Cena de

O cinema político fala alto na 27ª edição do festival de documentários É Tudo Verdade, em cartaz até o dia 10 na plataforma É Tudo Verdade Play e em cinemas de São Paulo e Rio de Janeiro. Como de costume, os anos-fetiche de 1960 e 1970 são dissecados por diversos ângulos em uma série de títulos, a começar por dois documentários estadunidenses, JFK Revisitado – Através do Espelho (2021), de Oliver Stone, e Riotsville (2022), dirigido por Sierra Pettengill.

Oliver Stone acumula um largo currículo de enfrentamento a temas direta ou indiretamente políticos. Começou com as ficções Platoon (1986), Nascido em 4 de Julho (1989) e Entre o Céu e a Terra (1993), todos sobre a Guerra do Vietnã, depois passou a dramatizar episódios históricos em JFK – A Pergunta Que Não Quer Calar (1991), Nixon (1995), Evita (1996), As Torres Gêmeas (2006), W. (2008, sobre George W. Bush) e Snowden – Herói ou Traidor (2016). Neste século 21, tem se dedicado a dirigir documentários sempre controversos, como Comandante (2003), Procurando Fidel (2004) e Castro in Winter (2012), todos sobre Fidel CastroAo Sul da Fronteira (2009), sobre os governos de esquerda vigentes na América Latina no início do século; Meu Amigo Hugo (2014,) sobre Hugo Chávez, e Entrevistas com Putin (2017).

Em 1991, o primeiro JFK foi desacreditado e combatido na mídia local por difundir a teoria de que o presidente estadunidense John F. Kennedy foi assassinado (em 22 de novembro de 1963) por um golpe de Estado (de que faria parte o vice-presidente que o substituiu, Lyndon Johnson), e não por um maluco chamado Lee Harvey Oswald (que foi assassinado dois dias depois de Kennedy, com transmissão ao vivo pela televisão). Exatos 30 anos depois, JFK Revisitado (com sessão virtual única no festival na sexta-feira, 8, às 19h) ajusta contas com aquele momento e com 1991, investigando o episódio a partir de documentos oficiais reunidos pela Comissão Warren (um conselho de “notáveis” que investigou o caso em 1963) e outros que deveriam ter ficado secretos até 2029, mas se tornaram públicos em 1992, no bojo da repercussão do primeiro JFK.

Stone lança suas fichas desde a primeira cena, com imagens de um discurso em que o presidente Kennedy critica “a pax americana imposta ao mundo pelas nossas armas de guerra”, defende uma paz mundial efetiva e afirma que essa não seria “a paz do túmulo nem a segurança do escravo”. A partir daí, o diretor delineia um governante progressista, pacifista, determinado a encerrar a Guerra do Vietnã (1965-1975) e a normalizar as relações dos Estados Unidos com Cuba. Diferente da ficção JFK, o documentário empilha evidências de fraude na Comissão Warren, da qual participou o ex-chefe da CIA (Agência Central de Inteligência) Allen Dulles, demitido por Kennedy após comandar a invasão à Baía dos Porcos (em 1961). Segundo o documentário, na CIA Dulles era autor de planos para assassinar Fidel Castro e outros líderes políticos mundiais.

O suposto maluco Lee Oswald, classificado à época como “comunista” ou “segregacionista” disposto a matar o presidente dos Estados Unidos, seria, segundo o documentário, um agente secreto do FBI (Departamento Federal de Investigação), ligado à extrema direita e ao partido nazista estadunidense (e a Dulles, portanto). Oswald, que de acordo com essa versão  viajara como agente infiltrado à União Soviética e treinara cubanos exilados nos Estados Unidos, teria sido usado como bode expiatório pelo FBI e pela CIA, para maquiar o assassinato e o golpe de Estado. Médicos militares que fizeram a autópsia, um falso fotógrafo da Marinha, o médico particular de Kennedy e até um cérebro intacto conservado em formol teriam sido usados para colocar de pé a versão oficial.

