Em seu discurso no parlatório, Dilma Vana foi gentil, mas firme e certeira, com seu vice, Michel, o marido de Marcela Temer.
Citou, farta e generosamente, o vice-presidente ausente que entregava a faixa a Michel. Explicitou a grandeza de José Alencar, solicitando discretamente comportamento equivalente por parte de Michel.
Talvez não seja fácil presidir depois de Luiz Inácio, mas certamente tampouco será pequena a missão de vice-presidir depois de José. Com a palavra (ou os gestos), o marido de Marcela.
E, com a palavra, a nova presidenta, quando citou seu trans-conterrâneo Guimarães Rosa: “É isso, a vida pede, sobretudo, coragem para ser vivida e transformada”. Para Luiz, Marisa, José, Marisa, Dilma, Dilma, Marcela, Michel, você e eu. Cê tá escutando?, cê tâ entendendo? Ouvido é para ouvir, ficha telefônica não é cotonete, orelha não é abajur de brinco.
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