasileira.

Diferente dos grandes veículos, não somos donos bilionários e não corremos atrás de cliques a qualquer custo. Isso significa duas coisas:

1. Farofafá trata do que importa para a cultura brasileira — do teatro de grupo às periferias musicais, da literatura marginal às artes visuais — sem precisar agradar patrocinadores.

2. Praticamos jornalismo de fôlego. Críticas, reportagens e ensaios nascem de quem foi ao teatro, ouviu a música, leu o livro, viu a exposição. E tudo o que publicamos é gratuito para qualquer leitor — e queremos que continue assim.

Você pode ajudar a deixar Farofafá mais forte e vibrante! Escolha sua forma de contribuir e vamos farofafar juntos!

Escolha como apoiar

Saiba mais em farofafa.com.br/apoie

PUBLICIDADE

DEIXE UMA REPOSTA

Por favor, deixe seu comentário
Por favor, entre seu nome