Cena de "JFK Revisitado" (2021), de Oliver Stone
John e Jacqueline desfilam em carro aberto em Dallas, no Texas, pouco antes do atentado fatal, em 1963

Stone se dedica a desmontar a tese de que o tiro na cabeça de Kennedy teria sido único e dado por trás, conclusões que definiram o trabalho da Comissão Warren, levaram a incriminar solitariamente o morto Oswald e deram o relatório e o caso por encerrados. Detalhes minuciosos demonstram a falta de lógica na tese do tiro por trás, no mesmo ponto de onde pedaços do cérebro do presidente saltaram para fora do carro após o(s) disparo(s). O tiro que estourou o crânio do presidente teria vindo de frente (onde não estava Lee Oswald) e saído pela parte de trás da cabeça, com os fragmentos de massa encefálica que a primeira-dama Jacqueline Kennedy tentou recolher engatinhando pelo capô do carro. Dispostos quilos de documentos, evidências e depoimentos, a impressão é de que a população estadunidense (e mundial) sofreu um processo de hipnose coletiva para conseguir acreditar em uma versão oficial tão mal-ajambrada.

Para nós aqui do Sul, restam alguns incômodos a mais, como a proximidade temporal do suposto golpe de Estado norte-americano de novembro de 1963 e o golpe de Estado de março/abril de 1964 no Brasil e a semelhança extrema com episódios brasileiros muito mais próximos de 2022 no tempo e no espaço. A leitura de Oliver Stone confronta um líder personalista e heroico, de um lado, e gente sem rosto escondida nas siglas CIA e FBI (Dulles cede brevemente seu rosto, e Lyndon Johnson dessa vez é preservado), do outro lado do espelho. A certa altura, o documentário afirma explicitamente que o “quem” importa menos que o “por quê” do assassinato do líder que, lembra Stone, discursava contra o controle colonial exercido por seu país sobre o mundo.

RIOTSVILLE

Riotsville (que foi exibido, também em sessão única, no dia 6), da diretora Sierra Pettengill, parece de certa forma uma continuação de JFK Revisitado, à medida que trata dos Estados Unidos que emergiram do assassinato de Kennedy, mergulhados em ondas sucessivas de rebeliões civis (leia-se afro-americanas) e mais assassinatos, como os dos líderes negros Malcolm X (em 1965) e Martin Luther King (em 1968). Em 1967, foi a vez de Lyndon Johnson instituir a Comissão Kerner, de enfrentamento à “desordem civil” que o presidente atribuiu a “agitadores externos”. De modo parecido, advogou-se que as grandes manifestações contra a Guerra do Vietnã à época seriam incitadas por “agitadores” negros – inimigos, portanto, dos Estados Unidos brancos (ou da América Branca, como o documentário nomeia).

Militares reais se postam diante da cidade fictícia de Riotsville
Militares reais evoluem na cidade fictícia de Riotsville

O documentário se utiliza exclusivamente de material de arquivo do final dos anos 1960, gravado pelas emissoras de TV e pelas Forças Armadas estadunidenses. O ponto de partida é uma “cidade-modelo” de mentira construída em 1967, na Virgínia, em Fort Belvoir, um antigo campo de trabalho escravo então gerenciado pelo Exército. O objetivo da cidade cenográfica era servir de palco para treinar forças militares e policiais contra os por elas chamadas de “riots” (para os militares, não eram manifestações ou rebeliões, mas antes “tumultos” ou “distúrbios”). Riotsville foi, portanto, o apelido que pegou para a cidade-modelo-fantasma. Em fartas cenas produzidas pelo Exército, atores militares interpretam civis e militares em encenações completas de episódios de revolta, às vezes para plateias lotadas de oficiais militares.

