Uma rápida busca na internet mostra que os shoppings centers são hoje o lugar preferido, o principal “espaço publico” do filhos da nova classe C: manifestação das fãs de Justin Bieber pedindo show do cantor em um shopping de Fortaleza, manifestação dos fãs do MC assassinado Daleste em frente ao Shopping Penha no mês de julho, um vídeo do YouTube que mostra que os famosos “rolezinhos” já são um tanto velhos – pois em 2012, em um encontro de fãs do MC Gui (o vídeo chama “MC Gui –Rolê no Shopping Metrô Tatuapé”), já havia tumulto de jovens dentro do shopping por causa da presença do cantor.

Nada é mais lógico para um geração que escolheu o funk-ostentação como trilha sonora que marcar seus encontros nos templos de consumo, sejam eles para beijar, conversar, consumir, comer ou até mesmo protestar.

O que chama a atenção é a visão míope dos donos dos shoppings, que tratam seus consumidores de agora, e de muitos anos mais adiante, com polícia e repressão pura. Mas essa visão dos capitalistas de, por puro preconceito, negarem seus consumidores e perderem oportunidades de aumentar suas vendas e lucros já é algo que ocorre no funk-ostentação há algum tempo.

Três histórias são emblemáticas. Em uma delas, uma dupla de MCs de funk popularizou uma marca de óculos entre os milhares de jovens da periferia do Brasil. Quando, por um amigo em comum, tentamos falar com o representante da marca para os artistas ganharem algum patrocínio, a resposta, de modo irônico, foi: “Pergunte quanto eles querem para não cantarem mais o nosso nome”.

Em outra história bizarra, uma marca de roupa conhecida por vestir os jovens endinherados do Rio e de São Paulo fazia com que o YouTube retirasse os funks cujas letras citassem sua marca e notificava os donos dos canais onde estavam os vídeos que eles poderiam ser processados caso colocasse de novo as músicas.

Na última delas, um dos videoclipes mais vistos de funk, com milhões de visualizações, foi retirado do YouTube  por uma famosa marca de bebida, porque o cantor, maior de idade, segurava uma garrafa de destilado. Talvez o primeiro comercial gratuito da história tirado do ar pela marca beneficiada!

Apesar dos milhões de acessos, com audiência maior que de muitos canais de TV, pouquíssimos clipes de funk-ostentação conseguiram patrocínio de alguma marca, mesmo com os MCs escancarando e fazendo verdadeiras odes para algumas delas.

Nosso capitalismo tupiniquim poderia se espelhar em como as marcas se comportam nos Estados Unidos, onde diversos rappers tem o patrocínio de diversas empresas. Como são referência para a juventude, alavancam as vendas de diversos produtos. Alguns desses rappers recebem ações das empresas para que exista um envolvimento real.

Quem sabe ao invés de receber os jovens com polícia e gás lacrimogêneo os shoppings poderiam se organizar para reforçar sua estrutura e recebê-los com promoções de marcas que eles gostam, atrações musicais, oportunidades gastronômicas etc.?

A lanchonete McDonald poderia fazer o dia do Mac-rolezinho, com descontos nos seus hambúrgueres. Lojas de tênis fariam liquidação dos cobiçados tênis Mizuno. Lojas de roupa preparariam uma outlet de camisetas da Hollister e da Abercrombie. Lá fora, promoveriam um supershow com MC Guime, MC Dede, Rodolfinho e outros. Qualquer produtora de eventos de porte médio saberia organizar tal evento sem que houvessem confusões e tumultos.

É horrível ver que nossos capitalistas brasileiros ainda têm uma visão tão míope e preconceituosa, que faz com que neguem seus próprios consumidores por conta da cor da pele ou da classe social.

Por outro lado, a atual geração dos rolezinhos e do funk-ostentação pode mudar de ideia e começar a cantar e se mobilizar contra as marcas e os centros comerciais que os tratam com tanta hostilidade. Quem sabe quando começar a doer no bolso dos nossos capitalistas eles aprendam.

 

Nota da edição: FAROFAFÁ propõe, abaixo, um breve roteiro guiado pelo colaborador Renato Barreiros, diretor do documentário Funk-Ostentação – O Filme, sobre o gênero musical (fortemente paulista) que é originador evidente do fenômeno dos rolezinhos. O segundo, “Bonde da Juju”, de Backdi e Bio G3, é considerado o funk que deu origem ao gênero da ostentação funkeira.

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88 COMENTÁRIOS

  1. Por acaso já incorreu ao colunista se questionar por que as marcas não querem seus produtos nas mãos destes MCs? Se não, eu, como profissional de marketing respondo: porque elas sabem que estes produtos não cabem no bolso de quem trabalha honestamente, pois são caros ATÉ para quem ganha dez vezes mais do que estes jovens, e, desta forma, estariam com os clipes estimulando uma demanda junto aos jovens que só poderia ser suprida com a receita do crime.

    Por acaso o colunista saberia me dizer como um ajudante de pedreiro ou de escritório conseguiria comprar os carros e motos exibidos nos clipes? Como esta vida de luxo poderia ser sustentada com pessoas que mal estudam e tem sub-empregos? Qual comportamento que o funk ostentação gera nos fãs para que eles consigam tantos bens de consumo e tão caros? O CRIME.

