Foto: Filipe Araújo/Divulgação

Afinado com o discurso do governo federal de que sua comunicação anda fraca, o Ministério da Cultura resolveu contratar duas empresas prestadoras de serviços de comunicação digital para ajudar a melhorar sua imagem. A licitação foi publicada nesta quarta-feira, 29, no Diário Oficial da União e não menciona valores. O edital abria ontem, terça-feira, 28.

Entre os requisitos, o MinC pede que as empresas sejam capazes de “promover o desenvolvimento e implantação de formas inovadoras de comunicação digital, em consonância com novas tecnologias”, que operem a moderação de conteúdo do ministério e perfis nas redes sociais, além de propor uma estratégia de comunicação nos canais digitais com base na inteligência dos dados colhidos. As vencedoras da licitação também serão responsáveis por criar e executar projetos de comunicação digital.

O Ministério da Cultura tem diversos organismos vinculados cuja atividade é divulgada por assessorias de comunicação próprias, casos da Funarte, Instituto Brasileiro de Museus, Iphan, Ancine, etc. Invariavelmente, a divulgação das iniciativas dessas diferentes instituições está concentrada no MinC, mas de forma pulverizada, pouco visível. No ano em que está sendo direcionado o maior volume de recursos da História para a Cultura (somente a Lei Paulo Gustavo destinou 3,9 bilhões de reais em 2024), além de recordes na Lei Rouanet, não é razoável supor que a população não esteja sabendo dessa revitalização do setor e da envergadura da ação de Lula na área.

Há um certo consenso em torno da condução meio amadorística da gestão do MinC com Margareth Menezes à frente. Sob orientação desinformada, o MinC chegou a apelar à AGU para tentar intimidar o FAROFAFÁ, ignorando o fato de que o site cobre políticas culturais quase solitariamente há mais de uma década e publica tanto as boas quanto as más novas do setor, de forma independente e profissional, e essa orientação não vai mudar – os interesses maiores são os da população, dos artistas e dos produtores. A resposta às críticas não pode nunca ser de confrontação, mas de esclarecimento.

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