Na parte televisiva, Riotsville recupera programas exibidos na rede PBL, considerada pelas autoridades da época como “de excessivo viés eleitoral”, por destoar da cobertura geral contemplando amplamente visão e depoimentos de cidadãos afro-americanos, assim como questionamentos ao “país racista” que eram os Estados Unidos. Um orgulhoso empresário surge na TV definindo sua fábrica como “a maior produtora de gás lacrimogênio do mundo” e classificando a prática de lançar o gás na população rebelada como um “método humano de lidar com situações difíceis”. Imagens da maquete do Exército se somam a abundantes cenas reais de descargas maciças de gás contra os revoltosos, inclusive a partir de helicópteros. A certa altura, um personagem chocado descreve tais cenas como “imagens que mais parecem ser do outro lado da Cortina de Ferro ou das tropas da América Latina”. A realidade norte-americana passa a parecer maquete também. Na PBL do final dos 1960, são citados termos bastante familiares a brasileiros de 2022, como “polarização” e “genocídio”. Em 1969, a Fundação Ford retirou o patrocínio à PBL e a emissora televisiva encerrou atividades.

Publicado, o relatório da Comissão Kerner encobria o racismo estadunidense por trás do Apartheid norte-americano, da desigualdade social e da pobreza negra. Nem citava a Guerra do Vietnã, ignorando assim plausíveis relações de causa e consequência para os levantes. Vultosos recursos financeiros aplicados para resolver os problemas apontados pelo relatório foram investidos, segundo o documentário, em armamentos de guerra para dizimar as rebeliões e em treinamentos em Riotsville. Apenas ao final o documentário insinua nexos entre os movimentos dos anos 1960 e os gritos de Black Lives Matter de 2020. Novamente, as forças opressoras que detiveram e detêm o poder sobre os acontecimentos não têm rosto e não prestam depoimentos em Riotsville.

HELENY GUARIBA

A mitologia dos anos 1960 e 1970 orienta também vários títulos brasileiros presentes no 27º É Tudo Verdade, como o média-metragem Cadê Heleny? (2022), de Esther Vital, ou, em abordagens mais culturais/artísticas que políticas, o curta Carta para Glauber (2020), de Gregory Baltz, e os longas Rubens Gerchman – O Rei do Mau Gosto (2022), de Pedro Rossi, e Belchior – Apenas um Coração Selvagem (2022), de Natália Dias Camilo Cavalcanti.

Heleny Guariba
Heleny Guariba – foto site Cadê Heleny?

O mais explicitamente político desses é Cadê Heleny?, realizado dentro do projeto Rumos e em cartaz até dia 10 no site Itaú Cultural Play (assim como Carta para Glauber). O filme ilustra, em animação, a prisão, tortura e morte da filósofa, professora e diretora teatral Heleny Guariba, em 1971. Ela escondeu Carlos Lamarca e Iara Iavelberg em sua casa, antes de se tornar integrante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e passar pelo Dops e pela chamada Torres das Donzelas do Presídio Tiradentes, em São Paulo, e pelo centro militar clandestino de tortura conhecido como Casa da Morte, em Petrópolis, onde teria sido executada (o corpo não foi até hoje localizado). Sobre depoimentos em off de pessoas que conviveram com Heleny, a animação em stop motion adota a forte atitude simbólica de caracterizar personagens sem boca. Heleny beija na boca sem ter boca, o grito sai mudo no pau de arara e nos choques elétricos aplicados na vagina e nos mamilos, e mesmo os torturadores possuem rostos sem boca.

"Cadê Heleny?" (2022), de Esther Vital
Os bonecos-base para a animação delicada de”Cadê Heleny?”, de Esther Vital – foto site Cadê Heleny?

BELCHIOR

Com sessões nos dias 7 e 8, o documentário sobre Belchior é construído prioritariamente a partir de depoimentos de viva-voz deixados pelo autor de “Como Nossos Pais“, morto em 2017. Essa mesma canção, eternizada por Elis Regina em 1976, provoca depoimentos conflitantes da intérprete gaúcha e do compositor cearense, editadas paralelamente no filme. “É mais interessante observar com mais cuidado, porque está aparecendo muita gente”, afirma Belchior, sobre a suposta pasmaceira na MPB de então. Elis responde de modo contrário à provocação sobre o estado da MPB nos 1960, embora cite Belchior como exceção: “(Está acontecendo) muito pouca coisa, infelizmente. Nossa rapaziada está meio cansada, meio com preguiça e coçando os cachos”.