    O dinheiro que sustenta um consumo desenfreado em jovens tão pobres vem da criminalidade, e as marcas não querem MCs sustentando tal prática, que resulta em crimes contra pessoas que compraram com dinheiro honesto e ao ser roubadas quase tomaram um tiro na cabeça. Fora as que tomaram e não estão mais aqui pra falar.

    Entendeu agora porque as empresas são tão “idiotas”, caro jornalista?

    • Mas comercial dessas marcas em TV ABERTA que chega até no buraco mais imundo e precário da periferia PODE? Os pobres que você cita são bombardeados 24h por dia por propagandas de produtos que eles nunca vão ter condições de comprar.

      O que acontece é que o preto tá ganhando autoestima e vontade de ter aquilo que lhe pertence por direito. Nada mais justo. Se eu preto de classe média baixa, morador de favela, quero gastar meu salário todo em um tênis da Mizuno, o problema é meu e ninguém devia me proibir. Quem dita as regras não é o dinheiro? Então eu faço o que quiser com ele.

      É preconceito e ponto.

      • Os consumidores habituais desses ítens citados não conseguiram esse recursos trabalhando honestamente, não foi “suando” o dia inteiro. Foi através da exploração do trabalho alheio, da sonegação de impostos, das maracutaias políticas etc. a empresas nao estão nem aí para a questão social ou para saber a origem do dinheiro. Se não aceitam essas propagandas é simplesmente por ideologia e preconceito.

        • Este é um dos motivos do atraso no Brasil: o velho pensamento de que empresário, comerciante, grandes produtores agrícolas etc. são exploradores dos outros. É óbvio que existem maus exemples, certamente a minoria. São eles que assumindo riscos geram empregos e sustentam o Brasil. Conheço a história de diversos empresários que começaram com praticamente nada, menos até do que alguns destes jovens, e com muito esforço são hoje bem estabelecidos. Ao invés de reconhecimento pelo trabalho, muitos brasileiros tem esta visão generalizada contra quem se arrisca a produzir.

      • Sempre que alguem posta alguma coisa, se é contra a reportagem aparece um petista disfarçado para retrucar. Se o preto morador da favela quiser gastar o dinheiro dele em tenis de marca claro que pode. Pode até ficar postando na cartacapital.Quem voces acham que estão enganando ?

    • Exatamente, Marco. Eis o cenário do funk ostentação: um LIXO de “música”, GRITADA (e não cantada) por MC’s que ENRIQUECEM A CADA DIA proliferando valores aos quais SÓ ELES tem acesso, por conta de uma INDÚSTRIA CULTURAL FALIDA CULTURALMENTE que defende essa “cultura” de forma DESESPERADA para jovens que NADA GANHAM COM ISSO. E, como se não bastasse, ainda somos obrigados a ler textos CANALHAS como esse defendendo o INDEFENSÁVEL.

      • Esse monte de palavra em letras maiúsculas é tipo um jeito de gritar, Ricardo? Mas, uai, não é o funk que “grita” nos nossos ouvidos delicados?…

        • Sim senhor, Pedro Sanches, nossos ouvidos são delicados, porque aqui na periferia ninguém aguenta mais ouvir funk, falo? Vem morar aqui, vem, pra você ver o que é bom pra tosse. Ce não quer, né?

    • Ah, sim, Marco. Muito inteligente essa sua generalização, de que TODAS as marcas citadas nessas musicas são de custo proibitivo a esse pessoal, e de que a ÚNICA fonte de renda que essa turma tem para usar no consumo é o crime. Que grande observador da realidade desse grupo de pessoas você é.
      Fora o fato de que o incentivo ao consumo (mesmo quando atinge classes que não são o alvo principal) já existe a décadas, certo? É o que paga seu salário, inclusive.
      Por outro lado, entendo a posição de algumas marcas em tentar manter a aura de exclusividade, ao negar e evitar a relação com o funk ostentação.
      Mas me divirto muito com isso, pois:
      1) essa aura é só isso, uma “aura” – como quase tudo no mundo da publicidade, é muito mais um conceito do que uma realidade, onde o conceito é criado para moldar a realidade, mas às vezes a realidade atropela e subjuga o conceito.
      2) essa turma citando essas marcas é efeito colateral da idéia de sucesso que as próprias marcas sempre divulgaram…

    • concordo em partes com vc

      acho q o problema não é como comprar. com crime ou sem crime, o cara compra. coisas do tipo “não bebo o resto do mês, mas hj vou tomar um Red Label”. além do q, reunidos em 4, 6 amigos, não é tão difícil comprar um Red ou Absolut.

      acho q o medo das empresas é terem seus nomes vinculados aos funkeiros – principalmente os bens não duraveis, como roupas e bebidas – e suas vendas caírem

      funkeiros são desprezados até pelas pessoas de baixa renda, q pegam “busão” às 7:00am e dão de cara com os mesmos ouvindo no celular musicas obscenas. geralmente os “pais” tbm não gostam de ver a filha dançando estas

      agora, vc acha melhor uma marca de whisky ser vista sendo tomada por proprietários de “Vectra”, ou por pessoas sentadas nas calçadas ouvindo musica no celular com temas obscenos

    • É, Marco Oliveira, realmente,a maior preocupação das empresas é: “de onde vem a grana que as pessoas gastam pra deixar a gente mais rico?”. Pelo que você diz, as empresas são super socialmente preocupadas, né? Mas se for dinheiro de corrupção, sonegação de impostos e etc., desde que seja de pessoas brancas e de classe média alta pra cima, tudo bem… Que lógica essa sua, hein!! Quanto ao resto (essa generalização que você faz sobre as pessoas da favela, bem como das marcas e o incentivo ao consumismo, que não é de hoje…), nem preciso gastar meu tempo pra responder, porque outros já o fizeram muito bem.

