Artistas, coletivos e produtores de cultura, num universo de mais de 500 entidades paulistas, divulgaram na manhã desta segunda-feira, 5, uma petição pública declarando Estado de Emergência no setor em São Paulo.

Os artistas diagnosticaram que se alcançou uma situação-limite no Estado, com a iminência de um colapso total na área cultural, que perdeu “quase tudo, inclusive a paciência”.

“Vivenciamos um dos momentos mais críticos para a Cultura em nossa história, com milhares de trabalhadores e trabalhadoras do setor desempregados e abandonados. Além do desemprego, artistas, técnicas e técnicos, produtoras e produtores culturais, estão desamparados, adoecendo, morrendo de Covid-19 e outras enfermidades. Colegas se contaminam pela necessidade de se expor para seu ganha-pão emergencial e cumprir prazos absurdos impostos pela Secretaria de Cultura”, diz o documento.

Os signatários, cuja adesão já cresce significativamente, apontam que diversos espaços e centros culturais também estão fechando as portas com intensidade neste primeiro trimestre (como as referenciais casas de espetáculos Casa de Francisca, Casa do Mancha e o antigo Credicard Hall, e outras ameaçadas, como o Bourbon Street) e, além deles, “há um sem-número de outros espaços menores que se veem forçados a abdicar do fazer cultural para se aventurarem em outras áreas, que promovam qualquer rendimento para a sobrevivência imediata”.

A petição aponta “absoluto descaso com técnicas/os que trabalham nos bastidores dos eventos e espetáculos, todo o pessoal ‘da graxa’, que não foram devidamente atendidos pela Lei Aldir Blanc, como necessitavam. Ao contrário, o valor vergonhoso oferecido a estes profissionais essenciais e imprescindíveis só os deixou tão desamparados que muitos foram obrigados a sobreviver, com suas famílias, por meio de cestas básicas entregues por amigos, cooperativas e sindicato, associações comunitárias, através das tantas campanhas solidárias”.

O movimento aponta letargia e falta de diálogo da parte da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa, incapaz de oferecer ao setor alternativas de amparo ou plano de apoio emergencial diante da crise.

Assinam o documento o Fórum do Litoral, Interior e Grande SP (FLIGSP), a Frente Ampla em Defesa da Cultura SP e o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões do Estado de São Paulo (SATED-SP), além de diversas organizações dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Cultura de SP.

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