"Belchior - Apenas um Coração Selvagem" (2022)
Belchior em “Apenas um Coração Selvagem”

Com sutileza, Apenas um Coração Selvagem evidencia o preço alto que Belchior pagou por aparecer pregando “o novo“, quando ele próprio já não era mais o novo. O filme mostra a adesão do artista aos movimentos pela redemocratização do Brasil nos anos 1980, mas Belchior se torna ainda mais político depois de morrer, no contexto de mais golpe de Estado e de ascensão da extrema direita ao poder em 2018. Termina constatando a atualidade de Belchior cinco anos depois de sua morte, nas imagens de versos pichados em muros e de cartazes de gente jovem reunida na rua bradando “Belchior vive” e “Fora Temer! Volta, Belchior!”.

QUEM TEM MEDO?

Na ponte para o presente, se JFK leva a Riotsville e aos documentários ambientados na ditadura civil-militar brasileira de 1964, os filmes políticos sobre o Brasil de agora ajudam a explicar como aquilo tudo deu nisto, casos de Quem Tem Medo? (2021), de Ricardo Alves Jr., Dellani Lima e Henrique Zanoni, e O Território (2022), co-produção brasileira-dinamarquesa-estadunidense dirigida pelo norte-americano Alex PritzQuem Tem Medo? será exibido nos dias 9, no Sesc 24 de Maio, e 10, no mesmo Sesc, no Instituto Moreira Salles e no É Tudo Verdade Play. O Território fará a sessão de encerramento do festival, no dia 10, no Espaço Itaú de Cinema Augusta (em São Paulo) e Botafogo (no Rio) e, por fim, em sessão virtual às 21h.

Quem Tem Medo? corre no sentido contrário da atmosfera censora que se instalou no início do governo em exercício no Brasil e dá poder de fala a uma série de artistas que tiveram seus trabalhos retaliados desde a posse, em 2018. Assim, é um filme que afronta a censura bolsonarista não institucionalizada pela estratégia de difundir as obras e o pensamento dos censurados. Depois de mostrar episódios de ataques das milícias culturais contra o artista paranaense Maikon K e à filósofa estadunidense Judith Butler, o documentário passa a ouvir depoimentos do coreógrafo Wagner Schwartz (censurado pela performance La Bête), do ator potiguar José Neto Barbosa (pela peça satírica A Mulher Monstro), da atriz santista Renata Carvalho (pela peça O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu) e do dramaturgo Pedro Kosovski (por Caranguejo Overdrive), entre outros.

Renata Carvalho em "O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu"
Renata Carvalho em “O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu”

Dois outros tipos de cenas aparecem espelhadas ao redor dos depoimentos: trechos das encenações e performances que foram alvo da guerra cultural de extrema direita, por um lado, e um rosário de falas enlouquecidas de políticos das bancadas fundamentalistas, pelo lado dos guerrilheiros anticultura. Enquanto os artistas falam de quadros depressivos e de pânico causados pelas ameaças e perseguições, a claque bolsominion embrulha estômagos cuspindo termos como “tarados”, “queer quer dizer viadagem”, “Museu de Artes Modernas” e daí para baixo. “As pessoas perderam o medo de violentar”, conclui Schwartz, sobre o balé intimidador da extrema direita sobre os artistas. “Esse ódio que as pessoas estão sentindo a gente sentiu a vida inteira”, constata Renata Carvalho, que é transexual e atiçou a fúria das bancadas BBB por representar Jesus Cristo como uma travesti.