      • FRAN, DISSE TUDO. ENQUANTO ESTAVA LENDO, TECIA O MESMO RACIOCÍNIO! COMO SE CRIME VIESSE SÓ SÓ DA CLASSE C, D, E, F, G… AS SONEGAÇÕES E CRIMES DE CORRUPÇÃO NÃO SÃO TÃO GRAVES, NÉ? ADOREI!

    • Uma coisa. Sera que alguma dessas marcas se recusariam a vender?

      Leia e entenda a historia da musica Mercedes Bens de Janis Joplin, esse podre pensamento que justifica essa ridícula separação entre produtores e consumistas que alimentam cada vez mais o mundo do crime.. O crime existe não faço parte mais eu sei, eu sei que é causado por esse pobre e podre pensamento!

      http://letras.mus.br/janis-joplin/63072/#traducao

    • Marcos você falou tudo meu caro.

      O funk ostentação é um infelicidade de estilo que tende a segregar as pessoas de baixa renda, público alvo desse desastre musical, que não possuem a menor condição de utilizar as marcas ostentadas pelos seus ídolos. Consequentemente muitos “darão o seu jeito” para tentar se amoldar aos parâmetros sugeridos e nós, trabalhador comum, que também não podemos ostentar cordões de 1kg de ouro no pescoço, continuaremos a sofrer as consequências.

      essa é a realidade fria e não a imaginável do nosso querido Renato Barreiros

    • A letra do funk do MC Rodolfinho – Como é bom ser vida loka (ou seja, como é bom ser ladrao, pois assim é possivel consumir todas essas marcas e comer todas aquelas gostosas que aparecem no clipe) – diz justamente o que o Marco Oliveira escreveu.
      A primeira vez que eu vi esse video achei um absurdo. Principalmente o Making off, que mostra o pai do moleque incentivando producao artistica do filho.

        • “Vem, não tem tempo ruim
          Disposição tá exalando
          Bate no rádio, tô disponível
          É só falar qual é o plano

          Pé no chão, consciente
          Na melhor hora nós ataca
          Imbicamo na agência
          E saímos de Veloster sem placa”

        • Não tem confusão nenhuma, Pedro Sanches. Velho, não venha tentar deturpar as coisas não, porque eu moro na periferia, tenho vários amigos na favela e todo mundo sabe muito bem o que significa “vida loka”, firmeza? Então é melhor você calar essa boca antes de falar besteira e defender ladrão.

        • Então, vc fechou sua caixinha de resposta, mas eu vou te responder assim mesmo quem me ensinou a entrar na casa dos outros pra mandar eles calarem a boca, Pedro Sanches: casa de porco é chiqueiro, e quando eles fazem aquela sujeira da grossa a gente tem que limpar logo, antes que alguém chegue e comece a gostar do cheiro.

    • “Vem, não tem tempo ruim
      Disposição tá exalando
      Bate no rádio, tô disponível
      É só falar qual é o plano

      Pé no chão, consciente
      Na melhor hora nós ataca
      Imbicamo na agência
      E saímos de Veloster sem placa”

      precisa dizer mais alguma coisa??????

    • Marco Antônio, muito sensato seu comentário! Criei meus filhos com muitos e muitos problemas financeiros. Tinha dia que só tínhamos arroz com chuchu para comer, no entanto, fiz todo esforço do mundo para mantê-los na escola. (sem auxílios das diversas Bolsas de hoje) Na adolescência, além da escola, tinham que trabalhar, fazer algo que pudessem nos ajudar financeiramente. Eles tinham vontade de possuir roupas melhores, calçados da moda, etc., nem por isso saíam por aí, fazendo balbúrdia nos centros comerciais, para protestarem contra a nossa falta de grana! A partir do momento em que se formaram na faculdade e começaram a se realizar profissionalmente, então passaram a consumir coisas de melhor qualidade e comprar em lojas de melhor padrão. É muito simples, tem que estudar, tem que ler, tem que ter educação! Não tem que se rebolar na frente dessa música idiota, não tem que engravidar, para atrapalhar mais a vida, cadê as mães desses pseudo adolescentes, que não cuidam da sua prole? Quem quiser usar grife famosa, vai estudar e trabalhar! O pior de tudo isso é que estão fazendo do “rolezinho” um assunto político, onde até uma ministra idiota, de um ministério chinfrim, está dizendo que isso é preconceito de branco!!! Que o partido tal é contra porque é burguês, como se algum político estivesse preocupado com o que o pobre come ou veste ou vive!!! Todos eles, sem exceção, estão nos hotéis 5 estrelas, comendo caviar, lagosta, bebendo o melhor vinho, vestindo roupas das grifes mais caras, compradas no exterior, e até aqueles que, por muitos anos criticaram a burguesia, hoje vivem nela, com toda a família, às custas do nosso dinheiro! Agora uma pergunta??? O que os lojistas e os shoppings têm a ver com a falta de oportunidade, que por ventura o pobre tem? Essa cobrança tem que ser feita aos políticos, aos governos, principalmente aqueles que falam muito e nada fazem!

