O violonista Paulo Bellinati é o protagonista do primeiro episódio da série "Harmonias Paulistas" - foto: @Borandá/ divulgação
O violonista Paulo Bellinati é o protagonista do primeiro episódio da série "Harmonias Paulistas" - foto: @Borandá/ divulgação

O depoimento do violonista Paulo Bellinati inaugura a série “Harmonias Paulistas”, de documentários em curta-metragem, que homenageia Tom Jobim (1927-1994).

Ao final do primeiro filme, vemos Bellinati (violão) executar “Bonita” (Tom Jobim), acompanhado pelo clarinete de Alexandre Ribeiro. Mas o homenageado não é o centro das atenções e aí reside o trunfo do trabalho: um mergulho rápido e profundo no amplo arco de interesses do músico, o que acaba refletido em sua obra como compositor, vasta e diversa, em seu trânsito entre o clássico e o popular.

Ele relembra, por exemplo, como surgiu o convite para integrar o Pau Brasil, um dos mais longevos grupos da música instrumental brasileira, de que é um dos fundadores – o álbum de estreia do grupo é de 1983.

A entrevista é conduzida pelo jornalista e crítico musical Carlos Calado. O projeto, realizado pela Borandá Produções com recursos da Lei Paulo Gustavo, é idealizado por Gisella Gonçalves, que assina sua direção artística, curadoria e gestão e divide com Sandra Raiher a produção executiva.

Os outros cinco episódios da série terão estreias semanais, sempre às quartas-feiras, às 20h, até 26 de março, no canal da produtora no youtube. Os próximos episódios terão como protagonistas Roberta Valente (pandeiro), Adriana Holtz (violoncelo), Alexandre Ribeiro (clarinete), Heloísa Fernandes (piano) e Toninho Ferragutti (acordeom).

Com tal menu a série busca revelar ao público a versatilidade da música popular brasileira produzida em São Paulo, sem preconceitos, do jazz ao forró, passando pela música caipira de raiz até o choro e a música erudita. A escolha do maestro soberano como homenageado é justa: no último dia 8 de dezembro completaram-se 30 anos de seu falecimento e sua obra monumental continua sendo ouvida e inspirando instrumentistas ao redor do mundo.

Para os roteiros das entrevistas, Carlos Calado lembrou-se de histórias peculiares de cada um/a dos/as entrevistados/as e a série acaba se tornando também um passeio afetivo por espaços do fazer musical em São Paulo: da Sala do Conservatório ao Parque da Água Branca, passando também pela Escola de Música do Sesc Consolação e o Bar Ó do Borogodó.

Assista o primeiro episódio:

Precisamos de um quilo de farinha pra fazer FAROFAFÁ!

Mascote FAROFAFÁ Somos o único veículo crítico e progressista dedicado exclusivamente ao jornalismo cultural, nas suas mais variadas frentes: livros, filmes, música, artes, teatro etc. Se você chegou até aqui é porque está do nosso lado. Ajude FAROFAFÁ a fortalecer o debate e a cultura brasileira.

Diferente dos grandes veículos, não somos donos bilionários e não corremos atrás de cliques a qualquer custo. Isso significa duas coisas:

1. Farofafá trata do que importa para a cultura brasileira — do teatro de grupo às periferias musicais, da literatura marginal às artes visuais — sem precisar agradar patrocinadores.

2. Praticamos jornalismo de fôlego. Críticas, reportagens e ensaios nascem de quem foi ao teatro, ouviu a música, leu o livro, viu a exposição. E tudo o que publicamos é gratuito para qualquer leitor — e queremos que continue assim.

Você pode ajudar a deixar Farofafá mais forte e vibrante! Escolha sua forma de contribuir e vamos farofafar juntos!

Escolha como apoiar

Saiba mais em farofafa.com.br/apoie

PUBLICIDADE

DEIXE UMA REPOSTA

Por favor, deixe seu comentário
Por favor, entre seu nome