Monótono na estruturação e mais ou menos ambíguo no ato de conceder palavra ampla e aberta ao fascismo, Quem Tem Medo? tem valor como documento histórico produzido a quente, que grita “não” à censura ao mesmo tempo que deixa registrado o fato de mais de 130 trabalhos terem sido censurados (quase sempre informalmente) desde 2019 pelo Brasil bolsonarista. De golpe em golpe em golpe, a subditadura hipnótica/alucinógena vive seus dias de glória, enquanto a arte, o cinema brasileiro e o É Tudo Verdade lutam pela sobrevivência.

O TERRITÓRIO

Cena de "O Território" (2022), de Alex Pritz
Bitaté (à dir.) lidera expedição dos Uru-Eu-Wau-Wau para expulsar invasores do território indígena

Menos metafórico e mais devastador é O Território, da National Geographic, que penetra no microcosmo da reserva indígena dos Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia, com o intuito de decifrar minimamente o que vem acontecendo na Amazônia pós-bolsonaro. Isolados até 1980, os Uru-Eu-Wau-Wau estão reduzidos a cerca de 200 indivíduos, segundo o documentário. O diretor norte-americano Alex Pritz apoia a narrativa em cinco diferentes campos de visão para uma mesma história: acompanha o líder indígena adolescente Bitaté; a ativista ambiental Neidinha, que mora na cidade e milita junto aos Uru-Eu-Wau-Wau (Bitaté a considera uma segunda mãe); o madeireiro Martins, que abre clareiras dentro da reserva com uma motosserra; o indígena Ari, que patrulha a reserva na tentativa de coibir invasores; e o agricultor Sérgio, que planta, borrifa inseticida e cria gado em território Uru-Eu-Wau-Wau desmatado e incendiado. Um dos personagens é assassinado durante as filmagens, e é fácil adivinhar a que lado dos campos de batalha ele pertence.

 

Cena de "O Território" (2021)
Martins circula entre fogo, motocicleta e motosserra no território Uru-Eu-Wau-Wau – fotos É Tudo Verdade

Sérgio afirma estar “plantando para fazer nosso Brasil crescer”, participa das reuniões da Associação dos Produtores Rurais do Rio Bonito, construída dentro da reserva, e jura que jamais viu nenhum indígena na região. Martins conta que já morou escondido na mata, “que nem índio”, e que pretende trazer a família para o território conquistado: “Só estamos querendo o que nós merecemos”. Os indígenas se referem a personagens como Sérgio e Martins como “brancos”, embora a mestiçagem, no mínimo, esteja impressa em suas peles. Os pedaços de vida cotidiana dos diferentes lados em guerra ajudam a materializar, no macrocosmo, a mecânica dos incêndios e da devastação acelerada na Amazônia de 2018 em diante.

Uma neutralidade jornalística incômoda do documentarista começa a desmoronar diante de uma frase de Neidinha sobre os grileiros, garimpeiros, madeireiros etc. que pululam na região: “Eles colocam os pequenos na frente, como se fossem coitadinhos, com crianças. Depois os grandes vêm e assumem”. Bitaté se preocupa em trazer conectividade aos “novos indígenas” e em documentar o cerco à ilha florestal rodeada de fazendas com câmeras de vídeo, celulares e drones. Já em tempo de pandemia, Neidinha se desespera com a morte de dez indivíduos da aldeia por covid-19 em 20 dias – 5% da população, ela ressalta.

Tudo faz sentido e se encaixa, mas, como em JFK Revisitado e em Riotsville, os grupos de poder por trás da destruição na Amazônia não têm rostos nem nomes, a não ser os “pequenos” Sérgio e Martins. Passaram-se seis décadas entre o assassinato de John Kennedy e o assassinato do personagem de O Território, e a história não cessa de se repetir. Parece até que os mesmos personagens poderosos sem rosto giram circularmente, sem morrer nem sequer envelhecer, por trás seja de JFK, Riotsville, Cadê Heleny? ou O Território. É tudo verdade, mas o inexplorado “quem”, que levaria a uma pequena multidão no topo da pirâmide econômica brasileira e mundial, segue sem ser tocado nem muito menos decifrado.

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