    • O Marco é o reflexo do marqueteiro preconceituoso. Tipinho que anda de Tucson financiada em 70 vezes e acha que a vida real é baseada em pesquisas quantitativas e qualitativas que a gente responde na internet, de qualquer jeito, só para concorrer a um Camaro amarelo zero km (e que ninguém vai ganhar porque é uma das tantas mentiras deslavadas que essa gente fabrica…)

    • Não posso responder pelo Renato, Marco, mas gostaria de comentar alguns dos preconceitos e distorções que pingam do seu comentário.

      “Estes produtos não cabem no bolso de quem trabalha honestamente”, por exemplo – você está insinuando que TODOS os ricos são desonestos, ou essa regra malucona só vale para funkeiros e rolezeiros?

      E sobre comerciais de carros de luxo, o que você diria? Da mesma maneira, só os “criminosos” os possuem? Nike, marcas de bebidas “finas”, Apple e grifes que se utilizam de trabalho escravo terceirizado são todas ilibadas? Os publicitários têm ressalvas às marcas (inclusive de bancos e de grandes redes de televisão) que, além disso, sonegam milhões em impostos? Ou aderem gostosamente a elas, desfrutando de seu dinheiro “limpo”?

      Vou te dizer, viu, é tanto preconceito e tanta mistureba na criminalizarão de parte da população que dá vontade de sentar e chorar. Caramba.

    • Analise superficial essa do Marco.
      Taxar os menos favorecidos de criminosos é, no mínimo, burro.
      A análise do Pedro Sanches é perfeita.
      Os vagabundos dos empresários que sonegam impostos, escravizam os trabalhadores não são criminosos então?

    • entrevista com o organizador do primeiro grande “rolêzinho”. vale muito a pena ler.

      http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,a-intencao-foi-mesmo-fazer-um-meio-de-lazer,1120094,0.htm

      “Jefferson Luís, ou MC Jota L, seu nome artístico, é o primeiro organizador conhecido de um “rolezinho” no shopping, nos moldes dos que foram feitos a partir de dezembro. Numa amostra da criminalização do tema, o rapaz de 20 anos, que trabalha como entregador e mora em uma favela na Avenida Guarulhos, agora tem advogada e prefere não dar seu sobrenome nem comentar eventuais problemas com a polícia. Em entrevista ao Estado, ele explica que a intenção inicial era criar opção de lazer.”

  2. cara, tu ta falando merda.
    em primeiro lugar nenhuma marca de grife quer ter seu nome associado as camadas mais pobres porque isso iria desvalorizar o seu produto diante dos seus reais consumidores, sem falar que por serem muito caros as camadas mais pobres tendem a falsificar os produtos fazendo com que a marca seja desvalorizada mais ainda.
    Outra coisa, mesmo que os shopping fizessem as tais promoçoes que voce falou os produtos iriam continuar muito caro.
    e quando o objetivo da marca é ser de grife é porque ela quer cobrar preços altos e se elas baixassem muito seus preços iriam se tornar marcas comuns e deixariam de ser ostentaçoes.

  3. As empresas tem toda razão em não querer o mínimo de associação com o funk ostentação. Claramente o público alvo do estilo não tem condições de possuir o que o cara do videoclipe exibe, ou seja, um marketing errado, que se dá somente em espalhar o nome, mas, a massa só possuirá algo parecido se comprar o genérico ou se roubar.

  4. Lendo Marx sobre “O fetiche da mercadoria” encontrarão a explicação, uma coisa ainda permanece imutável: para analisar a sociedade capitalista é preciso conhecer o materialismo dialético.

  5. Vivemos a era dos excessos, jornalistas mais preocupado com sua opinião pessoal do que com a credibilidade de sua fonte, blogueiros psicografando a verdade em manifesto das minorias numa cruzada contra civilização.

    Esta guerra de classes alimentada pelos comunistas de plantão sedentos por sangue e poder, se justificam com base no mesmo desejo das crianças sexualizadas nas letras dos falsos lideres da brutalidade e ignorância, e limitadas pela felicidade baseada na futilidade, o país do futebol agora amplia suas perspectivas como alternativa para um jovem de periferia.

    A deficiência dos templos do consumo em enxergar as oportunidades nesse fenômeno de mobilização jovem, é a mesma encampada pelos fundamentalistas marxistas na desconstrução da estrutura industrial do país, e as lojas são submetidas a exibirem nas vitrines grande parte do hábito dos ídolos norte americanos, mas não possuem marcas e produtos nacionanais que sustentem esse desejo pela falta de competitividade da industria nacional.

    Limitadas a importação dos ícones do consumo, com margens tão estreitas quanto o resultado  das políticas assistêncialistas, de um governo oportunista, e ao contrário do balanço da Fazenda, não possuem capacidade de manobra que justifiquem vender abaixo do valor pago em impostos.

    Apenas idiotas oportunistas são capazes de justificar, mau comportamento em público, isso inclui musica alta, baderna, gritaria, com direito de expressão jovem, falta de educação não tem desculpa, vivemos em cidades pela capacidade de civilização do ser humano, só há uma coisa mais importante que o direito das minorias, o direto da coletividade!

  6. Sr. Renato discordo de seu ponto de vista, eu sou educadora e professora, posso lhe dizer com propriedade que estes jovens, que o senhor se refere como tendenciosos ao crime, são brasileiros, trabalhadores, e que muitas vezes, chegam em sala de aula, à noite, exaustos mas com sonhos e que os compartilham conosco; suas compras, gostos e comportamentos. Eles têm o direito de sonhar com o que quiserem, pois enriquecer não é privilégio de uma elite fadada ao insucesso, mas sim, uma atitude que leva estes jovens a buscarem a vitória em uma sociedade hipócrita e preconceituosa. Meu nome Maria Aparecida de Oliveira, para os meus alunos, muitos destes jovens: M Cida Oliveira.

    • Maria Aparecida, que bom ouvir o depoimento de alguém que vive perto do fenômeno. Acredito que você e o Renato (autor do texto) concordam no essencial – foi um tal de Marco que caluniou os meninos rolezeiros como criminosos, não foi?…

      No mais, faço minhas as suas palavras!

  7. Não há o que esperar de diferente de um sistema que, desde seu nascimento, sempre explorou e hostilizou aqueles que ficaram nas bases da pirâmide social, e que já nasceu eurocêntrico e racista. A reação aos jovens de periferia apenas demonstra essa face do sistema que os capitalistas tentam em vão esconder. Esses jovens poderiam perceber isso e unir suas vozes em protesto contra a sociedade que os marginaliza, não compor odes aos símbolos de poder que são usados para lhes perpetuar a opressão. O funk ostentação evidencia que numa sociedade injusta como a nossa, o sonho do oprimido é se tornar o opressor.

    • Os capitalistas brancos andam parecendo incomumente pouco empenhados em esconder seu eurocentrismo racista, né, Lee? Se formos avaliar pelos comentários que os representam que andam aparecendo por aqui… /o\

  8. Reproduzo aqui o comentário postado por uma leitura a margem de um texto meu defendendo o direito de ir e vir dos garotos que participam dos rolezinhos:

    “Neire Silva 15/01/2014 17:41
    Esbarramos numa deficiência enraizada neste país: EDUCAÇÃO, ou a falta dela. O que observamos é um total desrespeito ao próximo, às boas maneiras e um comportamento civilizado. “Rolezinhos”, não! Vandalismo!”
    http://jus.com.br/artigos/26389/rolezinho-e-racismo

    A referida leitora sintetiza bem o artifício intelectual usado pelos racistas e anti-capitalistas brasileiros utilizam para defender a segregação de uma parcela “indesejada” da população. No imaginário destas pessoas os garotos negros, pardos e pobres da periferia teriam que ficar em casa assistindo televisão. Se aceitarem a “senzalização volutária” de suas vidas miseráveis serão considerados “cidadãos”, caso resolvem viver a vida segundo os padrões da civilização ocidental serão tratados como “vandalos”. Curiosamente, a leitora parece não saber que o vocábulo “vandalismo” tem origem no substantivo “Vandalos”. Os “Vandalos”, tribo violenta que vivia na fronteira do Império Romano do Ocidente ajudou a destruí-lo abrindo caminho para a Idade Média, período sem o qual não teríamos chegado à fase histórica atual. Ela fala em educação, mas ao que parece não se educou o suficiente.

  9. Deus me livre dos seus conselhos de marketeirozinho obtuso e confuso. Leia mais dobre o que é a sociedade de hoje. Espero sucesso para ti e seu preconceito infeliz e anacrônico.

  10. É essa cultura inútil que vem acabando com as periferias do Brasil, a ostentação, apologia ao tráfico de drogas, prostituição infantil, criminalidade e muita outras coisas ruins, o local dos rolezinhos é totalmente inapropriado, não há nada de preconceito nisso, os logistas pagam caro para ter sua loja no shopping para baderneiros irem bagunçar, a polícia é totalmente despreparada, tanto para uma manifestação, tanto para qualquer evento que tenha milhares de pessoas. Esse texto é totalmente oportunista!

  11. Concordo em partes neste seu texto,realmente bem realista.Mas convivo nessa periferia,os adolescente s não tem nem condições de ter o lazer ou um emrego digno,mtos deles se negam a cultura,nem todos mais a sua maioria ,eu mesma mtas das vezes falei de boca a boca sobre locais aos quais levam entretenimento e ensina a arte de grafitar ,de dançar ,de ter uma oportunidade na vida ,mas mtos deles se negam e preferem as ruas e as más companhias ,vivi isso na pele por mtas vezes.Creio q sua proposta de baratear alguns tipos de bens de consumo seria uma boa oportunidade ,mas cerio tbem q seria necessário mudar toda a estrutura desse nosso país e as leis tbém para que toda a deturpação de valores fossem mudados ,pq senão nada disso adiantaria.Hoje fiquei sabendo sem querer q o rapaz q fez este tal derolezinho,pq fiquei sabendo por boca então não posso afirmar nada,q o intuito deste adolescente era reunir o maior número deles no shopping para q pudessem se conhecer .Agora eu te pergunto se está finalidade fosse feita e se não tivesse meia duzia de deturpadores no meio pra tumultuar,imagina qto os shoppings iriam arrecadar em um dia e o faturamento em 1 mês…..Pois é nada é perfeito,mas infelizmente no meio daqueles adolescentes existem uns q gostam de baderna.Não defendo o q eles fizeram,jamais,eu simplesmente exponho meu ponto de vista.ter um espaço pra está galera poder curtir seu estilo de música sem discriminação seria ótimo,e mtos sairiam ganhando e mtas coisas seriam evitadas.Bom me perdoe se expressei alguma palavra em tom de forma desagrável,mas foi sincero.obrigada pelo espaço!

  12. Até parece que alguma grife quer ter sua marca cantada por funkeiros, nesse role só pelas fotos vc percebe que é tudo falsificado, só tem “zika”, cara com armani que custa 2-3 mil pra mais se forem terno 5 mil, e tu vai me dizer que a classe C tem grana pra isso?

  13. As pessoas deveriam se preocupar mais com os estudos, e sim eu estudo aos sábados e domingos, meus pais nasceram em classe C e estudaram muito pra ter uma vida tranquila e eu pretendo fazer o mesmo, se você ganha mil reais não deverias gastar mais do que 20% em roupas, não há motivo para juntar 6 mil pessoas em um shopping, a questão é a bagunça, o cara entra cantando funk em um shopping?! quando tem crianças por perto? que senso é esse?!
    Lastimável, mais do que isso é quem apoia.

  14. O texto, mostra que a sociedade baixa, a classe C.. pode ter sim ter uma vida boa, uma besteira o que falaram sobre o crime que eles comentem pra estar dessa forma.. ostentação é outra vertente do funk FACÇÃO, facção que instigava brigas, assaltos, a bandidagem… A ostentação mostra que a periferia também tem vez na sociedade, que eles podem ser um de nós, ou apenas mostrar que está por dentro da ” alta sociedade”, com essas marcas de roupas, carros, e perfume e afins.. Acho por certo ponto engraçada as músicas, aonde não fala nada de violência, e sim como é a vida de uma pessoa que saiu da periferia e está bem de vida hoje, com muito trabalho ( música).

  15. Quantos desses admiradores do funk têm a real condição de comprar esses produtos que os funkeiros cantam? Esse seu tipo de ação de marketing genial ,só afastaria os verdadeiros consumidores ,estando certo ou não o capitalismo é isso ,têm prioridade quem pode pagar e uma legião da classe C não mostra muito potencial em adquirir produtos que muitas vezes são mais caros que seus salários.
    Transformar o shopping em um centro cultural do funk só afastaria centenas de verdadeiros consumidores e me desculpe mas milhares de pessoas contrárias a esse estilo musical ( me desculpo novamente se estraguei sua ilusão de que uma geração inteira desse país adotou o funk como trilha sonora) simplesmente porque não suportam esse tipo de “música” baixa e sem conteúdo.

    • Pois é, Pedro, e quantos de nós, espectadores da Globo, de Hollywood etc. têm realmente condições de desfrutar de todas as maravilhas que essas ou de qualquer outra dessas gigantescas marcas e máquinas propagandísticas esfregam diariamente na nossa cara, não é mesmo?

      Afinal, em que mesmo o pessoal da favela e da periferia é diferente dos “bonitos” das classes médias e altas?

  16. Excelente texto Parabens! Infelizmente nós latinos católicos não temos esta vocação para vender como um americano protestante teria…… continuamos com esses infelizes comentários preconceituosos abaixo>>>

  17. Ótima abordagem. São Paulo é a terra do consumo. Nos anos 90 já era costume da periferia paulistana andar de roupas de marca, mesmo que fossem as falsificações da 25 de março. É uma forma de se sentir parte da sociedade, se sentir incluído. As gritarias e decibéis de seus sons refletem a ânsia por serem ouvidos por uma população que enaltece o luxo e incita o consumo a cada tela plana que se encontra pela metrópole. Pra mim que os lojistas e shoppings ainda se arrependerão do dia em que fecharam as portas para seus pedreiros, faxineiras e babás. Sobre a criminalidade talvez o maior crime seja o da apropriação do trabalho alheio. A classe média branca morre de medo e inveja de seus empregados ostentarem mais que seus filhos e encontram no analfabetismo dos MCs a derrocada de seus valores educocênctricos. Afinal, nós, classe média branca, nos esforçamos e muito para que nossos filhos se tornassem os coxinhas preferidos dos CEOs, não admitiremos jamais que o limpador da nossa caixa de gordura jogue no lixo a educação financeira, more num barraco e ande só de Oakley.

  18. O tema confunde capitalismo com consumismo. Confunde shopping tratar mal consumidores com baderneiros. Meu Deus!!! Os vídeos dos rolezinhos estão aí no Youtube para qualquer um ver! Fazem baile funk no estacionamento do shopping, agridem GM quase até a morte! Saqueiam lojas! O que mais vocês querem? Onde querem chegar ao justificar ou defender o rolezinho?

    No texto mesmo cita um menor bebendo e não se fala nada, ao contrário, pune o dono da marca que mandou tirar do ar o vídeo.

    Caramba, estamos vivendo uma inversão de valores…

  19. Só pra contrariar. Aqui no sul, RS, a classe média e alta infernizam nas praias fazendo junção e zoando até altas horas nos seus carrões, incomodando uma maioria de veranistas, já com mais idade e com família, prejudicando o sossego de muitos e os negócios de alguns. Tipo role automotivo.E não vejo policia militar descer o cacete ou terminar com a zoação mesmo estando perturbando a ordem pública.A midia informa mas não estigmatiza. Então, será que são apenas os pobres e negros que não tem comportamento ? Uns podem e outros são estigmatizados. O assunto é mais amplo que se imagina e esta mais para ser analisado, pelas ciências sociais e de comportamento, no contexto da realidade atual, o que esta ocorrendo com a juventude brasileira de todas as classes . Consumismo, individualismo, sexualidade precoce, agressividade, violência , drogas, superexposição, etc..etc.. são reflexos do capitalismo , da ideologia dominante nos meios de comunicação, da desigualdade econômica que se transforma em desigualdade social, cultural?
    A juventude sempre foi e será rebelde,iconoclasta, e cria o novo destruindo o velho, cultural e socialmente, e isto é que deve ser estudado, analisado. Quais novos tempos surgem diante de nós?/

  20. Este comentário vai principalmente para os defensores do ponto de vista do Sr. Marco…
    Já que vocês defendem esse ponto de vista no minimo preconceituoso eu pergunto:
    Quantas vezes vocês visitaram uma comunidade carente, uma escola pública, um projeto social ?
    Cri…cri…cri…
    Pra quê né !
    Vocês podem ter diploma universitário e ter uma boa condição financeira, mas vendo estes comentários absurdos vejo que o “conhecimento” que vocês “possuem” não agregou muita coisa além da capacidade de escrever bem, e de fazer operações matemáticas.
    Quanto ao estilo musical, não vem ao caso dizer se é bom ou ruim, creio que o “funk ostentação” reflete a nossa sociedade onde ter é mais importante que ser.
    Por fim, acho que a única coisa que eu posso fazer é deixar uma sugestão aos senhores publicitários, médicos, engenheiros, advogados e para todos as pessoas que vierem a ler este post.
    Sei que é MUITO difícil deixar de jogar uma partidinha de tênis, golf, ir malhar na body tech mas acho que seria muito bom se você pudesse ir visitar um projeto social, um orfanato, uma escola pública. Tente deixar seus preconceitos de lado de tente fazer isto UMA vez, você pode não mudar completamente o seu ponto de vista, mas pelo ao menos não vai chegar aqui ou em outra pagina que for e vomitar um tanto de besteira…

    Um bom fim de semana a todos !

  21. A falta de tino empresarial está claro em todo esse processo de melhoria das condições de vida da população brasileira:

    1) O documentário Funk Ostentação mostra que os ídolos das periferias são crianças, assim como os produtores dos vídeo-clipes. Tem muito espaço para exploração dos talentos destes jovens. Ao invés disso, são tratados como marginais. Há assassinatos que muitos atribuiem a atividades criminosas. Vejo isso muito mais como falta de segurança desses ídolos. Aliás, sabemos como a polícia trata esse pessoal.

    2) Como dito no artigo, as marcas poderiam aproveitar a demanda de compra de suas marcas. Muitos pensam que tais pessoas não possuem os meios para adquirir estes produtos. Isso só mostra falta de informação sobre o acesso ao crédito facilitado para uma maior parcela da população.

    3) Centros de compras poderiam ser construídos nas periferias das grandes cidades, possibilitando não só o acesso a lojas, mas também a realização de encontros, shows e eventos para estes jovens.

    4) Os rolezinhos não nasceram como manifestação. Surgiram como uma forma de meninos e meninas se conhecerem pessoalmente, após os contatos nas redes virtuais. Há relatos de meninas que dão presentes para seus ídolos, no valor de 15% de seus salários. Não tem vagabundo. Não tem criminoso. São estudantes. São trabalhadores. Neste caso, os ídolos não são cantores. São simplesmente garotos populares na rede social. As meninas justificam os presentes, porque os seus ídolos postam seus vídeos na rede e dão atenção para as fãs. Esse é grande potencial comercial e econômico que está colocado. Não adianta criar ídolos que só aparecem na televisão e que não interagem com as fãs. É preciso decentralizar. É preciso entender o que esses jovens querem.

    5) De uma sociedade tão preconceituosa e medíocre como a nossa, vamos continuar tratando o assunto como problema de segurança e de criminalidade, ao invés de enchergar mais adiante. No texto “Rolezinho e a desumanização dos pobres”, Leandro Beguoci lembra do tino empresarial do criador das Casas Bahia. O jornalista fala da necessidade de termos jornalistas, acadêmicos e especialistas para contribuir ao debate. Também penso que faltam mais empresários que consigam enxergar esse grande potencial comercial que está colocado.

  22. MArcos, o Capital não quer saber da onde vem o dinheiro, quer saber é se há consumidores de seus produtos. Essa preocupação sua é secundária p/ as empresas.

  23. Acho paradoxal esse comentário do Marco Oliveira, uma vez que o funk ostentação surge justamente da propaganda dessas marcas em meios de comunicação de massa. Primeiramente esses jovens MC’s são bombardeados com propagandas na TV que ditam um modo de vida, um certo glamour maquiado por uma falsa felicidade. Segundo, eles passam a ditar esse modo de vida como uma fuga da realidade degradante do meio em que vivem.
    A mensagem é clara: consumo = felicidade.

  24. Felizmente temos, além dos esquerdistazinhos deslumbrados com a favela que nunca estiveram e os representantes dos “movimentos”, pessoas lúcidas que sabem o trabalho ENORME que dá você pagar suas contas, o ensino, a mensalidade do curso, a faculdade, o aluguel, os impostos, o telefone, o IPTU, E AINDA ASSIM TER ROUPAS DE GRIFES CARAS. O que vocês não notam é que quem gasta com roupas tão caras não está gastando com educação, com formação, com a construção da dignidade que se forma com o cumprimento das suas obrigações como cidadão.

    Esta turma não quer saber dissso: quer comprar coisas caras e se tornarem imbecis ignorantes que gastam 1000 reais em um tenis mas jamais pagaram 100 reais em uma parcela de um curso de capacitação. O que se tornarão estas pessoas quando tiverem 25, 30 anos?? Pessoas incapazes de subir na vida de forma honesta. Se serão capazes, me respondam: de que forma? Sem estudo? Sem estágios? Sem empregos?

    O que vocês esquerdistas idiotas alienados não percebem é que para cada funkeiro rico tem 1.000 otários deslumbrados querendo ser iguais a eles. PERGUNTE A QUALQUER UM DELES SE DESEJAM ESTUDAR? Os idiotas de esquerda e pseudo-humanistas que ADORAM o favela-way-of-life logo dirão que estudar não adianta. É mesmo? Então o que adianta?

    Eu respondo: o crime adianta. Engravidar de um cara bacaninha adianta. Isso é mais fácil. E o que as marcas não querem são potenciais criminosos ostentando aquilo que não se pode comprar com dinheiro honesto.

    Acordem, seus panacas. Educação é a ÚNICA saída, e não é ela que tem valor nos clipes desses infelizes deslumbrados dançando em uma piscina que não é de nenhuma dali.

  25. Realmente, essas marcas estão corretas ao não patrocinarem apologia ao crime, como de vê na letra do Mc Rodolfinho: “Pé no chão, consciente
    Na melhor hora nós ataca
    Imbicamo na agência
    E saímos de Veloster sem placa” ~ Mc Rodolfinho, “Como é bom ser vida loka”. Agora digam que a Hyundai está errada ao não patrocinar um lixo desses!

    • Não, Marcelo, as marcas estão certíssimas em não patrocinar ~lixos~ elas inclusive nem se utilizam de trabalho escravo pra fabricar seus ~luxos~.

  26. Apologia a assaltos a mão armada, com objetivo de obter
    dinheiro para comprar produtos de luxo. É essa
    imagem que as empresas gostariam de associar aos seus produtos?

    Mais um motivo para empresas não patrocinarem funkeiros?
    o tratamendo de mulheres como simples objetos sexuais,
    sem qualquer sentimento ou dignidade:

    “Saca o malote, joga na mesa
    Que diferença que faz uma grana
    Tá ligado, aí balconista
    Quanto que custa você na minha cama”
    (Mc Rodolfinho, Como é Bom Ser Vida Loka)

    Agora, me diga se as empresas estão erradas ao boicotarem
    (ou melhor, ignorarem) um artista machão que representa a cultura
    do estupro elevado ao quadrado?

  27. Fico feliz em saber que ainda existe gente com uma mente digna, livre das influências que o capitalismo nos obriga a implantar em nossas cabeças!! Pedro Sanches você é um dos poucos que pensam diferente e racionalmente, mt alegre por você defender seu ponto de vista de forma limpa, parabéns!!

  28. Não poderia faltar um outro artista citado no artigo: Mc Dedé.

    Pra entender essa letra, para quem não sabe, artigo 157 é
    crime de ROUBO.

    “Irmão de Guainazes
    Mc Dedé

    Se liga no meu papo, vamo liga os parceiro sai de
    terrorista o maloquerio tá ligado que é nois, e 157 so
    fiel de fecha bonde do 157

    Agora manda um salve vila rosa é nois que tá irmão
    testao prontos para guerrilhar com nois é sem
    massagem, sem massaguem é so irmaode guainazes pa pum
    pa pum fla que é nois na humildade é é so fiel na
    contençao oi com nois é sem massagem(2x) papum papum”

    Agora mandem uma proposta para o Mc Donald’s, pra patrocinar
    um show do Mc Dedé. Grátis no Mc Lanche Feliz vem um
    revólver de brinquedo, o que acham?

      • Só vejo o que quero? Todos esses artistas citados fazem apologia ao crime. Não trabalho honesto, dignidade, estudo, diversão sadia. Não. Apologia ao crime. É isso que eles ensinam aos jovens. E as empresas estão certas de não quererem suas marcas associadas ao produto de crimes. Agora me chame de “racista” novamente, já que lhe faltam argumentos.

          • Não é uma nota só, são várias notas, meu caro. E você não fez nenhum comentário sobre as letras violentas que eu postei. Por quê?

            E a lista de falácias continua:

            http://en.wikipedia.org/wiki/Ignoratio_elenchi

            “Ignoratio elenchi, also known as irrelevant conclusion,[1] is the informal fallacy of presenting an argument that may or may not be logically valid, but fails nonetheless to address the issue in question.”

            Ou seja, o artigo que você postou não responde à questão: Por que as empresas não patrocinam os funkeiros citados pelo Renato Barreiros?

            Gostaria de ver seus comentários sobre as letras desses jovens, que retratam assaltos a mão armada de maneira gramurosa. Mas isso não vai acontecer porque você teria que tirar o funk da redoma de vidro e do pedestal onde o colocou.

  29. boa , é isso mesmo o maior “inimigo” do capitalismo brasileiro nunca foi sindicato ou comunistas (AHAH a não ser por pessoas que foram congeladas na guerra fria e descongeladas agora ) , e sim os próprios capitalistas ,belo texto

    abraços

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